segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Fantástico

Um grupo organizado anda durante a noite e pela cidade de Lisboa com um escadote de três metros, encosta-o ao edifício dos Paços do Concelho, sobe por ele até à varanda do edifício e troca a bandeira da cidade pela bandeira monarquica. Tudo isto sem que a polícia, ou qualquer outra autoridade, tivesse dado por nada.
Por acaso só levavam uma bandeira. Podiam levar outra coisa qualquer. Uma bomba, por exemplo.
E depois ainda há quem me pergunte por que raios eu acho que este país não deve existir!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Silly season agora na publicidade

Sim, a silly season também existe na publicidade.
Há agora por aí uns anúncios que até me fazem ficar saudoso do saudoso (ok, hoje não estou inspirado) slide do Quitoso e do seu menino piolhoso a coçar o couro cabeludo.
Temos um a um fixador de placas no qual a ideia que aquilo me transmite é que as substâncias químicas que compõem o produto acabam por ser absorvidas pelo organismo, ficando os seus utilizadores completamente tontinhos, o que faz com se ponham a cantar e a tentar demonstrar que sem isso morreriam de tédio.
No género "pacote" vêm os da TMN. Num aparece uma caixa de supermercado a fazer já nem me lembro o quê e, logo de seguida, aparece um boneco a dizer-lhe umas balelas. O anúncio é tão mau que nem consigo fixar o que pretendem vender nem qualquer outro tipo de mensagem. Ainda da TMN há um outro onde aparece uma jovem de sotaque brasileiro e que pede a um imbecil o portátil deste para fazer uns uploads de fotos sugestivas com ela. O mocinho fica todo atordoado e eu sem perceber, mais uma vez, o que se quer vender. Num terceiro há um tipo que desmaia, umas jovens que o tentam ajudar e ele diz "boca-a-boca" e eu mudo de canal.
Ah, também existe um da Optimus a falar de telemóveis pré-históricos cujo toque faz sair de uma gruta um troglodita que se vai aproveitando para se roçar nas meninas que se encontram na praia.
E ainda falavam do "Quitoso - Loção e shampoo"!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Silly season

É quando os vizinhos de baixo resolvem ligar, durante a noite e com uma temperatura do ar a rondar os 20º C, um aparelho de ar condicionado que não funciona bem e produz uma tremenda vibração (abençoados tampões para ouvidos da natação que também servem para o ruído).
É quando a Refer resolve fechar o acesso automóvel à estação de Braço de Prata para criar lugares para entidades que, até ver, nunca precisaram dos mesmos (agora temos o estacionamento da estação sempre vazio).
É quando toda a gente vai para Albufeira e Armação de Pêra por já não aguentarem a confusão de Lisboa.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Amigos do ambiente

Existe em Portugal a ideia de que afunilar ruas, atravancar o trânsito ou temporizar mal os semáforos é uma boa medida para reduzir o volume de tráfego nas estradas e, assim, ser-se amigo do ambiente. Ontem à tarde assisti a um bom exemplo deste tipo de políticas.
Ao regressar da Aroeira demorei a chegar ao Cais do Sodré uns escassos 20 minutos. Daí até Santa Apolónia foi quase outro tanto ou até mais. Isto porque:
  1. A Ribeira das Naus afunila
  2. A Ribeira das Naus e o semáforo junto à Estação do Sul e Sueste atravanca
  3. Todos os semáfores entre as Estações do Sul e Sueste e Santa Apolónia estão mal temporizados
A primeira é já conhecida de todos os que têm a infelicidade de ter que atravessar aquela zona. Ao afunilar aquela via, o trânsito é forçado a andar em filinha pirilau. E agora parece que ainda querem lá (re)pôr autocarros para atrapalhar ainda mais a vida das pessoas.
A segunda também é bem conhecida, embora menos perceptível. O semáforo da Infante D. Henrique junto ao terminal da Rua da Alfândega/Estação do Sul e Sueste está temporizado para facilitar a vida aos autocarros que venham da Rua da Alfândega, coisa que aos Domingos é quase digna de primeira página de um qualquer tablóide de notícias sensacionalistas, tal a quantidade de autocarros a circular na cidade. O resultado é termos uma fila interminável desde o Cais do Sodré a tentar sair dali rapidamente, mas que ficam presa num semáforo que só está aberto uns 30 segundos e fechado 90!
E chegamos à terceira etapa da nossa prova de paciência. Daí para a frente e até Santa Apolónia todos os semáforos estão trocados. Paramos num e vemos o seguinte aberto. Quando arrancamos daquele em que estamos parados fecha o da frente. E isto repete-se...
E depois afirmam que com estas medidas se diminui o trânsito na cidade e se melhora o ambiente! Com tanto pára-arranca e automóvel parado só se for na imaginação de alguma mente mais obtusa, porque na vida real acontece exactamente o contrário.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Pavilhão Atlântico - 30 de Julho de 2009 - 21 horas

