terça-feira, 14 de setembro de 2010

Jornalismo

Duplo milagre: o condutor esteve duas horas e meia encarcerado na cabina do camião que virou, mas saiu quase incólume; tombou na encosta, mas por uma nesga caía em cima dos carros da A4. Como ficou, todo estampado de costas, o atrelado tombado de lado na encosta, carga espalhada e os 12 rodados indignamente virados ao ar, o grande Scania R440, um muito possante semi-reboque, vermelho vivo, novo, parecia um Transformer que correu horrivelmente mal. Bastava ver-lhe a cara que é a sua cabina - pareceu ter levado um soco do céu: testa de vidro partida, grelha metida pelas fuças adentro, todo amarrotado como papel, um sem-número de fios e mecânicas vísceras, a escorrer, à mostra de todos. Metia dó, como um escaravelho que capota e não se pode levantar. Mas, mais do que isso, metia medo.

O que mete medo é que isto foi publicado hoje num jornal (o Jornal de Notícias)!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Afinal sempre sou omnívoro!

A boca humana revela que somos comedores para toda a obra, pois temos diversos tipos de dentes. Os nossos dentes da frente, os incisivos, são lâminas achatadas especializadas para o corte. Os dentes posteriores, os molares, são mais achatados, com um padrão distintivo que consegue macerar tecido vegetal ou animal. Os pré-molares, no meio, possuem uma função intermédia entre os incisivos e os molares.

Retirado de "Quando éramos peixes", de Neil Shubin, página 66, capítulo 4. Edição portuguesa de Estrela Polar.
(Homenagem a todos os que agora me aborrecem com a história do vegetarianismo e com o "facto" de que comer carne é cultural e não biológico)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Carrisices

No terminal de autocarros da Estação de Campolide amontoam-se 3 autocarros da carreira 751. Junto a um deles outros tantos motoristas discutem qualquer coisa. A dada altura um deles diz para os outros "esta merda está a cair aos bocados, por isso não pode continuar a andar".
Mais à frente duas filas enormes aguardam pelo 713, que já lá está estacionado, mas com a porta fechada, e por um dos três 751 que lá se encontram. Na paragem do 702 há 3 ou 4 pessoas à espera.
Subindo as escadas que dão acesso à que já foi a Calçada da Estação aparece um 702 a caminho da Serafina, fazendo o percurso que a carreira deixou de fazer a 26 de Junho. O motorista apercebe-se do erro ao chegar à antiga paragem já desactivada. Encolhe os ombros como quem diz "que se lixe" e segue a caminho da Serafina, sem sequer se dar ao trabalho de dar meia-volta para passar pelo local correcto. As 3 ou 4 pessoas que esperam por ele mais abaixo sempre podem aguardar pelo próximo ou, se tiverem pernas para tal, trepar a colina.
E estamos em Setembro, apesar dos horários em vigor continuarem a ser os de Agosto!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Lioz dos Pobres

Na Rua D. Pedro V, no seu número 34, encontramos esta preciosidade/curiosidade: um prédio em muito maus estado, como muitos outros, forrado com estes azulejos de gosto duvidoso. O que são todos aqueles rabiscos? Nada mais, nada menos que uma tentativa bastante ingénua de imitar a pedra de lioz e os seus fósseis.
(Informação ganha no Sábado passado durante a actividade Fósseis ao Virar da Esquina, do programa Ciência Viva no Verão, realizada pelo Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa).

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Incêndios florestais

A imagem que anexo foi retirada do site da FAO, que possui uma ferramenta gráfica para se "visualizar" os incêndios dos últimos dias (no caso escolhi o valor já marcado de 48 horas). Cada ponto vermelho é um incêndio.
A dúvida com que fiquei ao ver este mapa foi em saber se em Espanha não há nada para arder ou se o tempo por lá esteve mais ameno que cá.