sexta-feira, 5 de abril de 2013

Questão de prioridades?

Estava eu a ouvir o rádio-despertador quando me deparei com esta interessantíssima e banal conversa, que quaisquer duas pessoas normais têm a qualquer hora...
1 Minuto pela Terra de 05 Abr 2013 - RTP Play - RTP

E para que pudessem pôr tal coisa no ar, tiveram que interromper ao fim de alguns segundos esta belíssima versão da Canção de Engate de António Variações, interpretada por Tiago Bettencourt.


Se eu fosse radialista não teria feito tal escolha...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Jornalismo da Escola Lusitana

Quando está frio, os jornalistas lusitanos correm para Trás-os-Montes onde perguntam aos velhotes:
- Aguenta este frio?
Eles respondem que já estão habituados.

Quando está calor, os jornalistas lusitanos correm para o Alentejo onde perguntam aos velhotes:
- Aguenta este calor?
Eles respondem que já estão habituados.


Agora que há inundações, os jornalistas lusitanos correm para Reguengo do Alviela onde perguntam aos velhotes:
- Está preocupado com esta inundação?
A resposta é a do costume.


quarta-feira, 6 de março de 2013

6 de Março de 2013

Dia de greve na CP.
Se eu concordo com ela? Não, não concordo.
Porquê? Porque, na minha irrelevante opinião, serve apenas para dar mais força ao inenarrável Secretário de Estado dos Transportes (SET), Sérgio Monteiro, que viu em todas estas greves uma boa arma para virar ainda mais o resto do país contra quem trabalha nas empresas públicas de transportes (como se a greve em si já não o fizesse...).
Mas também não concordo com frases que vejo e oiço aqui e ali sobre, mais uma vez, as "regalias" que os trabalhadores dessas empresas tinham e que deixam de ter!
Todos falam dos chorudos ordenados que se auferem nessas empresas, mas poucos sabem ou querem saber que grande parte dos ordenados pagos nessas empresas rondam os 1000 euros (muitos até menos) e isto para pessoas que trabalham há 30 ou mais anos nas empresas.
Todos dizem que concordam com o fim das concessões (entenda-se, viagens gratuitas para os trabalhadores e seus familiares directos (excepto irmãs), exceptuando os casos das viagens de serviço, onde se incluem as viagens diárias casa-trabalho-casa, mas poucos sabem que neste momento há muitos trabalhadores ferroviários (que é o caso que eu conheço melhor) que mesmo para essas viagens têm que contar com a "benevolência" de outros trabalhadores (nomeadamente dos revisores). Estão neste casos os que moram em locais como o Entroncamento e que trabalham em Lisboa e que têm que usar diariamente comboios de longo curso. E isto tudo porque até ao momento ninguém soube explicar como se faz prova (ou arranjou forma de o fazer) de que aquela pessoa está em serviço quando efectua uma viagem! Aliás em empresas que funcionam 24/24 horas, 365 dias/ano, saber-se se uma pessoa está ou não de serviço em determinada altura não é fácil.
Mas, já que falam e sabem tanto sobre o assunto, já alguém tentou perceber ou saber o que ganham ou deixam de perder as empresas públicas de transporte com tais medidas, para além de uma mão-de-obra cada vez mais desmotivada?
Mais bilhetes vendidos? Não me parece, já que a maioria das viagens anteriormente feitas eram já por motivos de trabalho. Diminuição dos custos? Não estou a ver como. Os comboios ou carreiras de autocarros onde esses trabalhadores viajavam continuam a circular (aliás, nem eram serviços especiais de acesso reservado aqueles que os trabalhadores usavam gratuitamente). E, fora isso, ainda faltam criar os tais mecanismos para se verificar se quem está a viajar está ou não em serviço, coisa que, provavelmente, terá os seus custos, nem que sejam burocráticos.
Se eu concordo com a greve? Não!
Se eu acho injusta a guerra que este SET declarou a todos os que trabalham no sector dos transportes, transformando-os no lobo mau da história? Sim e muito!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Desacordo

Ouvi hoje na rádio que o acordo ortográfico (AO daqui para a frente) não está a trazer às editoras qualquer aumento de proveitos, tendo, ao contrário do esperado (por quem?), obrigado a um acréscimo de custos.
E a seguir surgiu um senhor responsável de uma editora portuguesa (que eu não digo qual é apenas porque me esqueci) a explicar as razões disso acontecer:
  1. As vendas para o Brasil não aumentaram (que espanto, acrescento eu);
  2. Os livros feitos para os mercados angolano e moçambicano ainda têm que seguir a ortografia que eu também uso;
  3. Os livros feitos para Portugal têm que seguir o AO, excepto se os autores referirem expressamente que pretendem continuar a seguir a ortografia que eu também uso.
Ora, tendo todos os outros países mandado o tal AO às malvas, para que insistimos em usá-lo?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Mais uma dúvida...

Serão todos os manifestantes que hoje vaiaram o Relvas realmente alunos do ISCTE?
Se são, então as coisas mudaram muito por lá nos últimos (+/-) 20 anos!
Ou então a(s) minha(s) memória(s) de antigo aluno é (são)/está (estão) totalmente errada(s)!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Dúvida do dia

Se um militar da GNR provoca tanto alvoroço por pontapear um só porco, o que é que aconteceria se alguém resolvesse acabar com a vara que nos governa?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Notícias da Ópera Buffa

Alguém sugeriu, propôs ou vai mesmo ser feito um sorteio, ficando habilitados a ganhar o prémio todo e qualquer cidadão que apresente as facturas das compras feitas em restaurantes, cabeleireiros, oficinas e já não me lembro mais no quê.
Os trabalhadores das empresas de transportes públicos deixaram de poder usufruir gratuitamente dos serviços para os quais contribuem com o seu trabalho, tendo agora que pagar o bilhete por inteiro (ao contrário de algumas excepções, nomeadamente as do costume que nem sequer trabalham no sector).
Em Lisboa as obras começam e nunca acabam, tal como o stock de pilaretes.
Os governantes e os seus sabujos andam muito satisfeitos porque Portugal voltou aos mercados, o que em termos práticos significa que estatisticamente cada português deve agora mais dinheiro a esses tais mercados.
O maior partido da oposição já está a esfolar o seu chefe, ainda antes deste ter perdido o que quer que seja e mesmo assim continuam a dizer que são a única alternativa para o país.
E isto tudo sem ler jornais ou ver ou ouvir noticiários televisivos ou radiofónicos!