terça-feira, 28 de abril de 2009

25 de Abril de 2009

Esta foto tem a sua história: foi tirada em 1974 poucas semanas depois do 25 de Abril e serviu de lembrança do meu 2º aniversário para tudo quanto era familiar. Durante anos não havia casa de familiar que eu visitasse onde não aparecesse no meio de todas as outras uma moldura com ela. Acabei por adoptá-la como imagem de apresentação da minha conta de Messenger e da minha página do Hi5.
Este ano resolvi celebrar o 25 de Abril alterando-a e colocando-lhe um cravo vermelho na lapela. O resultado foi este que aqui vêem.
Inicialmente pensei em manter a imagem apenas até ao próximo dia 1 de Maio, mas depois do que ouvi nos últimos dias resolvi deixá-la ficar sempre, quer no Messenger, quer no Hi5.
Aparentemente o 25 de Abril anda pelas ruas da amargura. Ouvi coisas como:
  1. "Eu prefiro saltar do 24 para o 26 de Abril." - OK, é uma opinião, que eu democraticamente respeito, mas mesmo assim ainda bem que houve o 25 de Abril. É que antes eu não poderia saltar do 27 para o 29 de Maio
  2. "Celebrar o 25 de Abril para quê? É só corrupção, crimes e "pretalhada" que deram cabo do país. Vejam este governo. Antes é que era." - OK, é outra opinião que, mais uma vez, eu tenho que respeitar, mas mesmo assim ainda bem que houve o 25 de Abril. É que graças a ele sabemos que há corrupção e crime e "pretalhada". Antes não se dizia que havia. E quanto ao governo fico feliz por poder dizer "vejam este governo". É que "antes" nunca poderiamos dizer "é que era" relativamente ao "tempo da outra senhora".
  3. "Lá vem esta malta de esquerda mandar vir por causa de se querer inaugurar um largo com o nome do Salazar" ou "Não podemos branquear/esconder a História" (ainda em relação ao mesmo tema). - OK, têm todo o direito de inaugurarem o que quiserem e com o nome que quiserem e no dia que quiserem, mas também têm que respeitar quem não concorde ou ache tal acto ofensivo. Também não me parece que dar a uma rua (neste caso um largo) o nome de uma pessoa (seja ela qual for) seja uma "aula de História". Parece-me, isso sim, uma homenagem à pessoa em questão. E se assim é poderiam tê-la feito hoje, dia 28 de Abril, aniversário natalício do Senhor Professor.
Por tudo isto, e se calhar até muito mais, resolvi passar a ter sempre aquele cravo na lapela!
Afinal eu sou um Filho da Madrugada e teria uma grande dificuldade em acabar com certos "vícios" adquiridos por nunca ter vivido no tal "antes de"!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril


Para celebrar o 35º aniversário do 25 de Abril apeteceu-me contar uma história que a minha avó materna me contou uma vez, estavamos nós os dois na janela da sala dela, janela que dava para a Sé e para as traseiras do Aljube.
A história que ela me contou foi a da célebre fuga do Aljube levada a cabo por um grupo de presos políticos através de uma janela da cadeia de onde saltaram para os telhados dos prédios vizinhos passando de prédio em prédio até junto de um cúmplice, que vivia numa água furtada ou num dos últimos andares de um desses prédios, chegando assim, e finalmente, à rua.
Quando ela me contou
este episódio o 25 de Abril tinha sido há apenas 3 ou 4 anos e eu teria os meus 5 ou 6 anos. Para um miúdo daquela idade o facto de haver uma prisão (que por acaso já tinha sido encerrada há muito) ao pé da casa da avó e de haver presos a fugir de lá era simplesmente aterrador. Para mim, presos eram só os homens maus que roubavam e faziam outras maldades. E mesmo que soubesse que uns anos antes podia haver homens e mulheres presos por dizerem o que pensavam dificilmente compreenderia o que isso significava. Só anos mais tarde compreendi o que se tinha passado naquela noite de fuga e o que se passava naquela prisão.
E também só então compreendi a alegria incontida com que a minha avó me contou a história daquela fuga. E compreendi também porque fugiam aqueles homens e porque, do lado de fora, havia sempre quem os ajudasse e se regozijasse com a sua fuga, tal como o fizeram, pela calada, muitos dos moradores daqueles prédios quando, na manhã do dia seguinte, viram os indícios da fuga.
Fica aqui a minha homenagem a todos os que foram perseguidos, presos e torturados nessa idade das trevas.
Haverá melhor maneira de comemorar o 25 de Abril que esta?

