sexta-feira, 31 de maio de 2013

Quanto nos custará?

Quanto custará ao erário público as obras de "faz-e-desfaz" que se vêem por todo o lado?
Há uns dias falei aqui da parvoíce que a CMLisboa tinha feito nos Restauradores e do perigo a que os automobilistas ficavam sujeitos por causa daquela estupidez.
Hoje voltei a passar por lá e já houve mudanças: apareceu mais uma faixa BUS, a mesma que antes servia para seguir em frente, e o trânsito em geral já só pode seguir em frente e apenas pela faixa da esquerda, a tal que alguém achou que ficaria bem para inverter a marcha!
Ficam as imagens e a dúvida sobre se quem planeia, quem executa e quem controla o que se faz terá alguma noção da realidade!



terça-feira, 21 de maio de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Trânsito em Lisboa ou Viagem a um universo paralelo

A CMLisboa resolveu dar uma prenda a todos os automobilistas que desçam a Avenida da Liberdade e prossigam pelos Restauradores: uma das faixas passa, subitamente, a ser para virar à esquerda!
Dito assim, parece que nada está mal ou, na pior das hipóteses, aquele "subitamente" mostra que a situação pode estar mal assinalada.
Na verdade está mal assinalada e sinalizada!
É que quem tenha a infelicidade de seguir naquela faixa da esquerda depara-se, de repente e sem que nada o faça prever, com duas setas a indicar que tem que virar à esquerda e com um traço contínuo que o impede de sair dali!
Mas como se isto não bastasse, o semáforo que se situa no fim daquela faixa continua a ostentar um sinal de sentido obrigatório... em frente, sem contar com as setas desenhadas nos focos desse mesmo semáforo!
Perante tal incoerência de sinalização, o que faz um automobilista?
Pode sempre meter-se na faixa imediatamente à direita aproveitando os traços descontínuos que reaparecem no meio do cruzamento, mas tal manobra será sempre uma manobra "à má fila" e com risco de provocar um acidente!
Também pode virar à esquerda, como ordena a sinalização horizontal, mas nesse caso entrará em contradição com a sinalização vertical... E em casos destes, qual é a que prevalece?
E mesmo que a sinalização vertical não-luminosa já estivesse de acordo com a horizontal, continua a haver outro erro tremendo da parte de quem fez esta enorme asneira: os automobilistas que virem à esquerda naquele local e com o semáforo verde, irão encontrar outros que vêm do Rossio... com o semáforo igualmente aberto! Se pelo código da estrada quem se apresenta pela direita tem prioridade, tal regra desaparece quando se passa por um semáforo verde.
O resultado é, no mínimo, curioso: um cruzamento onde os carros podem bater porque avançaram todos com o verde!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Mistério na Rua do Açúcar


Não se percebe o porquê de tal coisa.
Este prédio, que aqui mostro em foto do Google Maps de Maio de 2009, (...)
(...) ficou em risco de ruína durante mais de um ano, forçando a fechar aquele troço de passeio ao trânsito pedonal, como se vê neste segundo conjunto de fotos, já minhas e datadas de Janeiro deste ano (...)
(...) e finalmente, já na semana passada, tal como aqui disse, o prédio foi demolido. O que não se entende é porque motivo se demorou mais de um ano para se fazer aquilo que tinha de ser feito (demolir um edifício que já não tinha salvação possível) e agora se está há mais de uma semana à espera que se leve dali o entulho para que, finalmente, os peões possam voltar a passar por ali, situação bem visível nesta foto obtida hoje de manhã.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sempre a subir

Para perceberem a piada:
  1. Tudo começou aqui;
  2. De seguida passou por esta;
  3. E finalmente, já este ano, verifiquei esta terceira.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Rua do Açúcar esquina com a Rua Amigos de Lisboa

Foi esta semana abaixo, depois de cerca de um ano a ameaçar cair em cima de quem ali passasse e da Polícia Municipal ter vedado os passeios à volta dele...

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Cenas do Portugal contemporâneo

Em Sete Rios entrou no comboio uma mulher. Vinha a falar ao telemóvel. A conversa era sobre um emprego em Inglaterra. Do outro lado devem-lhe ter perguntado se aquilo era de fiar. "Parece que sim", responde a mulher, "pelo menos é de um site de empregos internacional".
Na estação seguinte, em Entrecampos, entra outra mulher, com ar abatido. Quando o comboio parte da estação pega no telemóvel. "Adivinha o que vai acontecer amanhã" pergunta à pessoa do outro lado. Após um ou dois segundos, responde "vai ser o meu último dia lá, não me renovaram o contrato".
Chego a casa e vejo as notícias na televisão. Realmente os políticos, sejam de que nacionalidade forem, vivem noutro universo, longe, mesmo muito longe, destas conversas e dramas da vida real que só se podem testemunhar nos comboios, autocarros, metros, eléctricos, cafés e onde mais calhar.