terça-feira, 27 de abril de 2010

Greve nos transportes II

Estamos no ano 2010 depois de Jesus Cristo. Toda a gente que podia evitou usar os transportes... Toda? Não! Uma faixa etária constituída por idosos irredutíveis não evitou e continuará a não evitar usá-los. E a vida não foi fácil para quem não teve alternativa a não ser usá-los...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Greve nos transportes

A visão "optimista"

 A visão "pessimista"


Como utente dos transportes públicos prefiro, vá-se lá saber porquê, que me digam logo que não vai haver nada, mesmo que depois haja, do que o contrário!

Adenda a 27 de Abril, dia das greves: afinal nem uma das visões era optimista nem a outra era pessimista. Ambas eram realistas!

domingo, 25 de abril de 2010

Onde é que eu estava no 25 de Abril?

Em casa!
Com 23 meses, o 25 de Abril passou-me completamente ao lado.
Só sei o que me contaram. O telefonema de um entusiasmado colega do meu pai, manhã cedo, com o conselho de "não saiam de casa", seguido de muitos mais telefonemas para familiares e amigos a repetir o mesmo.
Do resto desse dia só sei o que todos sabemos.
Ficam também as histórias dos dias e meses imediatamente a seguir, como a de um taxista que uns dias depois felicitou a minha mãe, grávida da minha irmã, por "o seu filho já" ir "nascer em Liberdade".
Mas de muitos sobressaltos se fez a nossa Liberdade. A minha mãe foi apanhada num desses sustos, quando ia comigo e a minha irmã, entretanto já nascida para a vacinação a 11 de Março do ano seguinte quando, de repente, começa um vai-e-vem de aviões militares pelos céus de Lisboa. Só posso imaginar a aflição dela, a tentar chegar a casa no meio de toda aquela confusão.
O 25 de Abril e tudo o mais que se lhe seguiu pode-me ter passado ao lado, mas não me passou  ao lado esta alegria e este privilégio que é o de poder pensar, ler, ouvir e falar sem medo.
Que viva o 25 de Abril por muitos e longos anos!

sábado, 24 de abril de 2010

Motorista à moda antiga

Há muito que não viajava de autocarro "fora de horas". Fi-lo ontem e surpreendeu-me pela positiva o motorista que me trouxe até casa.
Começou logo no terminal dos Restauradores, onde chegou cerca de 15 minutos antes da partida, abrindo pouco depois a porta para que os dois únicos passageiros que lá estavam pudessem entrar e esperar comodamente dentro do autocarro. Foi uma atitude que mereceu um sentido "boa noite" de mim e da outra passageira, principalmente porque neste mesmo terminal e a horas bem mais "civilizadas" são muitas as vezes que os passageiros têm que ficar a mercê do tempo que faz, enquanto os motoristas se deixam ficar até à hora de partida ou do outro lado dos Restauradores ou já na paragem, mas de porta fechada.
Às 23:40, quando o autocarro já ia arrancar, aparece um homem a correr vindo do lado da D. João da Câmara. O motorista abre a porta sem qualquer problema, ao contrário do que  acontece com muitos dos seus colegas, e deixa-o entrar. Afinal o tal passageiro, turista a arranhar um espanhol com forte sotaque do norte da Europa, não pretendia apanhar aquele autocarro mas sim dizer que tinha perdido a carteira (provavelmente roubada) no autocarro de onde tinha acabado de sair, um 36 em direcção ao C.Sodré. Mais uma vez, o motorista prontificou-se logo a ajudá-lo, fazendo uma chamada por rádio para a central, avisando de que poderia estar uma carteira perdida no 36 que ia a caminho do C.Sodré. Feito isto indicou ao turista que o outro autocarro voltaria a passar ali "mas ainda vai demorar e é do outro lado".
Durante o caminho houve duas tentativas de entrada indevida no autocarro, todas elas assinaladas pelo motorista, demonstrando assim que mesmo à meia-noite é possível cumprir essa parte do serviço, coisa que durante o dia raramente se vê fazer. Numa delas o passageiro acabou por validar o título, na outra situação a "quase-passageira" saíu do autocarro sem "piar".
Espero que haja motoristas da Carris a lerem este relato e que a postura deste seu colega lhes sirva de exemplo para praticarem um serviço que seja realmente de qualidade, sem necessidade de ISOs e outras certificações.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Lá se foi a minha escola!

