segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Não era isto o que queriamos dizer


 
Retirado de um folheto publicitário de uma agência de viagens!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Vantagens...

... do novo sistema viário da Baixa lisboeta:

No dia 5 de Outubro (2ª feira) o serviço regular da CARRIS sofrerá algumas alterações por motivo de ocorrência das celebrações da Implantação da República, na Praça do Município. Estas decorrem entre as 10:00 horas e as 12:00 horas.
Alterações ao serviço regular da CARRIS:
A Rua do Arsenal ficará cortada ao trânsito no período indicado, impossibilitando a ligação em autocarros e eléctricos entre o Cais do Sodré e a Praça do Comércio.
- As carreiras provenientes da Av. 24 de Julho (15E, 28, 714, 732) ou da Rua do Alecrim (92, 790) serão encurtadas ao Cais do Sodré;
- A carreira 60, vinda da Rua da Boavista será encurtada ao Corpo Santo;
- A carreira 36 passará a fazer terminal na Praça do Comércio, assim como todas as carreiras provenientes da Av. Infante D. Henrique (28, 35, 781, 794) ou da zona da Praça da Figueira e Martim Moniz (60, 790).
Ainda em consequência destas situações, as dificuldades de trânsito deverão alastrar a outras zonas da cidade, podendo resultar em perturbações pontuais no funcionamento de outras carreiras.


Antigamente desviavam-se as carreiras que passavam na Rua do Arsenal para a Ribeira das Naus, ficando apenas cortadas, por motivos óbvios, as carreiras de eléctrico!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Ingratos

Na semana passada fiquei com curiosidade em saber como era o programa de governo daquele partido novo que apareceu (entre alguns outros) chamado Partido Trabalhista Português (PTP), cujo site é http://www.ptp.com.pt/. Na altura apanhei algumas ideias curiosas, mas, estupidamente, não guardei o PDF onde o mesmo era apresentado nem tão-pouco o encontro agora. Fico assim restrito a apenas duas ideias que fixei da sua leitura.
A primeira era o "não" ao TGV, mas o "sim" ao AGV. AGV? Saberão eles o que é este acrónimo? É que o AGV que conheço em caminho de ferro é, precisamente, as Automotrices à Grande Vitesse, que são, nada mais nada menos, que os TGV (Train à Grande Vitesse) de última geração! Confusa este proposta, não é?

E que dizem da segunda? Aeroportos em todo o lado, e aqui passo a citar de memória, "incluindo em Terlamonte, Covilhã". Perdão!? Terlamonte, Covilhã?! Mas o que há ali que precise de um aeroporto?! E porquê logo em Terlamonte?! Aparentemente o PTP não é só mau a fazer vídeos para o tempo de antena. O PTP parece ser mau até no próprio programa, com estas propostas de aeroportos em vários locais "incluindo em Terlamonte, Covilhã". E o pior de tudo, do ponto de vista do PTP, é que os terlamontanos não parece terem ido em cantigas e em todo o concelho da Covilhã, com os seus 51.258 eleitores, apenas 73 votaram no PTP, conforme se vê no site oficial do Ministério da Justiça. A isto é que eu chamo de ingratidão!

Já depois de ter finalizado a escrita deste post descubri o programa de governo do PTP no seu blog!
Fica aqui uma parte (aquela a que me refiro) do programa:
ECONOMIA E OBRAS PÚBLICAS
Contra o TGV, a favor do AGV a médio prazo.
Contra a nova Travessia sobre o Tejo
A favor do aeroporto no Montijo
A favor de outros aeroportos, incluindo em Terlamonte (Covilhã)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Dia de eleições

