quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Medidas simpáticas

Sim, simpáticas, mas inúteis! Refiro-me às duas "borlas" da semana da mobilidade. São simpáticas porque assim o parecem à partida e a quem não esteja dentro do assunto "transportes públicos", mas inúteis quando se começa a pensar nos seus resultados práticos.
Há ainda a questão da justiça de tais medidas. São altamente prejudiciais para os utentes habituais dos transportes públicos, já que para quem tenha passe ambos os dias já foram pagos. E como se isso não chegasse, nesses dois dias ainda correm o risco de serem ainda pior servidos do que o costume, pois levam com uma avalanche de "paraquedistas" que aproveitam para andar a fazer não se sabe o quê à conta do erário público.
Tenho dúvidas se algum desses "paraquedistas" volta a usar os transportes públicos de forma assídua durante o resto do ano e aqui volta a aperecer a questão da utilidade destas medidas. Quem use os transportes nesse dia só para ver como é, ficará assim tão maravilhado que opte por trocar a viatura particular por eles? E, relembro, nesses dias há sempre a possibilidade dos transportes encherem ainda mais, devido, precisamente, à "borla" dada!
Fica aqui uma sugestão para o próximo ano, caso haja novamente esta coisa das duas "borlas": que carreguem nesse mês os passes dos clientes habituais com 32 em vez de 30 dias, sem alteração de preço, claro! É o mínimo que se pode fazer por quem ainda teima em usar transportes públicos neste país!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Fujam!

A Carris já começou a anunciar a 3ª fase da Rede 7 para o início do próximo ano. Com as memórias tenebrosas que tenho das outras duas fases desta Rede 7, só de ouvir falar na terceira fico logo todo arrepiado!
Fujam!

sábado, 12 de setembro de 2009

Três coisinhas

Na leitura da edição de hoje do Diário de Notícias ficaram-me na retina três coisas.
A primeira foi uma pequena notícia sobre a tendência para o desuso do bidé em Espanha. A mim, que não dispenso a lavagem mais "pormenorizada" de certas partes de mim, sempre me fez confusão a falta de uso dada àquela peça de loiça sanitária. E, aparentemente, este hábito, importado de regiões mais setentrionais e badalhocas da Europa, está a crescer, havendo quem acredite ou defenda que um duche é suficiente para a limpeza de tais regiões corporais. Comigo, essa não pega.
A segunda foi um título de um artigo sobre mais uma ciclovia, desta feita na Ponte Gustave Eiffel em Viana do Castelo. Fiquei a pensar nesta história toda das ciclovias e a reforçar a ideia que, desde há algum tempo, se instalou na minha cabeça sobre o tema: Portugal, em virtude dos acordos internacionais assinados e das Directivas Comunitárias, precisa diminuir as suas emissões de CO2, as quais são, em grande parte, produzidas pelo tráfego automóvel. Ora, para que essas emissões sejam diminuídas, este país terá que "tirar" pessoas dos automóveis e pô-las noutro lado qualquer. Sendo as redes de transportes públicos portuguesas aquilo que se sabe, alguém achou que a melhor solução/estratégia seria pôr toda a gente a dar ao pedal! Assim, sem se gastar muito (nem se ter trabalho) para se criarem verdadeiras redes de transportes, tenta-se ou espera-se reduzir as emissões de CO2.
A terceira foi uma daquelas colunas de mais e menos que aparecem nos jornais. No lado do menos vinha lá a Senhora Ferreira Leite e um comentário às suas prestações nos vários debates televisivos, no qual se afirmava que a senhora demonstrava não conhecer os programas dos seus adversários e ter lido o seu próprio programa na diagonal. Mas, qual a admiração? Eu ainda sou do tempo em que essa mesma senhora se defendia de asneiras feitas enquanto ministra com argumentos extremamente interessantes como "assinei, mas não li". Afinal de contas, isto até é merecedor de um sinal positivo pela coerência de atitude demonstrada.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Necrologia

Carris - Lisboa
18 de Novembro de 1991
*
9 de Setembro de 2006

3 anos de imensa falta

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

País Maravilhoso

Acabou a crise? O desemprego diminuiu ou desapareceu de todo? A pandemia de gripe já está controlada? O número de acidentes de viação baixou? Alguém descobriu a cura para o câncro?
Não?
Então qual a razão para que neste momento a única "preocupação nacional" seja a saída da "jornalista" Moura Guedes da TVI e o fim do seu tablóide televisivo?
É que no meio desta historieta toda, não vejo razão para tanta agitação: o jornalismo português não perdeu nada, muito pelo contrário. E o público português idem!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Como apanhar comboios

Se há coisa que nunca entenderei é a estratégia adoptada por muitas pessoas quando apanham comboios. Geralmente o que fazem é:
  1. Se ainda falta meia hora para o comboio partir entram logo na primeira porta que encontram e depois percorrem o comboio todo, passando de carruagem em carruagem, à procura de lugar sentado - no caso de comboios sem reserva de lugar - ou do lugar que consta no bilhete - caso dos comboios com reserva de lugar;
  2. Se já só faltam 30 segundos para a partida do comboio resolvem ir a correr pela plataforma fora ao lado do comboio, a olhar para dentro dele para ver qual a carruagem mais vazia - se não for caso de comboio com reserva de lugar - ou da carruagem correcta - quando há reserva de lugar. Geralmente acabam por ficar apeados;
  3. Ainda há um misto das duas anteriores que, por força das circunstâncias, apenas ocorre em comboios compostos por mais do que uma unidade múltipla (como são os da linha de Sintra, compostos por duas UQEs - Unidade Quadrúpla Eléctrica). Quando ainda faltam 5 minutos, suficientes para percorrer a pé pela plataforma a distância que vai da última carruagem da composição à primeira carruagem da unidade seguinte, entram logo na primeira porta que encontram. Os 5 minutos seguintes são passados na travessia da primeira unidade (que pode ter 3 ou 4 carruagens), com o respectivo abre-portas, o qual faz perder tempo. Quando chegam à última carruagem dessa unidade e a uma das cabines de condução, resolvem sair do comboio para passar para a unidade seguinte. Geralmente esta opção é tomada a 30 segundos da partida. Resultado: depois de andarem a passear durante 5 minutos pela composição, acabam por ficar apeados a olhar para o sinal de cauda a afastar-se!
Em jeito de conclusão, e para que aprendam alguma coisa:
  1. Se ainda faltar tempo para a partida caminha-se ao longo da gare até se chegar à carruagem pretendida;
  2. Se o comboio estiver quase a partir entra-se logo na primeira porta que se encontre e depois, já lá dentro, procura-se (o) lugar - aquele "o" está entre parêntesis,  pois em comboios com reserva de lugar terá que ser o lugar que consta no bilhete.
Esperando que com isto os apeanços diminuam substancialmente, despeço-me com amizade.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Hino à estupidez

Faz hoje 70 anos que começou um dos episódios mais estúpidos da História da nossa espécie. E aparentemente não serviu para nada.