sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Lisboa em Saldo

São picnicões, candeeiros e bancos pintados com várias corezinhas, avenidas e ruas cortadas para publicidade a automóveis...
O Rossio teve direito a 15 dias de ocupação por uma estrutura abarracada feita de lonas insufláveis ao mesmo tempo que na Praça do Comércio a barracaria do Festival dos Oceanos desvirtuava ainda mais aquele espaço. Nem D. José escapou, ficando aprisionado numa caixa de gradeamento durante todo esse tempo.
Agora é o Rossio transformado em sala de espera, com a placa central forrada de sofás de uma conhecida cadeia internacional.

E com isto só me consigo lembrar de dizerem que no Terreiro do Paço não pode haver árvores porque tal seria negativo para o enquadramento paisagístico-arquitectónico de toda aquela área!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Na Carris o que conta é a imagem!

No Jornal de Negócios da passada quinta-feira, dia 11 de Agosto, foi publicada uma entrevista dada pelo senhor Silva Rodrigues, presidente do Conselho de Administração da Carris.
Em determinada altura da entrevista, o entrevistado afirma que viaja de autocarro "sobretudo aos fins-de-semana", facto esse já de mim conhecido depois de uma entrevista dada por este senhor ao Diário de Notícias, entrevista que me inspirou para um post aqui neste blog.
E o que é que o senhor faz nestas viagens? Vê o que está mal para se corrigir! É meritório! Só faz pena é que o senhor apenas consiga ver como coisas erradas os cartazes fora de prazo, o chão sujo ou os tripulantes mal fardados. Horários idiotas com um intervalos de passagem de 23 ou 24 minutos na mesma carreira e no mesmo dia ou falta de ligação entre carreiras ou outros meios de transporte por "meia dúzia" de metros, parecem ser coisas para lá da capacidade de discernimento deste senhor.
Fica aqui o parte da entrevista relevante para este post.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Fizeram-me o dia assim!

Há dias em que...
Enfim!
Nem contando calmamente até 10! Nem até 100! Talvez numa contagem calma e lenta a tender para infinito e mesmo assim...

Agradecimento aos Trovante pela inspiração para o título

sábado, 30 de julho de 2011

Os Jardins Suspensos do Arsenal

Na Rua do Arsenal, em frente ao parque de estacionamento do Corpo Santo, reparei neste peculiar prédio, com o topo repleto de um denso, mas pouco luxuriante, matagal.
Do lado das traseiras, as plantas até já caem, não sei se por velhice se por excesso de peso para as raízes que as deveriam sustentar.
Não sou botânico, mas parece-me que estes exemplares não são nem de ervas nem de arbustos, mas sim verdadeiras árvores.
E, claro, num prédio semi-devoluto que se preze não poderiam faltar as janelas abertas ou com vidros partidos.
Assim se mantém uma cidade!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Vale tudo em Xabregas

Um conhecido restaurante de Xabregas resolveu criar um parque de estacionamento para os seus clientes.
Até aqui tudo bem.
O problema foi a forma como o fizeram, principalmente no que diz respeito à sinalização.
Nesta imagem vemos como era o cruzamento da Rua da Manutenção com a Avenida Infante D. Henrique e a sinalização que existia antes da construção do tal parque.
Quem vinha da Rua da Manutenção tinha um sinal de cedência de prioridade (que, inexplicavelmente se repetia mais à frente, já no semáforo) e um sinal de viragem obrigatória para a direita. Ainda havia 2 pilaretes entre o sinal e o semáforo.
Depois de construído o parque de estacionamento do tal restaurante o que aconteceu a tudo isto? O que se vê nas fotos seguintes!
O sinal que antes se apresentava aos condutores que vinham da Rua da Manutenção passou a estar literalmente agarrado por arames ao semáforo e virado para a saída do tal parque de estacionamento! Neste momento quem vier da Rua da Manutenção não tem qualquer sinal a indicar que é obrigatório virar à direita!
Também os dois pilaretes desapareceram, tendo o passeio ficado neste belo estado!
E, claro, ainda poderia referir a subtileza de quem permitiu (se é que alguém permitiu) a construção deste parque com entrada e saída directamente para um cruzamento, com o portão situado nas costas de quem olha para o semáforo na posição em que foi fotografado na segunda foto.
Não há fiscalização? A polícia municipal existe apenas para estar a olhar para o trânsito na Rua do Ouro? Alguém aprovou semelhante aberração? E se sim não se pode despedir com justa causa?
Ficou ali uma linda obra, não haja dúvida!

Adenda a 1 de Agosto
Fui hoje informado pela J.F. Beato que o sinal foi removido do local não pelos proprietários do tal estacionamento, mas sim pelos responsáveis de uma obra da rede de gás canalizado, tendo a J.F. Beato reenviado o caso para a C.M.Lisboa.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Cantar de galo

Como é que se pode anunciar aos quatro ventos que com os aumentos das tarifas dos transportes públicos se vai conseguir aumentar as receitas em x para a empresa A, y para a B, w para a C e z para a D, sem se preocuparem em saber se tal aumento vai ter impacto ao nível da procura?

terça-feira, 26 de julho de 2011

Cosmos

Cosmos, de Carl Sagan
Vi-a pela primeira vez tinha eu uns 8 ou 9 anos. Adorei!
Há algum tempo (1 ou 2 anos) vi-a à venda em DVD na FNAC. Não resisti e tive que a comprar. Agora, finalmente, comecei a revê-la!
E que desgosto!
A série continua a ser aquele marco nas Histórias da televisão e da divulgação científica! Mas a tradução que lhe arranjaram...
Felizmente que sei o q.b. de inglês para (me) desligar (d)as legendas, caso contrário não iria (re)aprender nada!
É que o senhor ou senhora que fez a tradução para DVD conseguiu fazê-lo tão bem ou tão mal, que chega a inverter o sentido do que é dito!
Carl Sagan e Cosmos mereciam mesmo muito mais!