quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A segurança da ESEGUR

É com demasiada frequência que  no Beato estaciona em cima do passeio uma carrinha de valores da ESEGUR, a qual, com esse procedimento, impede a passagem de peões, obrigando a que estes tenham que ir para a faixa de rodagem.
Para "ajudar à festa" isto passa-se em plena curva, com uma lomba, ambas pouco pronunciadas, mas suficientes para impedir uma boa visibilidade tanto dos condutores como dos peões, e precisamente do lado de dentro da curva, o que proporciona umas tangentes interessantes entre os carros e a carrinha de valores ou, muitas vezes, entre os carros e os peões escorraçados pela carrinha.
No interior desta está sempre o condutor que nada faz para facilitar a vida de quem ali passa a pé, nem que seja avisar os peões se podem ou não passar, ficando normalmente com uma expressão bovina a olhar para quem desespera por tentar ver se já pode passar.
Mandar reclamações para ESEGUR também não serve de muito. Fi-lo uma vez, mas aparentemente os e-mails são enviados para uma caixa pessoal de uma qualquer funcionária que estaria de férias e, por isso, com a caixa cheia, tendo a reclamação sido devolvida pelos servidores.
Termino com o slogan da empresa: ESEGUR, a solução de segurança.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Dias de chuva

A chuva caía com intensidade.
Para evitar molhar-me muito, tanto na ida para a paragem como na ida para casa - se saísse na Infante Dom Henrique - optei por não ir a pé até à Rua da Alfândega, como faço sempre, mas sim ficar logo nos Restauradores.
Quando estava à espera que um dos 500 semáforos dos Restauradores mudasse levei com o banho da ordem (belos buracos, aqueles existentes nos Restauradores).
O autocarro veio atrasado, como é normal nestes dias e nesta carreira (759).
Ainda deu para ver 2 autocarros na 759 a seguirem em reservado, um para Miraflores e outro não sei para onde.
Junto ao Lidl de Xabregas o autocarro pára na paragem, mas o carro que vinha atrás não parou (apesar de o autocarro já estar parado há algum tempo e nem sequer ter parado bruscamente).
O resto do caminho foi feito a pé, já que não estava a chover muito nessa altura e eu não estava assim tão longe de casa.
E em vez dos habituais 30 minutos que geralmente demoro desde que saio do balneário da piscina até chegar casa, desta vez foram 60!

sábado, 2 de janeiro de 2010

As traduções dos canais por cabo (novamente)

Alguém saberá o que são os "dormentes para caminhos-de-ferro"?
Pelo menos uma pessoa deve saber, o tradutor de um documentário sobre o plástico e os seus custos para o ambiente que passou esta tarde no Canal Odisseia!
Curiosamente se formos à ferramenta de tradução do Google e procurarmos pela tradução da palavra inglesa para estes "dormentes" (tem que ser no plural) a única resposta obtida é a tradução correcta!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Primeira do ano 2010

Dois motivos de orgulho:
  1. A previsão do Iberista está-se a concretizar e ainda antes das 11:00 do primeiro dia do ano já perdi a conta ao número de vezes que ouvi a melodia dos Feijões-Frade
  2. Em Albufeira tivemos o maior brinde do Mundo.
O ano promete!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Previsão para 2010

Para 2010 o Iberista prevê que a música "I gotta feeling" dos Black Eyed Peas ainda vai pôr todos os portugueses a desejar ouvir de forma ininterrupta e durante 15 dias o jingle do Pingo Doce.
Mas cantado pelo Sr. António Melo de Sousa e Silva.
É lógico, pá!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