Quando vim do trabalho reparei num carro de bombeiros e noutro da polícia parados junto à Patrício Prazeres, mas não liguei, pensei que fosse mais um acidente.
Em casa disseram-me que tinham visto uma tromba de água no Tejo e na TSF noticiavam que um tornado tinha provocado estragos na zona das Olaias, Alto do Pina e Paiva Couceiro.
Agora no Telejornal juntaram as três coisas e lá vi a minha Patrício Prazeres (que saudades) com árvores derrubadas, muros feitos em cacos e sei lá que mais.
Afinal o tornado fez mais estragos do que se poderia supôr inicialmente: Olaias, Escola António Arroio, Alto do Pina, Paiva Couceiro, Alto de São João, Centro de Saúde de São João - Extensão Júlia Moreira, Escola Patrício Prazeres e os antigos armazéns da Estação de Santa Apolónia.
Felizmente que não há notícias de que alguém se tenha magoado.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Uma aventura nos transportes públicos

Primeiro foi com o comboio. Alguns minutos depois da hora surgiu nos altifalantes da Estação de Campolide a primeira mensagem, gravada, a informar que o comboio de Alcântara-Terra para Castanheira estava atrasado 5 minutos. Passaram-se esses 5 minutos e no lugar dele apareceu um comboio da Fertagus. Depois veio outro aviso de que estava atrasado mais uns minutos. Quando parecia que ia ser daquela vez afinal o que lá vinha era o Pendular. E, finalmente surge o comboio, com a bandeira de Reservado: mau! Mas trazia gente lá dentro! Assim que pára todos saem de lá ao mesmo tempo que é dito, numa mensagem não gravada, que aquele comboio terminava ali a sua marcha por motivos técnicos, mas que iria sair um outro comboio da linha número 1. Correria para a linha 1, que nem sequer está sinalizada. Muita gente perdida na Estação de Campolide à procura de uma linha 1 que só é usada para comboios fora de serviço e que tem poucas condições para uso público. A entrada para ela é feita por duas portas duplas, mas apenas uma delas estava aberta e mesmo essa apenas metade permitia a passagem. Lá se conseguiu chegar junto da linha 1 onde para além de não haver cobertura (e estava a chover) também não havia comboio. E entretanto já se tinham passado cerca de 20 minutos desde a hora prevista de partida. Ao 25º minuto informam que afinal o comboio já não ia sair da linha 1, mas sim da 6 (ou seja, o substituto não foi feito e o que lá vinha era o comboio seguinte). Como não me apeteceu ir num comboio que iria fazer o serviço de dois, optei por ir para a linha número 4, onde à hora certa passou o comboio para o Rossio. Depois apanharia o autocarro.
E aqui começa o segundo capítulo. Parece simples e lógico ir de Campolide-Gare para o Rossio para apanhar um autocarro nos Restauradores, mesmo em frente à Loja do Cidadão. Mas não é, ou não estivessemos a falar do 759! Cheguei à paragem e não vi ninguém, sinal de que teria acabado de sair um autocarro. Do outro lado da Praça vi um 759 lá parado. Como no 759 a frequência "oficial" é relativamente elevada àquela hora deixei-me ficar. Um minuto antes da hora de partida indicada na paragem, o autocarro arranca do outro lado da Praça em direcção à Avenida e voltando para os Restauradores. Nova surpresa: a bandeira dizia "Reservado" (estão a ver, senhores da Carris, afinal não é só às 8 da noite e quando vão recolher que os autocarros seguem como "Reservados" sabe-se lá para onde). Depois disso ainda fiquei lá uns 5 minutos, mas como não apareceu mais nada resolvi fazer o que deveria ter feito assim que saí do comboio: ir até à Rua da Alfândega onde passam carreiras de autocarro (o 759 é uma disfunção de autocarro). Finalmente, por volta das 18:40, mais de uma hora depois de ter saído do emprego, que fica a escassos 4 Km (se tanto) da Rua da Alfândega, lá consegui entrar num autocarro que me levava a casa e 15 minutos depois, quase 90 minutos depois de ter saído do emprego, que fica a 6 ou 7kms de distância de minha casa, lá meti a chave na fechadura.
E os comodistas dos portugueses ainda preferem andar de automóvel!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Mistérios

Desde que abriram na zona de Xabregas os centros de apoio a tudo quanto é marginal que os moradores ou trabalhadores da zona se habituaram (ou não) a conviver com drogados e outros viciados, mas ultimamente tem-se notado uma redução neste tipo de população!
Não é que me preocupe grandemente com a sorte que tal gente teve, bem pelo contrário, mas estou curioso quanto a esta nova "tendência": que terá acontecido?