Pensava que iria levar com um aperto daqueles no autocarro, mas não, safei-me! Fui sempre sentado e o 28 nunca encheu.
Saí na segunda paragem a contar dos Jerónimos e cheguei com a maior das calmas à bancada nascente, sector 19, 3ª fila do Estádio do Restelo (ou do Belenenses, como também é conhecido), depois de mostrar o bilhete e dos apalpões policiais da praxe, para assistir à festa de anos dos Xutos.
Foi um grande espectáculo em todos os sentidos, desde o conteúdo à duração.
Começando pelos Pontos Negros que, pontualmente, começaram a sua actuação às 19:30, confesso que a única coisa que me ficou no ouvido foi aquela frase do "isto é uma onda laranja... da Optimus", numa alusão à cor predominante, obtida com o merchandising oferecido pela Optimus, enquanto patrocionador dos Xutos. Da música não ficou muito porque o nível a que o som estava não permitia muito mais. Estava demasiado alto o que provocava grandes distorções, pelo menos para quem, como eu, tinha ficado debaixo da pala do estádio. Provavelmente para quem se encontrasse mais abaixo na bancada ou no relvado esse problema não se fazia sentir (pelo menos com tanta intensidade).
Seguiram-se os Tara Perdida com um som a fazer-me lembrar o dos Censurados de há quase 20 anos (não fosse o vocalista de uns o mesmo do de outros), mas, mais uma vez, o nível a que se encontrava o som não ajudou. Não os conhecia, apenas de nome, mas deu para perceber que já têm um núcleo de fãs bastante interessante.
Seguiram-se aqueles rapazes por quem todos  esperavam, uns tais de Xutos & Pontapés. A entrada deu-se já passava bastante das 22:00 (seriam 22:30? Não reparei). Foi uma entrada daquelas... Só mesmo os Xutos para chegarem ao estádio de carrinha e dirigirem-se para o palco pelo meio do público!
Nas primeiras canções o som voltou a fazer das suas, mas depois ou foi corrigido ou os meus ouvidos habituaram-se, mas o que é certo é que o som ficou muito mais fluído a partir de uma certa altura.
Como convidados vieram o Pacman na voz, Manuel Paulo nas teclas, Pedro Gonçalves no baixo e Camané na voz. Mais uma vez, o Camané deixou-me fascinado. Aquele homem canta bem tudo (OK, nunca o ouvi cantar canto lírico ou gregoriano). Até parecia que o Homem do Leme tinha sido feito de propósito para ele!
Mais para o final vieram os discursos. O do Zé Pedro apelou à participação nas eleições ("não deixem que escolham por vocês"). Esta mensagem foi enviada principalmente para o pessoal mais novo com idade de votar, segundo palavras do próprio.
Ficou ainda na memória a provocação do Kalú mais a sua camisola do fecepê, com direito a beijo no símbolo e os muitos kms que o Zé Pedro terá feito naquele palco imenso. Também ficou na retina os grupos que dançam abrindo clareiras na multidão, em menor número que há uns anos atrás, mas curiosamente com os mesmos intervenientes de há 20 anos (pelo menos as carecas e as barrigas assim o faziam crer).
O grande final deste espectáculo para todas as idades foi com fogo de artifício. Só faltou mesmo foi a malta ter cantado os parabéns aos Xutos, que eles bem mereciam.
E assim começou o meu dia de eleições.
Off-topic (como se o resto do texto não o fosse): no regresso a casa cruzei-me com um autocarro da carreira 1 da rede Nightbus. Para um serviço que se diz ser grátis não percebi porque raios os passageiros tinham direito a segurança policial no interior do mesmo, enquanto que nas carreiras pagas cada um tem que se proteger como pode!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Bicicletas

