sábado, 27 de junho de 2009

Outro tema recorrente

A Carris.
Há cerca de um ano enviei para a Carris uma pergunta sobre o que eles pensavam fazer com o "bom e adequado" serviço que alegadamente prestam na zona de Xabregas. A resposta veio passadas umas semanas com uma enorme quantidade de coisas fantásticas, entre as quais, e relativamente a um possível prolongamento do 39 a Santa Apolónia para permitir uma melhor ligação ao ML, vinha: (...) no que se refere à carreira 39, informamos que a ligação entre Xabregas e Santa Apolónia pode ser efectuada através da carreira 759, a qual manteve inalterado o seu nível de serviço, mesmo com o prolongamento do serviço do metropolitano a Santa Apolónia. (...) Do ponto de vista da procura, pelos dados que dispomos, não existem motivos que sugiram uma necessidade de prolongamento da carreira 39 a Santa Apolónia, mesmo com o prolongamento do metro. Lembramos que, de Xabregas, é possível ligar a outros locais, onde existe metro, como é exemplo a Praça do Chile, através das carreiras 718 e 742.
Assim, e porque na Carris há relatórios que dizem que não há procura que justifique, a carreira 39 continua a ficar no meio do nada, a cerca de 1,5 Kms de um terminal do ML. E isto mesmo quando o 759 enche em Santa Apolónia e esvazia nas três paragens de Xabregas.
Má vontade da minha parte?

É um tema recorrente

A verdade é que mais uma vez não deve ter acontecido nada de importante neste mundo. Pelo menos é a ideia com que fico quando vejo/oiço noticiários que abrem sempre com o facto do Michael Jackson não ter sido morto!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Para comprar casa, agora é que é

Ultimamente oiço e leio em todo o lado que "agora é que está bom para comprar casa". Fiando-me nessa resolvi começar a procurar uma e o resultado tem sido, até ao momento, desastroso.
Sinceramente não consigo ver porque é que está bom "para se comprar casa". Ou sou eu que não sei procurar ou então tenho azar, mas a ideia com que fico é que o mercado está saturado mas de refugo, restos e outros desperdícios que ninguém quis.
É um pouco como os saldos do pronto-a-vestir e do calçado: nunca encontro nada à minha medida!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Fim do passe?

Pois é, lá se passou um mês e por isso mesmo termina hoje a validade do meu passe. Nesse período vi, aconteceu, senti, sofri, ouvi e, principalmente, cheirei:
  • A regularidade da Carris parece-me estar pior (a fazer lembrar o início da década de 1990, talvez por efeito das demasiadas obras do Costa do Município, mas não só). Quando viajei numa de aventureiro, sem destino definido e sem estar à espera de autocarro ou eléctrico, limitando-me a entrar num carro qualquer quando este aparecia e eu estava junto a uma paragem, a coisa até correu bem, mas quando tinha destino definido...;
  • A meio do jogo mudaram as regras e assim o dia 12 de Junho passou a levar com o horário de Verão (ou seria uma redução de serviço equivalente ao horário de Verão?), quando antes era anunciado como estando em vigor o horário de férias escolares;
  • Fui obrigado a assistir ao espectáculo degradante dos motoristas quase baterem nas velhinhas que não conseguem validar o título de transporte, ao mesmo tempo que tinha que partilhar o pivete que um mangas qualquer deixava no ar e que por acaso até tinha entrado na paragem antes da paragem da velhinha sem picar o bilhete e sem que ninguém fizesse nada contra isso;
  • Aliás, parece-me que actualmente uma parte importante da clientela da Carris é composta por todo o tipo de mal-cheirosos. Numa das viagens que fiz a parte de trás do autocarro estava completa com um grupo de drogados e respectivo smell #5 e um grupo de imigrantes de leste completamente embriagados e cujo cheiro a vinho azedo chegava à frente do autocarro;
  • Não sei se para compensar atrasos ou por terem mesmo o pé pesado e as mãos rígidas, o certo é que me fartei de levar com acelerações despropositadas, seguidas de travagens bruscas e curvas feitas com uma suavidade de fazer ir ao chão mesmo quem ia sentado. Numa das viagens cheguei a levar com a porta de saída em cima e nem sequer era o último a querer sair e noutra o motorista resolveu usar o travão de estacionamento quando o autocarro ainda estava em movimento;
  • Apesar de os autocarros andarem geralmente atrasados eu ainda apanhei com motoristas apressados que saíam do terminal antes do horário afixado (em dois casos fiquei apeado, num terceiro tive a felicidade de me ter despachado mais cedo da natação e ainda apanhei o autocarro. Depois da saída antecipada fomos o resto do caminho a pisar ovos;
  • No metro há estações fechadas e continuei a não conseguir ter nas estações mais recentes (Terreiro do Paço e Santa Apolónia) uma boa ligação aos autocarros;
  • Para ajudar a isto tudo ainda há o novo sistema de circulação da Baixa que não afecta apenas os automobilistas, ao contrário do que o arrogante presidente de câmara actualmente em funções pretende fazer crer.
Nem tudo foi mau.
  • No dia em que resolvi comprar um compressor para o meu aerógrafo tive sorte: apanhei um autocarro da 742 com um motorista espectacular que até ficou parado à espera que eu me acabasse de arrastar (mais ao compressor) até um lugar sentado;
  • Uns dias depois na estação de Roma, um maquinista do Metro esperou por mim (é a vantagem de terem colocado as portas de entrada do lado Sul em linha de vista com a linha)!
Mas estes dois episódios não chegaram para limpar a imagem com que fiquei dos transportes de Lisboa. Contudo, e dado que actualmente ando num processo de procura activa de casa, acabo por ficar preso a esta triste realidade.
Assim, e mesmo quando se avizinha na Carris uma época com 3 horários distintos e reduzidos (férias escolares, Verão e Agosto) e calculando eu que no Metro também haverá redução de serviço, mesmo que noutros moldes, lá terei que renovar o passe, nem que seja por apenas mais um mês (sim, em Agosto não me está mesmo nada a apetecer andar com um passe no bolso que me custará o mesmo que no resto do ano, mas que em troca apenas terei direito a metade do que deveria)!

