sábado, 15 de agosto de 2009

A Silly Season agudizou-se

Pois é, agora é que a silly season entrou na pior fase.
Na rádio e aos fins-de-semana já chegamos à época em que música e noticiários só se ouvem de manhã, ficando o resto do dia ocupado com o jogo de bola.
Na televisão continuo a ter que ver notícias sobre o Michael Jackson, os alegados filhos e esposas e mais não sei quê.
De vez em quando aparecem outras notícias que ainda arrepiam mais, como aquela que vi na SIC-Notícias relativa ao festival que decorreu nos últimos dias na zona de Sagres. Perguntava a jornalista aos jovens que pela praia deambulavam quem tinha sido o Infante de Sagres. Ninguém sabia! Uma das entrevistadas ainda se aproximou quando disse que "até há uma estrada que se chama do Infante". Nova pergunta: "Que cabo é aquele?". As respostas que ouvi foram "Cabo de Sagres" (OK até nem foi muito mau), "Cabo Ruivo" (esta foi dada por um com pinta de se orgulhar de ser burro)... Pelo meio fiquei a saber que o importante é que "a malta tá-se a divertir" e "tamos aqui a apanhar um solzinho" e ainda "isto bom pró sârfe").
Ainda tive que levar com o merdas da Madeira a dizer não sei o quê sobre o INE e que só ele é que tem razão (isso já não é notícia, todos sabemos que o merdas da Madeira é que é o dono da verdade e mais ninguém tem razão).
Metam-me num manicómio que eu estou cada vez com mais medo dos que andam cá fora!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

As paragens "user-unfriendly"

Antigamente, nas zonas em que as paragens da Carris eram desdobradas, havia sempre o cuidado de agruparem as carreiras de acordo com os seus destinos e/ou percursos, o que facilitava, e bastante, a vida de quem as usava.
Actualmente parece que tal prática deixou de existir ou, no mínimo, de ser uma preocupação premente por parte da Carris.
Nos Restauradores existem duas paragens para as carreiras que vindas da Avenida continuam em direcção ao Rossio, cada uma delas a servir 3 carreiras. Numa das paragens temos 2 carreiras que vão para o C.Sodré e outra que vai para Santa Apolónia. Na outra temos 2 carreiras que vão para o Terreiro do Paço/Rua da Alfândega (seguindo o caminho daquela que vai para Santa Apolónia) e outra que vai para Caselas (seguindo o mesmo caminho das duas que vão para o C.Sodré). Perceberam? Tem lógica?
No Cais do Sodré, na zona onde existem os terminais das várias carreiras, temos uma paragem para a carreira 782 que fica logo no início daquela fileira (do lado da Praça Duque da Terceira), uma segunda paragem, que eu nem sei de que carreira é, e uma terceira, já junto ao rio, para a carreira 781. Estas duas carreiras, a 781 e a 782, têm um percurso comum desde ali até à zona do Poço do Bispo. Coerente, não é?
Em Santa Apolónia a mesma coisa. Temos uma paragem onde param as já referidas 781 e 782 juntamente com a 745 (que termina uns metros mais à frente) e outra para as 28 e 759 que, tal como as 781 e 782 continuam para lá de Santa Apolónia.
Acredito que haja mais situações destas.
E sei que dá "imenso jeito" ter que andar a correr de uma paragem para a outra pelo simples facto de ninguém na Carris se ter lembrado ou preocupado com a arrumação correcta das carreiras pelas paragens. Num dos casos relatados (o do Cais do Sodré) a "correria" chega a implicar uma travessia de estrada!
Oh senhores da Carris, não dá para verem este tipo de coisas? É que são bem mais úteis que outras coisas como as corezinhas das carreiras!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Tempo maravilhoso

Passo o Inverno a ouvir gente a queixar-se que "está frio" ou "esta chuva, não há meio de parar" e que "nunca mais chega o bom tempo e o calor".
Chego ao Verão e oiço as mesmas pessoas dizerem "que calor, nem se pode" ou "como é que se pode viver com um tempo destes".
O curioso é que quando pessoas, que como eu, dizem que se está melhor no Inverno que no Verão, as outras pessoas, as que tanto se queixam do calor no Verão como do frio no Inverno aparecem logo a dizer "ai credo, lá estás tu".
E depois eu é que sou resmungão.
Sai uma temperatura de 21º C para a mesa do canto!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Fantástico

