domingo, 13 de dezembro de 2009

A sociedade em que vivemos

Este fim-de-semana foi, para mim, rico em "experiências sociais"!
Ontem fui à Baixa de autocarro e como senti que estava com frio e a janela ao lado do lugar onde me sentei estava aberta fechei-a. No banco atrás de mim ia um jovem daqueles que agora se usam, a fazer cara de imbecil para parecer aos outros que é mau como as cobras e que se pôs com apartes dizendo, "estás armado em parvo, a fechar a janela por isso agora vou-te chatear até sair". E assim foi a viagem toda. Quando me levantei para sair o jovem lá abre a janela e pôs-se, em voz alta para que todo o autocarro o ouvisse, a mandar-me para aquilo que ele nem deve saber usar. Limitei-me a virar para ele e fazer-lhe o gesto de silêncio. Lá ficou a oferecer-me porrada, única coisa que ele, coitado, deve poder oferecer nesta época de dádivas.
Hoje recebemos um telefonema que começou logo com um "de onde fala?". "É de Xabregas", respondeu-se de cá. "Deseja falar para onde?", continuamos. "Se não é para onde eu quero falar para que é que lhe vou dizer isso?". E desligou.
Sociologicamente estes dois casos, tão banais quanto os interlocutores com que tive que gramar, revelam o caos a que as relações inter-pessoais chegaram em Portugal. Não se conhecem ou se usam as mais básicas regras de educação, as quais são, a meu ver, a base de qualquer civilização que se preze. Mas revelam também o estado de boa parte das famílias portuguesas, que tirando fabricar rebentos, pouco ou mesmo nada fazem pelas crias que vão parindo ficando, assim, estas pobres personagens numa situação em que pensam que o mundo está todo contra elas, quando, na realidade, elas é que vivem de costas para o mundo.
Assim iremos longe!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Baixa cortada

Assisti hoje, ao fim do dia, às consequências práticas do actual esquema viário da Baixa lisboeta.
No último quarteirão da Rua dos Fanqueiros uma carrinha de valores não respeitou a cedência de prioridade a dar ao eléctrico e o resultado foi a rua ter ficado cortada naquele ponto. Como actualmente não há passagem para a Infante D. Henrique sem ser ou por ali ou desrespeitando todo o código da estrada, dezenas de automobilistas ficaram presos naquela armadilha sem escapatória, o que originou um belo efeito de bola de neve, com a Rua dos Fanqueiros a ficar completamente bloqueada, a qual, por sua vez, bloqueou a Rua do Comércio, que veio a bloquear a Madelena e esta a Rua da Alfândega. Do outro lado, também a Rua de São Julião parou, indo bloquear a Rua da Prata e, mais adiante, a Rua do Ouro, a qual, por sua vez, bloqueou a da Conceição.
É bonito o novo sistema viário da Baixa Lisboeta, não é?

Qual o caminho?

Depois de ter ouvido hoje na rádio o que o Vara disse ontem na RTP (sim, porque ontem não estive para estar a ouvir a Grande Entrevista na RTP), fiquei com vontade de vos avisar: quando não souberem o caminho para a EDP (ou outra) perguntem logo ao porteiro do banco, porque se o fizerem ao administrador arriscam-se a ficar numa carga de trabalhos (vocês e o administrador) e ainda se sentiriam tentados a dar-lhe uma caixa de robalos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Definição

Inquérito imparcial é termos que responder a um com alguém ao lado a ditar as respostas que devemos dar!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O minutinho verde (opus 250)

Feriado nacional, manhã passada em casa e lá vi o Minuto Verde. Hoje a sugestão é fazermos a ceia de Natal apenas com produtos biológicos. Ao preço a que estes produtos "bio-amigos-de-tudo" estão se seguissemos este conselho seria caso para dizermos "trabalho para comer".
O "opus 250" vem do facto deste ser duocentésimo quinquagésimo post.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Crise na publicidade

A publicidade está em crise. Mas não é económica, é mesmo de ideias.
Desde os novos anúncios do Pingo Doce, da Popota (neste nem sei ao certo o que está a ser publicitado), passando pelo Sapo com a vozinha irritante e pelo do Axe com um boneco de chocolate, o resultado de todos eles não é cativar-me, mas, pelo contrário, afugentar-me!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Só sabem de política

Belém, cerimónia de entrada em vigor do Tratado de Lisboa. No sistema sonoro alguém coloca Rodrigo Leão. Diz o comentador da SIC Notícias:
- Já se ouve o Hino "da" Alegria.
É o que dá só ligarem aquele cinzentismo que é o mundo da política!
(já agora, o Hino ou Ode à Alegria é o nome do poema que é cantado no quarto andamento da 9ª. Sinfonia de Beethoven que, caso não saibam, foi quem compôs a dita sinfonia).