sábado, 19 de dezembro de 2009

Eco-baralhado

Li agora no DN algumas sugestões da Quercus para um Natal mais "verde". Fiquei foi baralhado por uma delas, que consiste em usar como árvore de Natal uma árvore natural envasada.
Há uns anos (quase) toda a gente mudou para as artificiais pela mesma razão que agora se pede para se usarem árvores naturais envasadas: ter um ambiente mais saudável.
Presumo que as árvores sejam envasadas para que possam ser plantadas depois do dia 6 de Janeiro o que, a meu ver, tornará a coisa ainda mais "verde", principalmente quando todos aderirmos a esta nova eco-modalidade e no dia 7 de Janeiro de cada ano formos entupir as estradas de Monsanto (ou similares) para plantar as árvores! Sim, porque dúvido que alguém vá com árvore a pé, de transportes públicos ou de bicicleta!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Cagaço

A terra tremeu, assim como a minha cama e eu acordei. Ainda tive tempo de ouvir um "ronco" ténue vindo não se sabe de onde e o barulho do móvel a estremecer. Depois tive dificuldade em voltar a dormir. Aproveitei para ouvir as notícias na rádio às 2:00, 20 minutos depois.
Hoje ao serão, ao arrumar algumas coisas bati no tal móvel, que estremeceu com o impacto. Nem imaginam o arrepio que me passou pela espinha ao ouvir aquele som! :(

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Previsão meteorológica

Estava hoje de manhã cedo a tomar o pequeno-almoço enquanto ouvia o noticiário da TSF. Chegado ao fim e depois de terem estado algum tempo a falar da bola, a emissão muda para o locutor de serviço que informa que "em Berlim estão dois graus negativos", seguindo-se a mesma informação para Lisboa, Porto e Faro. Berlim!? Só depois é que associei aquela informação ao que tinham estado a dizer antes, sobre a bola, altura em que eu não liguei muito ou mesmo nada ao que ouvia.
Nos 20/25 minutos de caminho até ao comboio, e enquanto me tentava abrigar do vento cortante que me batia na cara, fiquei a pensar naquela informação e, principalmente, na forma como a mesma é transmitida. E comecei a pensar que já há muitos anos, desde o aparecimento das TVs privadas e das suas "boas abertas", que em Portugal não se tem informação meteorológica de qualidade, salvo durante a manhã e ao fim da tarde na RTP1. Nas rádios passa-se o mesmo. Por exemplo, na TSF a informação meteorológica é dada, geralmente, a grande velocidade e ainda com uma músiquinha de fundo que não serve para nada a não ser dispersar a atenção do ouvinte (porque será que não usam o mesmo sistema quando falam de futebol?).
Felizmente para mim que existe a internet onde através do INM fico a saber sempre qual a previsão do tempo para os próximos dias e, se o quiser, o porquê do tempo ir estar assim ou assado. E quem diz a informação sobre as previsões do tempo, diz sobre tudo o resto. Na internet posso ter acesso às notícias que realmente interessam filtrando toda a papagueada futebolística, a relevante notícia sobre o maior mastro de bandeira do Mundo ou a pertinente novela do padre que fugiu com a paroquiana (refiro-me à paroquiana boazona, não é à velha que se senta todos os Domingos na primeira fila do lado esquerdo).
Assim vai o Mundo da informação.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Há dias em que ficamos lamechas


Hoje resolvi suportar o trabalho ouvindo Xutos. Não peguei nos últimos discos, mas sim no (já?) velhinho "88". Costumo ouvi-lo apenas escutando-o e saboreando-o, mas hoje, vá-se lá saber porquê, vieram-me ao de cima todas as recordações que aquele som me traz, daquele período da vida em que as preocupações ainda não existem, mas nós nem nos apercebemos disso.
Pena o tempo (e principalmente nós) não poder voltar para trás!

domingo, 13 de dezembro de 2009

A sociedade em que vivemos

Este fim-de-semana foi, para mim, rico em "experiências sociais"!
Ontem fui à Baixa de autocarro e como senti que estava com frio e a janela ao lado do lugar onde me sentei estava aberta fechei-a. No banco atrás de mim ia um jovem daqueles que agora se usam, a fazer cara de imbecil para parecer aos outros que é mau como as cobras e que se pôs com apartes dizendo, "estás armado em parvo, a fechar a janela por isso agora vou-te chatear até sair". E assim foi a viagem toda. Quando me levantei para sair o jovem lá abre a janela e pôs-se, em voz alta para que todo o autocarro o ouvisse, a mandar-me para aquilo que ele nem deve saber usar. Limitei-me a virar para ele e fazer-lhe o gesto de silêncio. Lá ficou a oferecer-me porrada, única coisa que ele, coitado, deve poder oferecer nesta época de dádivas.
Hoje recebemos um telefonema que começou logo com um "de onde fala?". "É de Xabregas", respondeu-se de cá. "Deseja falar para onde?", continuamos. "Se não é para onde eu quero falar para que é que lhe vou dizer isso?". E desligou.
Sociologicamente estes dois casos, tão banais quanto os interlocutores com que tive que gramar, revelam o caos a que as relações inter-pessoais chegaram em Portugal. Não se conhecem ou se usam as mais básicas regras de educação, as quais são, a meu ver, a base de qualquer civilização que se preze. Mas revelam também o estado de boa parte das famílias portuguesas, que tirando fabricar rebentos, pouco ou mesmo nada fazem pelas crias que vão parindo ficando, assim, estas pobres personagens numa situação em que pensam que o mundo está todo contra elas, quando, na realidade, elas é que vivem de costas para o mundo.
Assim iremos longe!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Baixa cortada

Assisti hoje, ao fim do dia, às consequências práticas do actual esquema viário da Baixa lisboeta.
No último quarteirão da Rua dos Fanqueiros uma carrinha de valores não respeitou a cedência de prioridade a dar ao eléctrico e o resultado foi a rua ter ficado cortada naquele ponto. Como actualmente não há passagem para a Infante D. Henrique sem ser ou por ali ou desrespeitando todo o código da estrada, dezenas de automobilistas ficaram presos naquela armadilha sem escapatória, o que originou um belo efeito de bola de neve, com a Rua dos Fanqueiros a ficar completamente bloqueada, a qual, por sua vez, bloqueou a Rua do Comércio, que veio a bloquear a Madelena e esta a Rua da Alfândega. Do outro lado, também a Rua de São Julião parou, indo bloquear a Rua da Prata e, mais adiante, a Rua do Ouro, a qual, por sua vez, bloqueou a da Conceição.
É bonito o novo sistema viário da Baixa Lisboeta, não é?

Qual o caminho?

Depois de ter ouvido hoje na rádio o que o Vara disse ontem na RTP (sim, porque ontem não estive para estar a ouvir a Grande Entrevista na RTP), fiquei com vontade de vos avisar: quando não souberem o caminho para a EDP (ou outra) perguntem logo ao porteiro do banco, porque se o fizerem ao administrador arriscam-se a ficar numa carga de trabalhos (vocês e o administrador) e ainda se sentiriam tentados a dar-lhe uma caixa de robalos.