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A insustentável capacidade de aturar pessoas

Sou, confesso e admito, um bicho do mato, um ser anti-social! Admito e igualmente confesso que raramente sinto empatia por pessoas e que essa capacidade está-se a esfumar à medida que os anos passam.
Ainda há pouco tocou o meu telefone. Olhei para o número que aparecia no visor e procurei-o no directório da empresa. Era de uma espécie de pote de veneno de duas pernas que quando passa por mim não é capaz de me falar, mas quando eu estou junto a "graduados" já me fala, muito a contra-gosto. Pois esse pote de veneno ligou-me e eu não o atendi, depois de ter visto quem era. Ligou para outro número aqui na sala e perguntou se aquele era mesmo o meu número. "É que foi feito um pedido e ele ainda não o fez". O pedido foi realmente feito, mas não para mim especificamente. Foi-o para toda a equipa que ultimamente tem andado num stress danado e que não teve ainda tempo de satisfazer o tal pedido.
Fiquei com uma vontade ainda maior de quando me cruzar com este pote de veneno e ele não me dirigir a palavra de o mandar para o «florezinhas» e lhe partir a tromba. Pode ser que assim o pote de veneno perceba que ali vai um tipo que não é criado nem vive afecto a 100% para satisfazer os caprichos de um projecto que na semana que hoje acaba já teve 9 alterações, algumas das quais implicaram uma ocupação temporal relativamente elevada!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

"Piqueno" esclarecimento

Tenho recebido algumas reacções ao facto de tanto criticar a actual vereação da Câmara de Lisboa. A verdade é que o faço porque acho que a minha terra não merece o que lhe está a acontecer neste momento e porque para onde quer que eu olhe só vejo é uma cidade mal-tratada e "amordaçada".
São os buracos por todo o lado, as ruas cortadas ao trânsito de forma um pouco (demasiado) leviana, quer por obras, quer pelo que seja, as campanhas supostamente-amigas da mobilidade, dos peões e dos transportes públicos mas que na prática apenas se limitam a atravancar ainda mais o já mau funcionamento da cidade e mais um sem-número de coisas!
E tudo isto leva-me a dizer que o governo camarár
io Costa-Salgado-Fernandes não é bom para Lisboa.
Mas atenção que ao defender esta posição eu não estou dizer que se vá votar nesta coisa:

Marquetingue!

Uma das áreas do conhecimento (!?) humano que eu nunca entenderei é o marquetingue. Recebi uma notificação no Messenger a avisar-me que tinha um mail.
Fui ver.
Era um mail da Microsoft a avisar-me que as minhas definições do MSN ou Windows Live "
não permitem que a Microsoft lhe envie informações promocionais nem convites para inquéritos sobre o Windows Live e o MSN".
Pois é meus caros amigos da Miscrosoft, se calhar a ideia é mesmo essa!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Obra a obra, Lisboa melhora - Parte III (Estação de Braço de Prata)

A viagem termina. Chegamos finalmente à Estação de Braço de Prata. Mas não pensem que a aventura acabou!

1. Entrada da Estação de Braço de Prata para quem vem da Rua Dr. Estevão Vasconcelos: linhas abandonadas, piso em terra batida ou lama

2. O caminho "oficial" que a Refer acha que as pessoas devem seguir para chegar às plataformas: lama, poças de água e ervas por todo o lado, já para não falar da distância percorrida ser grande pois implica contornar todo o edíficio da estação!

3. Caminho "alternativo" usado por quase toda a gente. Plataforma de antigo cais coberto (vulgarmente conhecido como armazém) e que ardeu há alguns anos atrás, libertando-se assim este espaço.

4. Escada "improvisada" pelo habitual desenrascanço lusitano (junto à palmeira que se vê na foto anterior). Mais uns segundos e acaba esta viagem.



Obra a obra, Lisboa melhora - Parte II (Marvila)

Entramos agora na freguesia de Marvila.

1. Passeio esburacado na Rua do Açúcar.
2. Rua do Açúcar sem um único candeeiro (excepto o que se vê no canto superior esquerdo da foto, no edíficio laranja)

3. Passeio abatido na Rua do Açúcar, fruto das obras aí efectuadas. Aqui ficou estacionada uma escavadora!

4. Passeio esburacado na Rua do Açúcar, junto ao Palácio da Mitra

5. Passeio destruído pelas árvores na Rua Fernando Palha ao Poço do Bispo

6. Vala por calcetar na Rua Fernando Palha

7. Passeio destruído por árvores na Rua Fernando Palha

8. Impressionante declive do passeio no cruzamento da Avenida Infante D. Henrique com as ruas Fernando Palha e Zófimo Pedroso

9. Passeio esburacado na Rua do Vale Formoso (e estamos quase na estação de Braço de Prata)

(to be continued...)