terça-feira, 23 de junho de 2009

O que se passa no Brasil?

Desde a semana passada que o meu blog(zito) tem levado com uma enchente de visitantes vindos do Brasil e todos eles chegados da mesma forma, através de pesquisas feitas no Google.
O mais curioso é que essas pesquisas são sempre por "nomes de cavalos" ou "nomes para cavalos", havendo uma outra com "nomes cavalos ".
Ao todo representam quase 20% das visitas dos últimos dias.
Será que existe alguma festividade nacional brasileira que consiste em dar nomes aos cavalos por alturas do solstício de Junho (não posso dizer de Verão, pois no Brasil agora é Inverno)?

domingo, 21 de junho de 2009

Sentido de oportunidade apurado

Não é certamente o que tem quem achou por bem fechar 4 das 6 faixas de rodagem da Ponte Vasco da Gama num fim-de-semana de Verão, época em que toda a gente sabe que as duas pontes sobre o Tejo em Lisboa são mais que insuficientes.
Tudo para que se fizesse (mais) uma prova de ciclismo.
A vida dos lisboetas começa a tornar-se insuportável!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O pão não cai do céu

O título deste post foi roubado do título de um dos livros de José Rodrigues Miguéis.
Mas para algumas pessoas parece que esse é mesmo o seu modo de vida. Há uns meses atrás apareceu uma senhora na piscina do Ateneu Comercial de Lisboa, às portas de Santo Antão, mesmo ao lado do Coliseu, onde eu nado e ginastico o meu balofo corpinho.
Dizia eu, apareceu por lá uma senhora que várias vezes por semana ia para a piscina, entrava na água sem dizer nada a ninguém, nem sequer um boa tarde e ficava a fazer fosquinhices na água, como se fosse mais um utilizador da natação livre. Um dia, passado uns 2 meses, resolveu ir ter com a professora e perguntar-lhe se ninguém lhe dava aula! A senhora foi lá durante 2 meses, nunca disse nada a ninguém, entrava na piscina sem sequer perguntar para que pista poderia ir e começava a nadar (não era bem isso, mas não sei que nome chamar) e no fim sai-se com aquela, como se toda a gente tivesse que advinhar que ela não era utilizadora da natação livre, mas aluna de aulas com professor.
Na semana passada realizou-se mais uma exposição de modelismo ferroviário na Junta de Freguesia de São João. Para além da maquete instalada e de workshops estava prevista uma feira de trocas, a qual acabou por ser um fiasco por não ter aparecido ninguém ou quase ninguém. Na segunda-feira (um dia depois da exposição terminar) vi num fórum em que participo a queixa de alguém que tinha tido pena que não tivesse havido feira de trocas porque ele até tinha material para negociar! Quando outro dos participantes lhe perguntou o porquê de ele não ter exposto o material a resposta foi esclarecedora:
Eu ainda levei e tinha tudo no carro, mas como ninguém havia falado comigo e mais ninguém tinha material, reservei-me.
Uau! A ver se eu entendi bem. O tipo tem coisas para trocar/vender. Leva-as todas, mas deixa-as no carro. Chega à exposição e fica, pelos vistos, à espera que alguém da organização olhe para ele e pense "Eh pá, aquele gajo tem cara de quem tenha o carro repleto de material para a feira de trocas".
Pois é, o pão nunca cai do céu. E se o querem papar terão que se chegar à frente.