Um grupo organizado anda durante a noite e pela cidade de Lisboa com um escadote de três metros, encosta-o ao edifício dos Paços do Concelho, sobe por ele até à varanda do edifício e troca a bandeira da cidade pela bandeira monarquica. Tudo isto sem que a polícia, ou qualquer outra autoridade, tivesse dado por nada.
Por acaso só levavam uma bandeira. Podiam levar outra coisa qualquer. Uma bomba, por exemplo.
E depois ainda há quem me pergunte por que raios eu acho que este país não deve existir!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Silly season agora na publicidade

Sim, a silly season também existe na publicidade.
Há agora por aí uns anúncios que até me fazem ficar saudoso do saudoso (ok, hoje não estou inspirado) slide do Quitoso e do seu menino piolhoso a coçar o couro cabeludo.
Temos um a um fixador de placas no qual a ideia que aquilo me transmite é que as substâncias químicas que compõem o produto acabam por ser absorvidas pelo organismo, ficando os seus utilizadores completamente tontinhos, o que faz com se ponham a cantar e a tentar demonstrar que sem isso morreriam de tédio.
No género "pacote" vêm os da TMN. Num aparece uma caixa de supermercado a fazer já nem me lembro o quê e, logo de seguida, aparece um boneco a dizer-lhe umas balelas. O anúncio é tão mau que nem consigo fixar o que pretendem vender nem qualquer outro tipo de mensagem. Ainda da TMN há um outro onde aparece uma jovem de sotaque brasileiro e que pede a um imbecil o portátil deste para fazer uns uploads de fotos sugestivas com ela. O mocinho fica todo atordoado e eu sem perceber, mais uma vez, o que se quer vender. Num terceiro há um tipo que desmaia, umas jovens que o tentam ajudar e ele diz "boca-a-boca" e eu mudo de canal.
Ah, também existe um da Optimus a falar de telemóveis pré-históricos cujo toque faz sair de uma gruta um troglodita que se vai aproveitando para se roçar nas meninas que se encontram na praia.
E ainda falavam do "Quitoso - Loção e shampoo"!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Silly season

É quando os vizinhos de baixo resolvem ligar, durante a noite e com uma temperatura do ar a rondar os 20º C, um aparelho de ar condicionado que não funciona bem e produz uma tremenda vibração (abençoados tampões para ouvidos da natação que também servem para o ruído).
É quando a Refer resolve fechar o acesso automóvel à estação de Braço de Prata para criar lugares para entidades que, até ver, nunca precisaram dos mesmos (agora temos o estacionamento da estação sempre vazio).
É quando toda a gente vai para Albufeira e Armação de Pêra por já não aguentarem a confusão de Lisboa.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Amigos do ambiente

Existe em Portugal a ideia de que afunilar ruas, atravancar o trânsito ou temporizar mal os semáforos é uma boa medida para reduzir o volume de tráfego nas estradas e, assim, ser-se amigo do ambiente. Ontem à tarde assisti a um bom exemplo deste tipo de políticas.
Ao regressar da Aroeira demorei a chegar ao Cais do Sodré uns escassos 20 minutos. Daí até Santa Apolónia foi quase outro tanto ou até mais. Isto porque:
  1. A Ribeira das Naus afunila
  2. A Ribeira das Naus e o semáforo junto à Estação do Sul e Sueste atravanca
  3. Todos os semáfores entre as Estações do Sul e Sueste e Santa Apolónia estão mal temporizados
A primeira é já conhecida de todos os que têm a infelicidade de ter que atravessar aquela zona. Ao afunilar aquela via, o trânsito é forçado a andar em filinha pirilau. E agora parece que ainda querem lá (re)pôr autocarros para atrapalhar ainda mais a vida das pessoas.
A segunda também é bem conhecida, embora menos perceptível. O semáforo da Infante D. Henrique junto ao terminal da Rua da Alfândega/Estação do Sul e Sueste está temporizado para facilitar a vida aos autocarros que venham da Rua da Alfândega, coisa que aos Domingos é quase digna de primeira página de um qualquer tablóide de notícias sensacionalistas, tal a quantidade de autocarros a circular na cidade. O resultado é termos uma fila interminável desde o Cais do Sodré a tentar sair dali rapidamente, mas que ficam presa num semáforo que só está aberto uns 30 segundos e fechado 90!
E chegamos à terceira etapa da nossa prova de paciência. Daí para a frente e até Santa Apolónia todos os semáforos estão trocados. Paramos num e vemos o seguinte aberto. Quando arrancamos daquele em que estamos parados fecha o da frente. E isto repete-se...
E depois afirmam que com estas medidas se diminui o trânsito na cidade e se melhora o ambiente! Com tanto pára-arranca e automóvel parado só se for na imaginação de alguma mente mais obtusa, porque na vida real acontece exactamente o contrário.