Há uns dias, uma das minhas ligações do Facebook escrevia qualquer coisa sobre uma coisa chamada "1ºs. Estafetas de Bicicleta de Lisboa", congratulando-se com as zero toneladas de emissões (os ciclistas não respiram nem sofrem de flatulência?)!
Claro que com o meu mau-feitio lá me senti na obrigação de fazer aquilo que sempre faço quando me falam de bicicletas em Lisboa: queixar-me dos ciclistas nunca pararem em semáforos ou passadeiras ou usarem tudo como faixa de rodagem! E, novamente claro, que houve quem se tivesse picado com isso e dissesse logo "e quando os peões não passam na passadeira ou atravessam com o sinal fechado ou ...?".
Pois bem, depois dessa interessante troca de mensagens eu já ia sendo atropelado por três vezes e sempre por bicicletas e em sítios onde não era suposto havê-las. A primeira foi, imagine-se, dentro da estação de caminhos-de-ferro do Cais do Sodré, no átrio junto ao Pingo Doce. Poucos minutos depois aconteceu-me a segunda, com um xico-esperto de duas rodas e pedaleira a quase albarroar-me quando eu estava calmamente parado na paragem do 781. A terceira foi ontem na Rua Augusta (curioso, tenho quase a certeza de lá existirem sinais de trânsito proíbido), quando tive que me desviar de algumas pessoas e por pouco não levava com mais um bicicletista que me apareceu por trás.
E estas foram só comigo. Poderia também contar outras semelhantes a que assisti, mas com outras pessoas, ou a do ciclista que teimou em passar entre o passeio e os autocarros que estavam parados na paragem do Sul e Sueste com passageiros a entrar e a sair...
Já agora, naquela corrida de ontem, patrocionada pelo Costa do Munícipio, alguém viu por onde e como foi o ciclista? É que de metro não há muito a dizer, o percurso é sempre o mesmo. No Porsche foram dando imagens em vários pontos do trajecto (sempre parado, ou não fossem os semáforos de Lisboa temporizados propositadamente para fazerem parar o trânsito), mas quanto ao ciclista não se mostrou nada. É que eu tenho curiosidade em saber como conseguiu ele fazer o percurso Campo Grande-Rossio mais depressa que o metro! Terá parado nos semáforos ou respeitado os sentidos de trânsito?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Apitó comboio

Eis uma canção que eu nunca suportei ouvir, mas que toda a gente pensa que, por gostar de comboios, eu  a adoro!
Não gosto daquilo! Ponto final!
Ainda há pouco recebi um e-mail com uma apresentação bastante interessante (para quem goste do tema) com uma reportagem fotográfica realizada a bordo de uma locomotiva numa viagem de um Inter-Cidades entre Santa Apolonia e Campanhã! São 41 fotografias, todas elas interessantes e bem legendadas, explicando tudo o que se passou naquele momento, mas, desgraça das desgraças, o autor da apresentação resolveu estragar a obra com... exactamente, essa coisa que vocês estão a pensar.
Se querem pôr música alusiva a caminhos-de-ferro, deixem de ser pirosos. Ponham em marcha o comboio descendente do Pessoa e do Zeca ou o combóio (assim mesmo, com acento no 'o') dos Trovante, mas evitem aquele lixo sonoro!

sábado, 19 de setembro de 2009

Big Brother

No meu local de trabalho, e depois de alguns problemas de segurança ocorridos com uma tentativa de assalto - quase consumada - e de vários apedrejamentos a vidros e aos seguranças de serviço está-se, finalmente, a instalar um sistema de videovigilância mais abrangente que o actual com as suas 3 câmaras que apenas monitorizam as entradas.
A equipa que está a instalar o sistema optou por colocar os cabos pelo interior do edifício, usando as calhas já existentes sobre o tecto falso e isso teve, até ao momento, um efeito extremamente interessante em alguns dos meus colegas: para eles, agora "Vamos a passar a ser controlados!". "Olhem que não!", lá disse o casmurro do costume. "As câmaras ficam todas lá fora, menos 2 que ficam na recepção e uma terceira que fica no corredor da minha sala. As vossas nem sequer levam com câmaras!". Claro que nada disto teve qualquer efeito nos meus colegas, que continuam muito aflitos (o mais correcto seria dizer "aflitas") com toda esta vigilância!
Saí de ao pé deles a pensar nesta enorme "falta de privacidade". E cheguei à seguinte conclusão: eles têm razão! É que já não bastava:
  1. Os telemóveis e a sua tecnologia celular andarem constantemente a registar informação sobre onde nos encontramos;
  2. As lojas, bancos e transportes públicos estarem pejados de câmaras de video-vigilância;
  3. A rede Multibanco registar todas as nossas transacções, incluindo a localização espaço-temporal das mesmas;
  4. O nosso banco saber tudo sobre a nossa vida;
  5. E vendermos toda a nossa privacidade àquela cadeia de lojas em troca de um cartão fantástico que nos oferece €5,00 de descontos por cada €5.000,00 de compras (desde que a média mensal dos últimos três meses seja de €4.500,00),
para agora nos virem pôr câmaras de video-vigilância no nosso local de trabalho!