Maria...
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Lucretia Divina
Para mim um dos mais interessantes projectos dos inícios dos 1990... Pena terem durado tão pouco tempo (em 1994 acabaram), tal como muitos outros...
Maria...
Maria...
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Guetos de Lisboa
Na década de 1980 e início da seguinte, toda a zona a que actualmente se dá o nome de Chelas era considerada como um gueto dentro de Lisboa, tal era a falta de ligações entre aquela enorme zona e o resto da cidade.
Basicamente podia-se entrar e sair de Chelas (refiro-me à parte nova, não à antiga junto ao Convento de Chelas) através da Avenida Dr. Augusto Castro, da qual saiam algumas radiais de acesso aos bairros que a circundavam e do lado do rio até à Avenida Infante D. Henrique (criando-se assim um outro acesso). Esta avenida terminava em antigas azinhagas através das quais se acedia a outras zonas de Chelas, entre as quais a famosa J. Seguindo esse trajecto através da Zona J, o caminho bifurcava-se, podendo-se aceder, mais uma vez através de azinhagas, a outras duas ligações de Chelas ao resto da cidade, uma através do Vale Fundão e da ligação deste ao troço da Av. Infante D. Henrique que na altura terminava junto à estação de Braço de Prata, e a segunda através de mais azinhagas em direcção ao Bairro da Madre de Deus e daí até Xabregas, caminho que tinha um estrangulamento sobre a linha de cintura, já a chegar ao referido bairro, e por onde apenas passava um carro de cada vez (incrivelmente, esta azinhaga foi substituída no ano passado por um novo arruamento que tem o mesmo problema: largura insuficiente para o cruzamento de dois veículos).
Os transportes públicos da zona reflectiam este estado de coisas, com as carreiras de autocarros a usarem todas as quatro formas de chegar e sair de Chelas, com mais ou menos variantes dentro da zona em questão.
Para inverter este estado de coisas (e a partir de meados da década de 1990, com o impulso criado pela necessidade de criar acessos à zona oriental/Expo '98) a Câmara Municipal de Lisboa viu-se forçada a pôr em marcha alguns dos muitos projectos que vegetavam no papel há décadas. O resultado é que no final da década de 1990 e depois de muitos milhões gastos, Chelas (nova) ficou como uma das zonas com mais e melhores acessos de toda a cidade, tendo ganho várias ligações directas ao lado ocidental (Olaias, Av. EUA e Av. D. Rodrigo da Cunha), uma ligação directa entre a Av. Marechal Gomes da Costa e a zona antiga de Chelas/Xabregas e beneficiando ainda da conclusão da Av. Infante D. Henrique. Todas estas inaugurações tiveram igualmente reflexo na rede de transportes da zona, passando a haver mais ligações/opções por autocarro que antes, facto ainda reforçado com a inauguração da primeira linha de metro construída de raíz depois da inauguração deste meio de transporte.
Depois desta introdução histórico-urbanística lanço uma questão: tendo a Câmara Municipal de Lisboa gasto milhões em abrir acessibilidades em Chelas para acabar com o gueto (era a palavra que se usava oficiosamente na altura), por que motivo gasta actualmente tantos milhões em obras para fazer exactamente o contrário na zona histórica da cidade?
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terça-feira, 7 de agosto de 2012
Cheira mal, cheira a Lisboa
É impressão minha ou Lisboa deixou de ser limpa?
Para além do muito lixo a voar por todas as ruas da cidade, são muitos os pontos onde se sente sempre um forte cheiro a podre!
Para além do muito lixo a voar por todas as ruas da cidade, são muitos os pontos onde se sente sempre um forte cheiro a podre!
Algo vai muito mal na gestão da minha terra!
sábado, 21 de julho de 2012
Todos diferentes e realmente todos iguais
Com o recente falecimento de José Hermano Saraiva, assisti, através da internet, a um fenómeno que já antes havia visto quando do falecimento desse outro grande vulto da cultura nacional, de seu nome José Saramago: uma chuva de mensagens que minimizam ou desprezam por completo o trabalho intelectual e cultural da pessoa em causa devido às suas posições políticas.
Não concordo, nem concordei ou concordarei com as posições políticas de José Hermano Saraiva (ainda ontem na RTP 1 foi emitida uma entrevista dele onde dizia que "Salazar era um santo"!), da mesma forma que não concordo, concordei ou concordarei com posições tomadas por José Saramago, nomeadamente no que dizia respeito a Cuba. Mas não querer conhecer ou querer esconder a importância dos seus trabalhos "não-políticos" é revelador de uma pobreza de espírito atroz e de uma enorme falta de tolerância.