50 anos do Metro de Lisboa

Foi há 50 anos que pela primeira vez o Metro de Lisboa circulou comercialmente, na sua famosa linha em 'Y' dos Restauradores à Rotunda (actualmente Marquês de Pombal) bifurcando aí para Sete Rios (a actual Jardim Zoológico) e Entrecampos.
Este 'Y' fazia parte do 1ª escalão da 1ª fase da rede do Metro lisboeta, fase essa dividida por mais dois escalões, sendo que desses dois escalões apenas o 2º foi sendo concretizado ao longo dos 13 anos, tendo sido concluído já em 1972, quando os carris chegaram finalmente a Alvalade.
O 3º escalão dessa primeira fase nunca viu (nem nunca verá) a luz do dia (mesmo sendo em túnel): consistia numa linha paralela à margem do Tejo de Alcântara à Madre de Deus. Para além dos terminais teria estações na Rocha (para servir a estação marítima? Provavelmente), Santos, Conde Barão, Cais do Sodré, Munícipio, Rossio (ligação á linha do 1 e 2º escalões), Madalena, Alfândega, Santa Apolónia e Barbadinhos.
Em fases seguintes a rede expandir-se ia para norte, a partir de Sete Rios e de Entrecampos, para leste, em direcção aos Olivais, a partir da Madre de Deus e ganharia ainda uma terceira linha, a fazer lembrar uma outra anunciada há poucos anos - a das Colinas - que partiria da Madre Deus, cruzaria o 'Y' nos Anjos e na Rotunda, seguiria para o Rato e curvaria em direcção ao rio, ligando-se novamente á linha marginal no Conde Barão. No plano não eram indicadas outras estações intermédias.
A tal linha do 3º escalão não deixa de ser curiosa pelas suas características, mas também pela imagem que nos dá da cidade de Lisboa de há 50 anos. Hoje em dia quem se lembraria de fazer uma linha de metro com estações no Conde Barão ou nos Barbadinhos? Há 50 anos estas eram zonas bastante populosas (principalmente o Conde Barão), situação que nada tem a ver com o que por lá se passa actualmente.
Também é notória a prática, comum nos primeiros 30 anos do Metro, de não haver ligação entre os vários meios de transporte. A nascente da Praça do Comércio/Baixa, a linha tinha uma estação na Madalena (onde ficaria? Junto à Rua da Alfândega, numa posição similar à do lado poente, no Munícipio?), mas não tinha nenhuma junto à Estação do Sul e Sueste (nem sequer passava lá perto). Aparentemente era mais importante dar ligação aos navios que vinham de terras distantes (na Rocha) do que aos da CP que faziam ligação aos comboios que serviam todo o Alentejo (excepto parte do distrito de Portalegre) e Algarve.
E, claro, que a seguir podemos entrar no campo da "ficção urbana". Como se teria desenvolvido a cidade se essa tal linha tivesse avançado? Toda a linha servia zonas que estão actualmente moribundas e à espera da concretização dos muitos planos de desenvolvimento urbano impostos pela CMLisboa, os quais nem fazem nem deixam fazer.
Num dos troços que acabou por ser construído, mas já noutros contexto e linha, a estação "Município" acabou por ser deslocada mais para norte, ficando no centro da Baixa e com ligação via escadas rolantes ao Chiado.
Para o outro lado também o Metro acabou por chegar a Santa Apolónia, mas, tal como aconteceu com a ligação ao Cais do Sodré, em condições completamente diferentes daquelas que os primeiros projectos previam. A estação "Madalena" acabou por ficar mais a sul, junto ao rio, mas sem fazer, para já, uma boa ligação à Estação do Sul e Sueste, também ela num estado lastimável, e a da Alfândega nunca apareceu (curiosamente no projecto inicial da actual linha para Santa Apolónia chegou a estar prevista uma estação intermédia entre esta e o Terreiro do Paço).
Os Olivais, que segundo este planos seriam servidos mais tarde por esta linha, acabaram por ser servidos, tangencialmente, a partir de 1998, mas por uma linha que nem sequer era sonhada nos sonhos mais bizarros dos primeiros planeadores.
E era esta a grande rede prevista pelo Metro de Lisboa para a cidade no final da década de 1950, início da de 1960.
Como teria sido o desenvolvimento da cidade se ela se tivesse concretizado?

sábado, 26 de dezembro de 2009

Feriados

Desde ontem que tenho ouvido na TV e na Rádio (e hoje nos jornais) que temos feriados a mais (história recorrente) e que fazemos muitas pontes e que tudo isso é mau numa altura de crise como a actual.
Questões:
  1. Se os feriados são maus para a economia nacional, porque os trabalhadores deixam de trabalhar, então por que raio nos últimos tempos só se houve falar de lay offs?
  2. O facto de os trabalhadores fazerem pontes afecta as empresas de que modo? Eu já fiz ponte muitas vezes, mas sempre usando o direito de gozar dias de férias. Significa isto que ao não ir trabalhar naquele dia específico passei a ir noutro dia qualquer do ano, no qual eu poderia ter metido o tal dia de férias. Afinal, qual é o problema?
São os dirigentes empresariais que temos! Infelizmente.