quinta-feira, 18 de abril de 2013

Rua do Açúcar esquina com a Rua Amigos de Lisboa

Foi esta semana abaixo, depois de cerca de um ano a ameaçar cair em cima de quem ali passasse e da Polícia Municipal ter vedado os passeios à volta dele...

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Cenas do Portugal contemporâneo

Em Sete Rios entrou no comboio uma mulher. Vinha a falar ao telemóvel. A conversa era sobre um emprego em Inglaterra. Do outro lado devem-lhe ter perguntado se aquilo era de fiar. "Parece que sim", responde a mulher, "pelo menos é de um site de empregos internacional".
Na estação seguinte, em Entrecampos, entra outra mulher, com ar abatido. Quando o comboio parte da estação pega no telemóvel. "Adivinha o que vai acontecer amanhã" pergunta à pessoa do outro lado. Após um ou dois segundos, responde "vai ser o meu último dia lá, não me renovaram o contrato".
Chego a casa e vejo as notícias na televisão. Realmente os políticos, sejam de que nacionalidade forem, vivem noutro universo, longe, mesmo muito longe, destas conversas e dramas da vida real que só se podem testemunhar nos comboios, autocarros, metros, eléctricos, cafés e onde mais calhar.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Relatividade na vida quotidiana

Ontem fiquei contente: consegui sair do trabalho mais cedo que o habitual.
No regresso a casa vim com um colega meu, que tem "oficialmente" o mesmo horário que eu tenho. Vinha chateado porque tinha saído mais tarde que o habitual!

sábado, 6 de abril de 2013

Sem comentários

Há festa no palácio!
Leia-se, há um evento no Palácio do Marquês de Olhão, na Rua de Xabregas.
De manhã já parte dessa rua estava com fitas, cones de sinalização e polícias a barrar o estacionamento.
Da parte da tarde a área alargou-se, passando também para boa parte da Rua da Manutenção e para todo o terreno existente entre essa artéria e a Avenida Infante Dom Henrique.
Extremamente zelosos, os polícias que ali se encontram fazem sinal a todos os convidados no tal evento para que este estacionem no tal terreno. Quanto aos moradores da zona, esses são zelosamente convidados a não passar! Pena que estes polícias (que até são municipais) não tenham tanto zelo quando se trata de fiscalizar quem ali vai despejar entulho!
E assim está Xabregas hoje. Com os senhores convidados do evento a poderem encher todas as ruas com os seus automóveis e os moradores da zona convidados a irem dar uma volta ao bilhar grande se quiserem ir jantar a casa.
Qualquer diferença entre este país de ... e qualquer país africano esbate-se apenas no clima (meteorológico).
Ficam as imagens...


O terreno entre a Rua da Manutenção e a Avenida Infante Dom Henrique com a frota automóvel dos convivas (o autocarro não é desta "guerra"). Na Rua da Manutenção as fitas e os polícias em trabalho de "manutenção" das mesmas. Os carros dos moradores ainda tiveram que servir de suporte para as fitas.

Esta fita estava teimosamente mais curta que o espaço!


Pormenor da frota automóvel

Como a distância a percorrer pelos convivas é enorme (para cima de 200 e para baixo de 300... metros), havia dois mini-autocarros e uma carrinha para os transportar até ao local do evento.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Questão de prioridades?

Estava eu a ouvir o rádio-despertador quando me deparei com esta interessantíssima e banal conversa, que quaisquer duas pessoas normais têm a qualquer hora...
1 Minuto pela Terra de 05 Abr 2013 - RTP Play - RTP

E para que pudessem pôr tal coisa no ar, tiveram que interromper ao fim de alguns segundos esta belíssima versão da Canção de Engate de António Variações, interpretada por Tiago Bettencourt.


Se eu fosse radialista não teria feito tal escolha...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Jornalismo da Escola Lusitana

Quando está frio, os jornalistas lusitanos correm para Trás-os-Montes onde perguntam aos velhotes:
- Aguenta este frio?
Eles respondem que já estão habituados.

Quando está calor, os jornalistas lusitanos correm para o Alentejo onde perguntam aos velhotes:
- Aguenta este calor?
Eles respondem que já estão habituados.


Agora que há inundações, os jornalistas lusitanos correm para Reguengo do Alviela onde perguntam aos velhotes:
- Está preocupado com esta inundação?
A resposta é a do costume.


quarta-feira, 6 de março de 2013

6 de Março de 2013

Dia de greve na CP.
Se eu concordo com ela? Não, não concordo.
Porquê? Porque, na minha irrelevante opinião, serve apenas para dar mais força ao inenarrável Secretário de Estado dos Transportes (SET), Sérgio Monteiro, que viu em todas estas greves uma boa arma para virar ainda mais o resto do país contra quem trabalha nas empresas públicas de transportes (como se a greve em si já não o fizesse...).
Mas também não concordo com frases que vejo e oiço aqui e ali sobre, mais uma vez, as "regalias" que os trabalhadores dessas empresas tinham e que deixam de ter!
Todos falam dos chorudos ordenados que se auferem nessas empresas, mas poucos sabem ou querem saber que grande parte dos ordenados pagos nessas empresas rondam os 1000 euros (muitos até menos) e isto para pessoas que trabalham há 30 ou mais anos nas empresas.
Todos dizem que concordam com o fim das concessões (entenda-se, viagens gratuitas para os trabalhadores e seus familiares directos (excepto irmãs), exceptuando os casos das viagens de serviço, onde se incluem as viagens diárias casa-trabalho-casa, mas poucos sabem que neste momento há muitos trabalhadores ferroviários (que é o caso que eu conheço melhor) que mesmo para essas viagens têm que contar com a "benevolência" de outros trabalhadores (nomeadamente dos revisores). Estão neste casos os que moram em locais como o Entroncamento e que trabalham em Lisboa e que têm que usar diariamente comboios de longo curso. E isto tudo porque até ao momento ninguém soube explicar como se faz prova (ou arranjou forma de o fazer) de que aquela pessoa está em serviço quando efectua uma viagem! Aliás em empresas que funcionam 24/24 horas, 365 dias/ano, saber-se se uma pessoa está ou não de serviço em determinada altura não é fácil.
Mas, já que falam e sabem tanto sobre o assunto, já alguém tentou perceber ou saber o que ganham ou deixam de perder as empresas públicas de transporte com tais medidas, para além de uma mão-de-obra cada vez mais desmotivada?
Mais bilhetes vendidos? Não me parece, já que a maioria das viagens anteriormente feitas eram já por motivos de trabalho. Diminuição dos custos? Não estou a ver como. Os comboios ou carreiras de autocarros onde esses trabalhadores viajavam continuam a circular (aliás, nem eram serviços especiais de acesso reservado aqueles que os trabalhadores usavam gratuitamente). E, fora isso, ainda faltam criar os tais mecanismos para se verificar se quem está a viajar está ou não em serviço, coisa que, provavelmente, terá os seus custos, nem que sejam burocráticos.
Se eu concordo com a greve? Não!
Se eu acho injusta a guerra que este SET declarou a todos os que trabalham no sector dos transportes, transformando-os no lobo mau da história? Sim e muito!