sábado, 6 de fevereiro de 2010

Coerência

No DN de hoje, na última página do seu suplemento DN Gente, vem uma reportagem-entrevista ao Presidente da Carris, Silva Rodrigues. Por baixo do título vem a frase.
Vencer o preconceito contra os transportes públicos e tornar as viagens de autocarro agradáveis é a sua [dele] cruzada
A entrevista foi feita num restaurante de luxo lisboeta e é dito no texto que o Presidente da Carris "chegou para o almoço conduzido por um motorista e num Mercedes da Carris - mas preto, não amarelo". Umas colunas mais à frente fala-se na guerra contra ao automóvel, declarada pelo próprio Silva Rodrigues!
Ao lado, umas fotos ilustram o texto, entre elas uma de um cartão de passe a ser validado (no que me parece ser uma máquina do metro!) e com a legenda:
 
Tanta coerência numa só página!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A deputadazinha

Dizia a senhora deputada sobre o dinheiro que a Madeira pede e que o governo central não dá:
- Porque é que o Estado não corta no dinheiro que gasta com as empresas públicas para dar à Madeira?
Eu digo-lhe senhora deputadazinha. É que a Madeira não transporta passageiros a preços quase simbólicos ou efectua comboios em linhas onde nenhum privado com juízo meteria dinheiro, como são obrigadas a fazer algumas dessas empresas.

sábado, 30 de janeiro de 2010

A loucura está a começar a dominar-me

E os culpados são os anúncios do Pingo Doce com aquela senhora sofredora que chora o tempo todo para que lá vamos e os feijões-frade com o I gotta feeling que vão dar um apoio do caraças à selecção dita de todos nós, mas para a qual eu me estou a


Este post ficou incompleto por doença mental súbita do autor!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Mais minutos verdes

Estas não vi, contaram-me!
  1. Não comprar queijo fatiado que tenha papelinhos entre as fatias. O papel é mau para o ambiente, como todos sabem
  2. Os cavalos usados nas carruagens de circuitos turísticos deveriam ter "fraldas" que permitissem a fácil apanha dos dejectos para os podermos usar nos nossos jardins
Eu sugiro que quando estas coisas são transmitidas no Minuto Verde toda a gente desligue os receptores de TV. Ao fim de um ano a poupança energética obtida com tal medida seria significativa!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Leis

Esta semana li que na margem sul do Tejo há quem venda bívalves apanhados no rio, os quais vêm carregados de coisas boas, como metais pesados, toxinas e outras coisas lindas provenientes dos esgotos.
A dificuldade em acabar com estas práticas está na lei, a qual proíbe a venda, mas permite a apanha!
É um pouco como com a droga: a venda é proíbida, mas o consumo é permitido!
Perceberam?

Novo nome, as mesmas ideias

Resolvi mudar o nome do site. Mas continuo a ser um iberista convicto. E continuo a ser o que sempre fui noutras coisas.
Esta mudança é apenas "marquetingue". Parece que para os portugueses a ideia de alguma vez pertencermos a uma federação ibérica é simplesmente pavorosa. No entanto, quando se lhes fala na União Europeia (que tende para uma federação europeia) a reacção é sempre menos negativa e até, por vezes, de grande simpatia. Aparentemente é mais fácil estarmos federados com os finlandeses que com os espanhóis.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Na D. João V


Foto obtida via Google Maps

Hoje ao almoço, ao passar pelo Largo do Carmo, fiquei a falar do eléctrico do Carmo e de como sabia bem ir dali até às Amoreiras de eléctrico. Como a conversa tem destas coisas, acabei por me lembrar de uma loja muito engraçada que havia na Rua D. João V, entre o Rato e as Amoreiras, e à qual fui várias vezes no final da minha juventude, início da idade adulta.
A loja era de um senhor já de idade e para lá irmos tinhamos primeiro que nos deslocar a uma papelaria, também sua propriedade e que se situava na porta ao lado, para que ele fosse abrir a loja.
Depois da porta aberta entravamos num mundo estranho, feito de kits de todas as marcas, escalas e temas, do chão até ao tecto. Apesar do aparente caos, o dono sabia onde estavam as coisas, as quais, e se não me atraiçoa a memória, estavam organizadas por temas, depois por marcas, dentro destas por escalas e finalmente pelo preço, estando os mais caros no topo daquele monte.
Infelizmente tanto a loja dos kits como a papelaria já desapareceram. Não sei o que foi feito daquele incrível stock, mas uma pequeníssima parte dele ainda anda lá por casa, uns já montados outros ainda à espera que surja a oportunidade para tal.
Na foto que ilustra este post podem ver onde ficavam a papelaria (onde hoje se situa o cabeleireiro) e a loja dos kits, do lado direito da imagem, por trás do Fiat Punto (as janelas junto ao chão também pertenciam à loja).