segunda-feira, 20 de julho de 2009

Mais um fim-de-semana que passou

Mais um fim-de-semana que passou com algumas ocorrências interessantes e outras que de interesse pouco ou nada têm.
Walter Conkrite, um dos mais prestigiados jornalistas norte-americanos, se não for o mais prestigiado, faleceu na sexta-feira passada, ironicamente na mesma altura em que se celebra o 40º aniversário da chegada do Homem à Lua, facto que ficará para sempre associado à carreira do jornalista.
O Metro de Lisboa resolveu brindar os seus passageiros/utentes/clientes com comboios-mini na Linha Azul, facto que o vírus da H1N1 agradece muito, tal a concentração de passageiros a que as composições de três carruagens obrigaram.
Falando nesse vírus, apareceram mais uns quantos casos de infectados em Portugal, mas, e apesar de tudo, os cientistas e os médicos afirmam que esta estirpe não é tão maligna como outras.
Em Lisboa um prédio na Almirante Reis ardeu, tendo o incêndio começado no piso onde existia uma pensão ilegal, na qual se amontavam imigrantes e outros. Estranhamente li num jornal que parte dos hóspedes encontrar-se-ia lá através do apoio da Santa Casa da Misericórdia! Confusão do jornalista ou o caos a que chegou este país?
Falando em caos, já há mais outro ex-ministro de Cavaco Silva na lista dos arguidos do caso BPN. Quantos mais faltarão?
Mas o mais importante de tudo foi mesmo o facto do meu PC ter ido à vida na sexta-feira à noite! E como a avaria é logo na motherboard, lá terei que ir comprar um nos próximos dias (sim, para mim motherboards avariadas implicam um PC novo).
Foi assim o fim-de-semana.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Candidatos

Um promete mais um túnel, desta vez no Saldanha, o outro promete novas extensões de metro para as zonas norte e ocidental e redes de eléctricos rápidos para a zona oriental.
Quanto aos eleitores, esses deixam-se estar na sua vidinha de sempre, porque de boas intenções...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Será tudo estrada?

Nos últimos anos habituamo-nos a assistir às manifestações auto-elogiosas e narcisísticas da detentora da concessão de exploração de transportes de superfície na cidade de Lisboa. Nessas manifestações, e para além da alegada melhoria da oferta, é sempre realçada a excelente imagem que o pessoal tripulante transmite graças ao rejuvenescimento efectuado nesse período. Como já disse várias vezes, esta é uma afirmação com a qual não concordo, continuando a sentir muitas saudades dos antigos motoristas e muito poucas da maioria dos actuais.
Correndo o risco de me repetir, agora sou capaz de ficar 10 minutos num terminal a olhar para um autocarro parado com a porta fechada e com um motorista lá dentro tranquilamente a fumar, de andar numa autêntica corrida de carrinhos-de-choque, com tantos e tão bruscos arranques e travagens, já para não falar na sempre revoltante imagem de maltratarem as pessoas de idade que não conseguem validar o seu título sem-contacto, mas que quando devem actuar para evitar passageiros clandestinos até viram a cara.
Hoje assisti a uma nova modalidade, na qual tudo é estrada para o motorista: na paragem do Poço do Bispo um motorista na 718 conseguiu atingir com o retrovisor a cabeça de uma das pessoas que estavam na paragem à espera do autocarro!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Hoje...

... sinto-me chocho!
Nem vontade de rir tenho e quando o faço é com esforço e sacrifício!
E ainda me faltam 8 meios dias para o fim-de-semana!

domingo, 12 de julho de 2009

Parabentear

Comprei na sexta-feira a última edição da revista Visão História dedicada ao 40º. aniversário da alunagem da Apolo XI.
A sua leitura tem-me desiludido. Há erros de paginação e de arranjo gráfico que cortaram parte de alguns parágrafos, tornando a leitura de algumas partes difícil ou mesmo impossível.
Mas para mim, o "melhor" do que li até agora aparece na página 46, num artigo sobre as diversas teorias que defendem que a ida à Lua foi uma fraude. A dada altura a jornalista escreve, como prova de que a teoria da fraude não tem fundamento, que "os cosmonautas da União Soviética apressaram-se a parabenizar os seus rivais"!
A primeira vez que vi este verbo (que até me custa dizer) foi num dos muitos powerpoints lamechas made in Brazil que me enchem a caixa de e-mail. Voltei a vê-lo ou ouvi-lo mais algumas vezes sempre em contextos tropicais.
Esta palavra sempre me pareceu como pertencente ao clube das palavras inventadas, tarefa bastante comum no Brasil, onde se usa muito o sistema usado pelas crianças de todo o Mundo que, quando não conhecem as palavras que exprimem aquilo que querem transmitir, limitam-se a inventá-las. Ontem quando a vi na Visão, resolvi finalmente ir verificar no dicionário se aquilo existe. E existe. Tanto o dicionário da Porto Editora como o da Priberam são unânimes em afirmar que:
parabenizar
(parabém + -izar)
v. tr.
Bras. Dar os parabéns a. = felicitar, parabentear
Ou seja, esta palavra até existe, mas no português (acho que é isso que se chama àquilo) do Brasil. No de cá, no brasileiro de Portugal, usam-se os verbos felicitar ou, se quiserem dar numa de intelectuais, parabentear! Parabenizar em Portugal não existe!
É que, seguindo a ideia de um célebre anúncio de lacticínios, se não formos nós a defender a nossa língua e a nossa cultura, quem a defenderá?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O regresso da casa arrumada!

Quando na quarta-feira passada reparei que o cartaz do Costa já não estava na Rua Bispo de Cochim em Xabregas, pensei logo, na minha ingenuidade, que ele o tinha mandado retirar por o ter achado de muito mau gosto e um verdadeiro atestado de estupidez ao eleitorado lisboeta.
Puro engano. Afinal apenas mudou de esquina. Antes estava junto à estação de serviço da BP na Infante D. Henrique (virado de frente para quem teve a infelicidade de vir da Baixa e daquele caótico sistema de circulação), agora atravessou a rua e está junto à Rua de Xabregas, de frente para quem segue para a Rua da Madre Deus, encostadinho ao muro que delimita os terrenos da Refer.
A vantagem desta nova localização é que agora não tenho que ver aquela ... porcaria sempre que venho da Baixa.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A quem competirá?

Esta é uma dúvida que eu tenho sempre que viajo na Carris e assisto a certas coisas: a quem competirá zelar para que tal não aconteça?
Ontem, na paragem do 759 (where else?) no Rossio entrou uma mulher com aspecto de depender de certas e determinadas substâncias que além de não ter validado ou pago qualquer tipo de transporte (nem sequer esboçou o gesto de fingir que o pretendia fazer) ainda ia a fumar alegre e despreocupadamente. Como só entraram 3 pessoas (a contar com ela), o motorista daquele autocarro não pode alegar que não viu, pois não houve confusão para tal.
Será que é da competência dos outros passageiros zelar pelo cumprimento da lei? Assim não dá!

Piquena
nota final: quando a tal mulher apagou o cigarro, reparei que no chão havia mais beatas, sinal que já antes alguém havia fumado dentro daquele autocarro. Outros passageiros, o próprio motorista quando parou no terminal?