Obra a obra, Lisboa melhora - Parte I (Beato)

Aqui ficam as imagens do caminho que eu faço todos os dias entre Xabregas e a Estação de Braço de Prata. Para além da legenda, mais palavras para quê?

1. Passeio abatido na Cç. de D. Gastão - Xabregas
2. Passeio esburacado na Cç. de D. Gastão - Xabregas

3. Tampa no "vácuo" na Rua do Grilo, junto à Manutenção Militar
4. Passeio abatido em dois pontos com menos de 10 metros de distância na Rua do Grilo - Beato

5. Passeio abatido na Rua do Beato - Beato
6. Monte de entulho originado pela queda do estuque da fachada de um edifício decrépito na Rua do Beato

Saímos agora da Freguesia do Beato e entramos na de Marvila!

To be continued...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O mural


Mural feito este mês na saída da Estação do Rossio para a Calçada do Carmo/Calçada do Duque. Foi pintado a aerografo e espero que não seja vandalizado pelos "artistas urbanos" que, afirmando fazer arte, sujam tudo por onde passam.


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Já lá vão 20 anos

Parece que não, mas é verdade. Já passaram 20 anos desde que eu participei nas primeiras manifestações contra a Prova Geral de Acesso (PGA).
Esta "coisa" foi posta em prática pela primeira vez no ano lectivo 1988/89 e a ela tinham que se sujeitar todos os estudantes que pretendessem concorrer à universidade. Nasceu no contexto de uma reforma do sistema de ensino, reforma que se tinha iniciado cerca de 13 ou 14 anos antes, no período do pós-25 de Abril e que ainda não concluiu. O seu mentor foi o então ministro da educação, Roberto Carneiro, cujo nome levou a uma das maiores proezas da engenharia genética, mas muito pouco divulgada, ao ser transformado em boi durante essas manifs. Até hoje não vi acontecer isso a mais nenhum carneiro!
A PGA era uma coisa que, teoricamente, media o grau de maturidade dos estudantes do secundário que queriam seguir os estudos, sendo para isso "medida" a cultura geral dos mesmos. Se esses estudantes sabiam ou não matemática ou outras disciplinas isso era, aparentemente, secundário e facilmente ultrapassado pela maturidade dos mesmos.
Quando chegou a minha vez de fazer esta prova, no ano lectivo de 1989/90, ela ainda funcionava nos seus moldes originais com uma primeira parte composta por um texto e perguntas relacionadas com esse texto (curiosamente todas iguais umas às outras, mas escritas de maneira diferente). Seguia-se uma segunda parte que consistia numa redacção que tinha como tema um dos 4 ou 5 dados a escolher. Mais tarde este modelo foi alterado e quando a minha irmã fez esta coisa, já as perguntas eram de escolha múltipla e não escritas, o que para mim ainda me deixava mais dúvidas quanto à validade da "medição de maturidade" daquele teste.
Passados uns meses vieram as pautas com as notas, pautas essas que deviam ser um novo teste às nossas faculdades mentais ou talvez a tentativa de implementação de um novo paradigma na algoritmia de ordenação de listas, pois as mesmas eram ordenadas não pelo nome, nem pelo número de aluno, nem tão pouco pelo do bilhete de identidade, mas "simplesmente" pela nota obtida (ficando os melhores classificados colocados à cabeça da lista)!
A aberração da PGA ainda durou 4 anos lectivos, tendo terminado no ano lectivo de 1991/92, altura em que a contestação voltou a subir de tom devido a, senão me falha a memória, erros no próprio enunciado da prova. Desde então os candidatos à universidade deixaram de ser admitidos pela sua demonstrada maturidade e não consta que daí tenha vindo grande mal ao país.
O ministro que a implementou e os que se seguiram e defenderam esta prova não voltaram a ocupar cargos políticos (oh que pena!) e também não deixaram saudades, tal como todos os outros ministros da educação.
Para mim ficou apenas a memória daquele dia de prova, em que, como sempre, me despachei depressa e passei boa parte do tempo a olhar para a janela, vendo o avião de uma qualquer individualidade que por aqueles dias visitava o país e respectiva escolta de caças a sobrevoar a cidade, e também daquelas primeiras manifestações contra a PGA, no já longíquo ano de 1989, com o seu famoso slogan:
Carneiro é,
Carneiro foi,
Carneiro é,
Carneiro é
Um "granda" boi!

sábado, 11 de abril de 2009

Quem é que quer andar de transportes em Lisboa? E visitar Lisboa?

