sábado, 10 de julho de 2010

Temperaturas agradáveis

Dizia o locutor de serviço de uma rádio:
- Hoje, as temperaturas vão estar, segundo os homens do tempo, muito agradáveis!
Seguiu-se a lista de temperaturas para as várias cidades: 38º, 37º, 35º, ...
Imaginem se ele tivesse dito que as temperaturas iriam estar altas!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Antiguidades do presente

Toda a gente fala nos eléctricos "antigos" de Lisboa, até a própria Carris, que no seu site os trata como "eléctricos históricos", mas nunca ninguém vem "à praça" desmentir esta história.
Os eléctricos que actualmente circulam todos os dias em Lisboa (incluindo os do turismo) têm 15 anos! A carroçaria usada nos carros mais pequenos veio de eléctricos mais antigos apenas para dar o ar antigo à coisa, mas tirando isso aquilo é um veículo com tecnologia da década de 1990.
As únicas excepções são 6 carros da série 700, construídos na década de 30 do século passado e que são usados de forma esporádica prinicpalmente em alugueres, mas também, muito raramente, no serviço regular, quando há falta de veículos.
Espero que com isto parem de falar nos eléctricos antigos, coisa que me irrita porque nunca gostei de aldrabices!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Linha de Cascais

Andei ontem na Linha de Cascais pela segunda vez no espaço de uma semana. Anteriormente tinha andado nos comboios de lá no príncipio de Junho, em dias em que o tempo não estava muito convidativo para uma ida à praia.
E que diferença...
No Sábado passado fui de manhã a Santo Amaro de Oeiras (mas não à praia). A viagem para lá foi feita com a "companhia" de um "grupinho" de jovens que passaram o tempo a saltar de uma carruagem para a outra para fugir ao revisor. No regresso, também durante a manhã, a viagem foi mais tranquila, com o comboio ocupado pelos "passageiros habituais", sem mais problemas.
Ontem ao fim do dia voltei a fazer o mesmo percurso. A viagem para lá foi "acompanhada" de vários (sim, vários, não um) grupos de "jovenzinhos" que passaram o tempo a passar de uma carruagem para a outra, a entrar e a sair do comboio e sei lá que mais até Caxias onde, finalmente, se apearam de vez.
A chegada a Santo Amaro foi uma experiência para esquecer! A estação estava pejada, tanto num lado como no outro, de grupos, todos eles bastante numerosos, que se entretinham a provocar-se mútua e gratuitamente. Os passageiros que por ali passavam tentavam fazê-lo o mais rapidamente possível e, notava-se, com um certo "nervosismo".
No regresso optei por chegar à estação mesmo na hora do comboio e para apanhá-lo em direcção a Oeiras onde apanhei um segundo comboio vindo de Cascais e que não parava em Santo Amaro de Oeiras, evitando assim aquela "manada de gado bravo".
Da minha experiência de Sábado e, principalmente, da de ontem fiquei com a certeza de que a comunicação social não anda a empolar nada quando relata o que se tem passado naquela linha. E fiquei igualmente com uma grande vontade de que o Verão acabe, para que se possa voltar a andar tranquilamente nos comboios da Linha de Cascais.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Barracadas sucessivas

Primeiro foi a terceira fase da Rede 7 mais a informação errada quer nas paragens, quer no site!
Agora (hoje) é o aumento das tarifas dos transportes que não conseguiram "chegar" ao site (noutras empresas encontraram forma de o fazer)!
Realmente, algo não está mesmo nada bem em Miraflores!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Não havia necessidade!

Nas últimas férias, passadas em Lisboa, minha terra de nascimento e de vida, fui visitar a Sé de Lisboa, importante edifício religioso e monumento nacional do qual apenas conhecia a nave central.
Logo à entrada duas senhoras atenderam-me convidando-me a visitar a exposição situada alguns (muitos mesmo) metros acima, com entrada pelo torreão sul e na qual, para além de muitos paramentos e outras alfaias litúrgicas, estava exposta a Custódia da Sé de Lisboa a qual, segundo palavras das tais senhoras, "é muito mais antiga e valiosa que a Custódia de Belém". Não pensei mais e lá comprei o bilhete, motivado por tão entusiástica descrição da peça e, principalmente, com a comparação feita com a ainda mais famosa Custódia de Belém, a qual tinha tido o privilégio de a ver uns meses antes no Museu Nacional de Arte Antiga.
Depois de uma subida por uma escada que parecia nunca mais acabar lá cheguei a uma sala cheia de expositores com todo o tipo de objectos e vestimentas religiosas. Dei a volta da praxe a essa sala e entrei numa outra que me pareceu ter sido uma sala de reuniões e lá estava ela, a Custódia da Sé de Lisboa.
Não vou dizer que me desiludi por ter ou não gostado da peça em si, porque, lá diz o povo, gostos não se discutem e sobre os valores destas coisas ainda menos, acrescento eu. O que me desiludiu foi a conversa  da "treta" que as senhoras me venderam sobre a "antiguidade" da peça. Sim, é antiga, da primeira metade do século XVIII (tal como é indicado na própria legenda que a acompanha), reinado de D. João V (de quem mais poderia ser?) e acredito que seja valiosa, mas daí a dizer que é mais antiga e valiosa que a de Belém, que é datada de 1506 (reinado de D. Manuel I)...
Já dizia o outro, "não havia necessidade"!