Perante isto, apenas posso concluir que o autor (ou autores) do famoso slogan contra o racismo e a discriminação racial estavam mais que certos: toda a gente se arma em diferente e melhor que o adversário, mas logo no topo - sem precisarmos de ir ao fundo - somos mesmo todos muito iguais.
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terça-feira, 17 de julho de 2012
Informação ao público - Opus 500
Parece que estamos a 4 dias de alterações na rede da Carris!
Parece!
Informação é que é coisa que continua a ser nula!
É mais útil ao passageiro ver cartazes nos autocarros a convidá-lo a viajar com cervídeos do que saber com que carreiras pode contar já no próximo Sábado!
Opus 500 por ser esta a 500ª publicação neste blog.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Redes sociais
Ao início metiam-me medo e eu fugia delas. Mas à medida que fui aprendendo o que eram e, principalmente, como funcionavam e quais os cuidados a ter, fui-lhes tomando o gosto, primeiro no Hi5, depois no Facebook.
Hoje não consigo passar sem este último e, confesso, tornei-me num viciado.
Para quem, como eu, prefere estar em casa, longe das pessoas, as redes sociais acabam por ser um escape, mas com o efeito perverso de fazer com que as pessoas se fechem ainda mais em si mesmas, limitando-se a tomar a "aspirina social" contra a solidão que as redes sociais proporcionam.
Por outro lado, graças a sites como o Facebook acabamos por reencontrar pessoas de quem não se sabia nada desde os tempos de escola (no meu caso reencontrei pessoas que não via há quase 30 anos) e ficamos a conhecer melhor outras com quem lidamos todos os dias, seja através do que publicam (que por vezes revela mais sobre a personalidade de quem publica do que se possa pensar),seja pelos gostos que cada um coloca no seu perfil.
Aliás, através dos gostos que lá se põem muita gente (incluindo familiares!) ficou a saber do meu gosto pelo modelismo ferroviário, tendo desde então passado a receber alguns pedidos de esclarecimento de gente que gosta de comboios eléctricos, mas ou nunca teve ou pô-los de lado no final da sua infância.
Temos também os casos caricatos. Um dos que entram nessa categoria foi o de uma pessoa que na minha "vida real" não foi propriamente aquilo a que se possa chamar de amigo, muito pelo contrário, mas que mesmo assim me enviou o pedido de amizade no Facebook. Talvez considere que ser amigo no Facebook seja uma coisa muito virtual, uma espécie de Second Life, uma realidade virtual completamente desligada da realidade física! Preciso dizer o que fiz a esse pedido?
Se as redes sociais são más ou boas?
Depende de muita coisa, mas principalmente de como e de qual uso se faz delas, tal como um martelo, que tanto serve para esculpir o David de Miguel Ângelo, como para ser usado por um psicopata...
Aliás, através dos gostos que lá se põem muita gente (incluindo familiares!) ficou a saber do meu gosto pelo modelismo ferroviário, tendo desde então passado a receber alguns pedidos de esclarecimento de gente que gosta de comboios eléctricos, mas ou nunca teve ou pô-los de lado no final da sua infância.
Temos também os casos caricatos. Um dos que entram nessa categoria foi o de uma pessoa que na minha "vida real" não foi propriamente aquilo a que se possa chamar de amigo, muito pelo contrário, mas que mesmo assim me enviou o pedido de amizade no Facebook. Talvez considere que ser amigo no Facebook seja uma coisa muito virtual, uma espécie de Second Life, uma realidade virtual completamente desligada da realidade física! Preciso dizer o que fiz a esse pedido?
Se as redes sociais são más ou boas?
Depende de muita coisa, mas principalmente de como e de qual uso se faz delas, tal como um martelo, que tanto serve para esculpir o David de Miguel Ângelo, como para ser usado por um psicopata...
sábado, 7 de julho de 2012
Horário de Verão
É giro apanhar-se autocarros em paragens com painel electrónico durante a vigência do horário de Verão.
Nem imaginam a quantidade de gente que vai até à paragem, olha para o tempo de espera indicado pelo painel e segue viagem a pé!
Nem imaginam a quantidade de gente que vai até à paragem, olha para o tempo de espera indicado pelo painel e segue viagem a pé!
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