Ontem fui com os meus pais à Baixa. Ainda ponderamos a ida de autocarro, mas como entretanto passou um 759 e o painel passou a indicar uns optimistas(*) 25 minutos até ao próximo optamos por ir de carro.
A viagem teve que ser feita via Alto de São João e Praça do Chile por causa da estupidez do Costa do Munícipio mais o seu "programa de combate ao trânsito de atravessamento da Baixa". O carro ficou estacionado no parque do Martim Moniz durante perto de 2 horas, as quais custaram a módica quantia de 2 (dois) euros.
Durante essas duas horas vi uma Baixa quase sem trânsito devido aos cortes existentes, mas com alguns carros em aflição por não conseguirem sair daquele emaranhado de becos sem saída em que a Baixa Pombalina se transformou, carros esses de matrícula espanhola ou de matrícula portuguesa, mas que pertenciam nitidamente a rent-a-cars e eram conduzidos por estrangeiros. Autocarros e eléctricos quase não se viam (assim como polícias e sinais a indicar as saídas ou alternativas).
Com isto tudo fiquei com as seguintes dúvidas:
  • Alguma vez uma família que não tenha passe andará de transportes ao fim-de-semana? É que fazendo as contas ao dinheiro que se gastou e ao tempo que se poupou, a opção automóvel é sem dúvida bem melhor que a dos transportes, mesmo com os cortes de trânsito todos! (**)
  • Aqueles turistas que desesperavam por encontrar uma saída naquela "Baixa Costina" terão vontade de cá voltar?
  • O que é que a cidade ganhará com o corte definitivo de trânsito naquela zona? Menos trânsito na Baixa, mas muito mais noutras zonas? Maior competitividade?
Viver em Lisboa está cada vez melhor!

(*)optimistas, porque da última vez que esperei ali por um 759 que dizia vir daí a 20 minutos o mesmo só apareceu passados 35!
(**) gastaram-se 2 euros em estacionamento, mais o combustível que eu não sei quantificar (terão sido 3€?). De autocarro, e para as três pessoas, teriam sido gastos 4,80€ (6 bilhetes pré-comprados a 0,80€ cada), fora o tempo que se passaria nas paragens, já que as carreiras existentes não têm capacidade de cumprir horários.

Minuto verde

Se há rúbrica televisiva que me complica com o sistema, ela é o Minuto Verde, 60 segundos de conselhos (?) oferecidos pela Cuercus (escrever isto com 'q' leva-me sempre a ler "Quer Cús"). Das poucas vezes que vi aquilo fiquei sempre aparvalhado com os conselhos (?) ali apresentados. O de ontem foi mais um desses casos.
Apareceu aquele senhor careca (o tal que há uns dias atrás convidava o pessoal a participar na hora da terra desligando tudo ou quase tudo o que tivessem em casa) a dizer para as pessoas andarem de eléctrico! Sem dúvida, é meritório! Dissecando o problema temos que vivendo eu numa cidade que tem uma rede que já serviu praticamente todos os cantos da urbe, mas que agora está confinada praticamente ao centro histórico e à marginal ocidental, convenhamos que ir andar de eléctrico não é, de forma alguma, uma coisa ao alcance de todos. Eu, por exemplo, moro numa zona que já não tem eléctricos (e os autocarros estão a ir pelo mesmo caminho), trabalho noutra que nunca teve eléctricos (tirando os da CP) e os vários caminhos alternativos entre um sítio e o outro não são servidos por carreiras de eléctricos. Assim, só por isto, lá se vai o pedido do tal senhor careca às malvas.
Sobra a parte lúdica. Andar de eléctrico até era bom, mas isso era antigamente, quando não havia filas de turistas na Pr. Figueira a chegarem à Rua da Prata, como vi ontem, ou quando as paragens do 28 na Rua da Conceição não ficavam com filas que enchiam um quarteirão inteiro. E nem sequer estou a pensar na forma de chegar a esses pontos, coisa que aos fins-de-semana e feriados pode ser extremamente díficil, se se optar pelos transportes públicos (sim, ainda não me esqueci dos 50 minutos que levei de Xabregas ao Rossio na última vez que caí na asneira de usar a Carris ao fim-de-semana).
Mas os conselhos do minuto verde não se ficam por aqui. Existe uma outra senhora que vive obcecada com as fraldas das criancinhas e que passa o tempo a defender o uso de fraldas "descartáveis reutilizáveis"! Parece antagónico, não parece?
Isto é tudo dito por uns senhores que já "moraram" no mesmo edifício onde eu trabalho, que tinham, na altura, uma carrinha Renault antiga que deixava sempre uma poça de óleo onde era estacionada e que sempre que deitavam coisas fora faziam-no de forma "não descriminatória", com papéis e tudo mais que pudesse ser reciclado a ir parar aos contentores de lixo normal.
Faz o que te digo, não faças o que eu faço!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Chamar os bois pelos nomes... dos cavalos