O título deste post é uma cópia integral de uma célebre frase de uma não menos célebre personagem de Herman José, o grande Diácono Remédios, Provedor da Herman Enciclopédia.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Secretismo II ou Gato escondido com rabo de fora

A Carris continua a não divulgar nada sobre as alterações que vai efectuar no próximo Sábado apesar das mesmas já se encontrarem espelhadas em muitos indicadores do sistema de informação da própria empresa e espalhadas por fóruns da especialidade na internet!
Pior ainda: a empresa ainda não divulgou as alterações feitas no Sábado passado na zona da Serafina-Estação de Campolide, com a supressão de uma carreira (71) e o prolongamento de algumas viagens de outra carreira (702) ao antigo terminal da suprimida!
Porquê tanto atraso na comunicação destas alterações, tanto das futuras-mas-por-pouco-mais-tempo como das já pretéritas-e-em-funcionamento?

terça-feira, 22 de junho de 2010

Acabou-se-me o passe

Termina às 23:59 de hoje a validade do carregamento do meu passe. Comprei-o há 29 dias, no dia em que comecei as minhas férias e usei-o bastante nessas três semanas, visitando zonas da cidade que eu desconhecia por completo e revisitando outras onde não ia há muito.
Hoje termina. E não o renovo.
O serviço da Carris está bom e os tripulantes (a maioria, claro, que nestas coisas não se pode generalizar) são simpáticos e excelentes condutores, mas há coisas que não me agradaram nem me atrairam ao ponto de voltar a pagar os 20 e muitos euros que me custaria renovar o passe.
Os veículos actuais devem ter problemas ao nível dos pedais nos autocarros e do controller nos eléctricos remodelados, pois demonstram ter uma grande sensibilidade ao menor movimento efectuado por quem os conduz, o que causa arranques violentos e travagens da mesma natureza. Para quem viaja, mesmo sentado, nem sempre é fácil manter o equilíbrio. A Carris deveria pedir explicações aos seus fornecedores sobre a qualidade destes comandos.
Também nos ares condicionados a empresa foi enganada. Todos os autocarros em que viajei possuiam este equipamento de conforto, mas ao que me parece apenas tem duas opções de funcionamento: off e tornado glacial! Felizmente que nalguns veículos o problema de excesso de temperatura ambiente é remediado com a abertura em andamento da porta de saída.
A Carris também deveria tentar melhorar o tipo de passageiros que transporta. São tão maus que isso se nota no comportamento dos seus tripulantes. Têm tanto medo das pessoas que raramente são capazes de responder à saudação que alguns passageiros lhes enviam ao entrarem nos autocarros!
Outra coisa que a Carris terá que explicar aos passageiros é que estes deverão sinalizar sempre a sua intenção de entrar ou sair dos veículos, devendo para isso:
  • Esticar o braço atempadamente de forma a sinalizar a sua intenção ao tripulante sempre que se pretenda entrar. Recomenda-se que estique o braço assim que o autocarro sair do terminal. Menos que isso pode não dar tempo suficiente para que se efectue a paragem em condições de segurança ou nem sequer parar;
  • Usar o botão de paragem e de seguida gritar a plenos pulmões "quero sair" sempre que se pretenda sair. O simples pressionar do botão não serve de sinalização porque há muitos brincalhões e os tripulantes nem sempre percebem que não se trata de uma brincadeira. À saída convém dizer  repetidamente em voz alta "ainda não saí", deixando de o dizer quando estiver com os dois pés assentes no piso da rua.
Para além destas coisas, há o serviço em si.
É de facto muito bom, mas por ser tão bom custa-me sempre usá-lo com medo de o estragar.
Seja como for, para passear não há melhor: uma pessoa vai para uma paragem, estica logo o braço - ver instruções sobre como mandar parar um autocarro - e entra no primeiro que aparecer, de preferência sem destino definido, porque é com invenções dessas, de se ter um sítio certo para onde ir, é que as coisas ficam com o aspecto de não funcionar! Coisa mais errada: o correcto é entrarmos no primeiro autocarro que apareça, seja ele qual for e vá para onde vá! Não compliquem!
Como os tripulantes da Carris são todos tão novinhos que parecem ainda andar na escola, a empresa oferece-lhes o pacote "horário escolar", através do qual reduz o serviço para que mais tripulantes possam descansar e divertir-se, tal como faziam na escola. O público, sempre compreensivo, adere sempre em massa a estas iniciativas, como se depreende pelas enchentes que ocorrem geralmente nos dias em que se pratica este tipo de actividades.
Digam lá se não é bom viajar na Carris?