Excelente!
É como eu defino o espectáculo de Leonard Cohen a que tive o privilégio de assistir ontem no Pavilhão Atlântico.
Foram 2 horas e meia, com um intervalo de 15 minutos ao fim dos primeiros 60, em que o cantautor desfolhou o albúm de recordações musicais da sua carreira com um vigor que até nos faz esquecer que estamos a ver um homem de 74 anos.
Na retina ficam as suas saltitantes saídas de palco, como se fosse um menino, e aquele sorriso, às vezes quase traquinas, com que brindava o público. E que voz... aos 74 anos!
O naipe de músicos que o acompanha nesta digressão é de primeira apanha (excelentes aquele guitarrista catalão, o soprista e uma das senhoras do coro - que voz - isto, claro, sem desprimor para os restantes 7 - pena não me lembrar dos nomes deles). Não se ouviu uma fífia que fosse.
O som! Que maravilha de som! Quem disse que o Pavilhão Atlântico tem problemas acústicos? Ontem ficou provado que o problema não está no Pavilhão, mas talvez em quem não saiba adaptar o som, principalmente o seu volume, às condições do mesmo. Não se ouviu ou sentiu um feedback ou um eco que fosse. Bastou manter o volume a um nível q.b., sem decibéis a mais, para que a coisa funcionasse na perfeição. E com tudo perfeitamente audível.
Já tenho o CD da digressão, mas depois disto vou também comprar o DVD. Vale a pena!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Não, não sou o único

No Jornal de Negócios Online de hoje vem:

Federação ibérica é ideia que entusiasma mais portugueses que espanhóis
"De Espanha nem bons ventos, nem bons casamentos" parece ser um adágio completamente desajustado do que pensam hoje os portugueses sobre o país vizinho.


Eva Gaspar
egaspar@negocios.pt

“De Espanha nem bons ventos, nem bons casamentos” parece ser um adágio completamente desajustado do que pensam hoje os portugueses sobre o país vizinho.

Segundo os resultados de um barómetro realizado pela Universidade de Salamanca, hoje divulgados pela agência Lusa, os portugueses mostram-se inclusivamente mais favoráveis do que os espanhóis perante a ideia de avançar com uma união política entre os dois países.

Uma eventual federação ibérica é apoiada por quase 40% dos portugueses e por cerca de 30% dos espanhóis inquiridos (com outros 30% a dizerem-se indiferentes).

Quando se trata de avaliar as relações entre os dois países, a opinião maioritária dos dois lados da fronteira é que são boas ou mesmo muito boas, apesar da persistência de contenciosos delicados, nem sempre valorados de igual forma. É o caso do aproveitamento da água dos rios, assunto considerado "muito problemático" por 25,3% dos portugueses, mas apenas por 6,1% dos espanhóis.

Em relação às áreas prioritárias de cooperação, portugueses e espanhóis estão de acordo, ao pôr no topo da lista a melhoria da colaboração policial, judicial e militar.

Também vêem com bons olhos a realização de reuniões trimestrais entre os dois governos (actualmente são anuais), bem como a supressão de barreiras à mobilidade laboral e empresarial. Já a harmonização fiscal surge mais para o fim, e como uma prioridade muito mais reclamada pelos portugueses (60%) do que pelos espanhóis (37%).

Os negócios entre os dois países são considerados relativamente simples, mas em Portugal a visão é um pouco mais pessimista, com 17% a avaliá-los como "muito ou bastante" problemáticos (contra 12% de espanhóis).

As ligações viárias e ferroviárias satisfazem a maioria, com 10,5% dos portugueses dizem serem muito ou bastante difíceis – percentagem que curiosamente duplica em Espanha, com 20,7% a queixar-se das ligações ao vizinho do Atlântico.

Com uma amostra de 876 pessoas (363 portugueses) o barómetro de Opinião Luso-Espanhol foi realizado em Abril e Maio pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Salamanca com o apoio do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa de Lisboa.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Estranho rótulo

Fiquei hoje a saber que em Portugal ainda há glaciares. Pelo menos é o que dá para deduzir de uma garrafa de água do Pingo Doce que diz "Água de Nascente" e por baixo, numas letras mais pequenas "Água de Nascente Glaciar".
Estranhei aquele "Nascente Glaciar" e pus-me a ver as letrinhas mais miúdinhas da garrafa à procura do local da captação. Fiquei a saber que este se situa na "histórica nascente glaciar situada a 1400 metros de altitude no coração da zona protegida do Parque Natural da Serra da Estrela".
Como qualquer nascente glaciar é de águas provenientes do degelo dos glaciares, da próxima vez que for à Estrela irei estar com atenção para ver se vejo o tal glaciar, do qual veio a água que estou a beber neste momento!