Antigamente apenas existiam na Carris, e para os dias úteis, um horário de Inverno e um horário de Verão, sendo este último o que estava em vigor geralmente nos meses de Julho a Setembro e o de Inverno no resto do ano. Isto foi mudando e desde há uns anos que essa distinção clara que havia entre Inverno e Verão se esbateu, existindo agora uma multidão de horários diferenciados, desde o horário de Inverno, até ao de Verão, passando pelos de Férias Escolares e de Agosto e, a partir do calendário deste ano, uma coisa chamada "Redução de Serviço - Equivalente a Horário de Verão", a qual vigora nas semanas do Natal e Ano Novo.
Ora, sendo esta "redução de serviço" uma mera substituição do Horário de Inverno pelo de Verão, qual o problema da Carris dizer isso mesm
o, sem nhanhices e de forma bem clara? "Nestas duas semanas vigora o Horário de Verão". Ou será que levaram com queixas de clientes mal servidos, que naqueles dias vêem-se e desejam-se para chegar aos seus destinos, e que lhes diziam que "em Dezembro não há Verão na Europa"?
De facto, a Carris da actualidade surpreende-me sempre!

sábado, 4 de abril de 2009

Brincar ao faz de conta - Inquéritos

Há inquéritos que não servem realmente para nada. Um desses inquéritos é um que está neste momento a decorrer e ao qual se chega através do site da Carris.
Tem as perguntas da praxe sobre o serviço (fiabilidade, frequência e percursos adequados, facilidade de acesso ao autocarro...), atenção ao cliente (simpatia do pessoal, facilidade de resolver problemas ou reclamações - !?!?!? Não deveria ser a empresa a fazer isso?), conforto e mais algumas coisas. No final aparece uma mensagem de agradecimento e a promessa de que as minhas respostas serão usadas para melhorar o serviço.
Confesso que não entendo como é que irão as respostas levar a uma melhoria de serviço quando eu digo que os percursos das carreiras não são adequadas às minhas necessidades, mas depois não digo em lado nenhum quais as zonas por que passo ou quais as origens e destinos mais frequentes. O mesmo se passa na parte da atenção ao cliente: as minhas respostas sobre a simpatia do pessoal referem-se ao facto de estes dizerem ou não "Bom dia" aos passageiros ou ao facto de nos terminais os passageiros ficarem frequentemente ao frio e à chuva ou ao Sol enquanto o motorista se passeia pelo interior do autocarro enquanto fuma?
E para concluir a estória, já respondi 3 vezes ao inquérito. Será estatisticamente representativo?

Brincar ao faz de conta - Políticos

Em qualquer dicionário pode-se ler que ilícito é o mesmo que ilegal e que ilegal significa que é contrário à lei, o qual, e por sua vez, nos leva à palavra criminoso.
Ora, sendo ilícito o mesmo que ilegal, contrário à lei e criminoso, para quê andar-se a discutir uma lei que criminalize uma coisa que já é ilegal, como é o enriquecimento ilícito? Será que sou eu que não percebo nada disto?

sexta-feira, 3 de abril de 2009

PROCURO

Paciência para aturar filhos da puta e outros seres similares ou em alternativa qualquer coisa que me faça ver o Mundo de outro modo!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Dia das mentiras

Duração: 24 meses!
Comprimento: 12 Kms!
Médias: 6 Kms/ano ou 500 metros/mês ou 16,4 metros/dia
Que números são estes? São os da renovação da Linha do Tâmega. Vai durar 24 meses, a linha tem 12 Kms de comprimento e as médias foram calculadas por mim.
E, ao contrário do que acontece com as eternas obras da Linha do Norte, aqui nem sequer há a desculpa de que a linha está em serviço e que isso impede o bom desenrolar dos trabalhos.
Parece ser notícia do dia das mentiras, mas não é. Aliás, isto até foi apresentado ontem, dia 31 de Março, pela Secretária de Estado Vitorina.