- Um esquema viário que entope mais a cidade do que o contrário;
- Um altar para que o Papa celebre missa no centro desse congestionamento;
- Uma homenagem a uma equipa de futebol junto ao centro desse congestionamento e ao mesmo tempo que se fazem os preparativos para a missa do Papa.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Poder organizativo
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
Tinha que ser ali
Na próxima terça-feira os autocarros da Carris que passam no Terreiro do Paço vindos da "marginal oriental" (Av. Infante D. Henrique) terão o seu percurso encurtado a Santa Apolónia. Os que vêm do outro lado, do lado ocidental, da Av. 24 de Julho (de 1833) ficam no C.Sodré. Aqui os passageiros têm ligação ao Metropolitano de Lisboa. Em Santa Apolónia não terão.
Assim, para quem precise de ir, por exemplo, de Alcântara ou (ainda mais simples) do terminal fluvial do C.Sodré (o do Sul e Sueste estará encerrado) para o Parque das Nações, a alternativa será, a partir do C.Sodré, apanhar o ML até à Alameda e depois daí até ao Oriente. E pode ser que, com sorte, o Parque das Nações seja mesmo o destino final, porque se o destino for qualquer outra zona junto ao rio que não aquela, então terão que apanhar um terceiro transporte!
E porquê?
Porque tendo a cidade de Lisboa cerca de 8450 ha (mais ou menos 84,5 km2) o único sítio onde "puderam" montar o altar para Sua Santidade o Papa dar missa foi precisamente em cima do túnel do ML!
Não é uma medida inteligente?
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segunda-feira, 3 de maio de 2010
Curso de cicloturismo urbano: circulação em avenidas
Sempre que o ciclista pretender entrar numa avenida com várias faixas por sentido (com ou sem separador central) deverá fazê-lo subrepticiamente, não ligando a semáforos ou sinais de stop ou de cedência de prioridade.
Caso o sentido que pretenda seguir seja o que fica do outro lado da avenida, aconselha-se a que se mantenha na faixa da esquerda desse sentido (nestes casos o ideal é que exista separador central), devendo manter-se aí a pedalar calma e tranquilamente.
Se entretanto aparecerem automóveis, essas criaturas execráveis que não respeitam os irmãos ciclistas, deverá o ciclista retirar-se rapidamente para a faixa mais à direita, atravessando diagonalmente toda a faixa de rodagem. Se ouvir buzinadelas ou pneus a chiar devido a travagens bruscas não faça nada, mantenha a sua velocidade e pedale como se nada fosse!
Esta história baseia-se em factos ocorridos este fim-de-semana na Avenida Infante D. Henrique, em Lisboa.
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
Praça do Comércio
Finalmente consegui ver como está a Praça do Comércio à luz do dia e não gostei nada do que vi!
Só de olhar para aquela placa central em cimento (é o que parece) e para aqueles passeios das laterais em lajes de lioz dá calor!
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terça-feira, 27 de abril de 2010
Greve nos transportes II
Estamos no ano 2010 depois de Jesus Cristo. Toda a gente que podia evitou usar os transportes... Toda? Não! Uma faixa etária constituída por idosos irredutíveis não evitou e continuará a não evitar usá-los. E a vida não foi fácil para quem não teve alternativa a não ser usá-los...
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Greve nos transportes
A visão "optimista"
A visão "pessimista"
A visão "pessimista"
Como utente dos transportes públicos prefiro, vá-se lá saber porquê, que me digam logo que não vai haver nada, mesmo que depois haja, do que o contrário!
Adenda a 27 de Abril, dia das greves: afinal nem uma das visões era optimista nem a outra era pessimista. Ambas eram realistas!
Adenda a 27 de Abril, dia das greves: afinal nem uma das visões era optimista nem a outra era pessimista. Ambas eram realistas!
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domingo, 25 de abril de 2010
Onde é que eu estava no 25 de Abril?
Com 23 meses, o 25 de Abril passou-me completamente ao lado.
Só sei o que me contaram. O telefonema de um entusiasmado colega do meu pai, manhã cedo, com o conselho de "não saiam de casa", seguido de muitos mais telefonemas para familiares e amigos a repetir o mesmo.
Do resto desse dia só sei o que todos sabemos.
Ficam também as histórias dos dias e meses imediatamente a seguir, como a de um taxista que uns dias depois felicitou a minha mãe, grávida da minha irmã, por "o seu filho já" ir "nascer em Liberdade".
Mas de muitos sobressaltos se fez a nossa Liberdade. A minha mãe foi apanhada num desses sustos, quando ia comigo e a minha irmã, entretanto já nascida para a vacinação a 11 de Março do ano seguinte quando, de repente, começa um vai-e-vem de aviões militares pelos céus de Lisboa. Só posso imaginar a aflição dela, a tentar chegar a casa no meio de toda aquela confusão.
O 25 de Abril e tudo o mais que se lhe seguiu pode-me ter passado ao lado, mas não me passou ao lado esta alegria e este privilégio que é o de poder pensar, ler, ouvir e falar sem medo.
Que viva o 25 de Abril por muitos e longos anos!
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