sábado, 30 de maio de 2009

Mudai a lei eleitoral

Carlos César, presidente do governo regional açoreano, afirmou que para combater a abstenção o voto deveria passar a ser obrigatório.
Como eleitor eu proponho outra abordagem: os resultados eleitorais deveriam ser calculados em função do número de eleitores e não de votos. Passo a explicar.
Como os resultados calculados em função do número de votos (A teve 30% dos votos, B 20%...) todos os lugares a eleição são sempre preenchidos - não estou a considerar as eleições presidenciais. Ora, se o total (os 100%) não fosse relativo aos votos, mas sim aos eleitores, no final uma percentagem de lugares, equivalente ao peso da abstenção, ficariam por preencher.
Do ponto de vista cénico, e no caso da Assembleia da República, o resultado seria o mesmo de agora, com as bancadas vazias! Do ponto de vista político o resultado já seria outro e talvez assim os partidos começassem a pensar em mudar, apresentando ao eleitorado candidatos de valor e não nomes que de valor pouco ou nada têm.
Como vê, Senhor Carlos César, provavelmente a maioria dos que não vão a votos não o faz por desleixo ou falta de sentido cívico. A maioria fá-lo porque não tem em quem votar ou que seja merecedor de tal confiança. E se tiver dúvidas é uma questão de descer desse pedestal em que vive e ir para a rua ouvir a conversa do povo. Vai ver que vai aprender muito.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Vivam as férias

Entrei de férias, mas os últimos tempos de trabalho foram tão intensos e desmotivantes que ainda nem senti aquele je ne sais quoi que sinto sempre que entro de férias.
E o pior é que entrei de férias e não faço ideia nem tenho imaginação para dar destino às próximas 3 semanas (tirando os dias 11 a 14 de Junho, mas isso não fui eu que engendrei).
Acho que estou a entrar numa daquelas fases em que tenho que levar um daqueles pontapés no rabo que nos fazem andar para a frente.
E isso é uma treta!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Balanços logo ao início. Eis o resultado!

No dia 23 de Março escrevi um post intitulado de "Balancos logo ao início" e que versava (gosto desta) sobre a estranha mania que há em se fazer balanços precipitadamente, quando as situações que estão em análise ainda decorrem.
O primeiro exemplo que apontei foi o da CMLisboa que, relativamente às obras do Terreiro do Paço, fez um "balanço" logo nos primeiros dias onde afirmava que tudo tinha corrido pelo melhor.
Poucos dias depois chegou a vez da Carris. Mais uma vez, tudo correu bem, tendo a empresa afirmado que as alterações de circulação atrás referidas não implicaram penalizações significativas nos tempos de percurso das carreiras envolvidas, verificando-se mesmo ganhos em alguns troços. Estes balanços seriam aparentemente semanais, como se depreende do pomposo título de

CARRIS EFECTUA BALANÇO SEMANAL NO ÂMBITO DAS ALTERAÇÃO
DA CIRCULAÇÃO MOTIVADAS PELAS OBRAS NA PRAÇA DO COMÉRCIO

Curiosamente em 4 meses apenas foi emitido um "balanço semanal".
Isto tudo vem no seguimento de uma queixa por mim feita na passada sexta-feira, depois de ter ficado apeado na paragem do 759, e da qual recebi hoje a resposta.

A queixa:

Boa noite,

Hoje quando me dirigia para o terminal dos Restauradores da carreira 759, por volta das 20:05 deparei-me com a saída do autocarro que lá se encontrava parado. Desconheço se aquele autocarro era o das 19:56 ou se era mesmo o das 20:09, mas eu e outro passageiro acabamos por ficar apeados, tendo eu desistido (mais uma vez) de usar os vossos serviços cerca das 20:20, depois de ter chegado ao lado nascente dos Restauradores um autocarro da 759 que seguiu fora de serviço para a Avenida da Liberdade ("vantagens" do fim da Estação de Cabo Ruivo.

Gostaria de saber se aquele autocarro estava realmente atrasado (o que a ser verdade é estranho, pois o mesmo saíu com pouca gente) ou se alguém tomou a liberdade de o fazer sair mais cedo que o horário, com os evidentes transtornos para os passageiros.

Com os melhores cumprimentos,
Ricardo Moreira

A resposta (com sublinhado meu):

Exmo. Senhor

Ricardo Moreira <- Sou eu

Recepcionamos e agradecemos o e-mail que nos enviou.

Considerando o teor do mesmo, informamos que o autocarro que saiu dos Restauradores às 20h05 partiu com atraso - devia tê-lo feito às 19h56. A viagem seguinte, que devia partir às 19h09 só aconteceu às 20h30. O Autocarro que viu no outro lado da Praça tinha terminado o seu serviço, também atrasado em relação ao horário programado.

Nas últimas semanas, a carreira 759 tem tido alguns problemas de regularidade, devido às obras em curso na zona da Praça do Comércio, que provocam enormes congestionamentos de trânsito, com as respectivas consequências em atrasos na carreira - não só na carreira 759, mas em todas as que atravessam esta zona.

Estamos em crer que, com o fim próximo anunciado das obras, a situação retomará a normalidade.

Embora por motivos alheios à nossa vontade não podemos deixar de lamentar os transtornos causados.

Com os melhores cumprimentos.

Afinal em que é que ficamos? E será que com isto aprenderam a não fazer "balanços" logo à cabeça?

terça-feira, 26 de maio de 2009

Empassado

Sim, comprei passe para os próximos 30 dias.
Vamos ver o que me espera!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Foi hoje

Hoje fiz anos.
Toda a gente me deu os parabéns.
Confesso que não sei por que se dá os parabéns nestas alturas, mas eu acabo por fazer o mesmo quando são os outros a fazer anos porque, aparentemente, parece bem.
Dizia eu, toda a gente me deu os parabéns. Terei eu feito algo de mérito para merecer tal manifestação? Limitei-me a passar os últimos 12 meses sentado no sofá a olhar para a parede da frente à espera que o calendário desse a volta para que mais uma vez toda a gente viesse ter comigo e me dissesse "parabééééns".
Fora isso foi um dia normal: aturei palermas no emprego (por acaso hoje a quantidade destes seres nem foi particularmente elevada) e a Carris brindou-me com mais uma das suas excelentes prestações quando regressei da natação!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Estranhas impossibilidades

Há cerca de um ano (ou se calhar até mais) enviei para os Transportes Sul do Tejo (TST) uma sugestão no sentido de disponibilizarem no site informação tarifária. A resposta chegou poucos dias depois. Segundo os TST essa informação não era possível de colocar ou calcular no site devido a diferenças de tarifário existentes entre as carreiras urbanas e suburbanas (por motivos legais, acrescento). Achei estranha esta resposta, pois quando um utilizador já sabe qual ou quais as carreiras a usar não há nada que, tecnicamente, impeça o cálculo do preço do bilhete para a viagem pretendida. Além disso há sites onde se consegue calcular o preço das viagens para vários tipos de serviços (veja-se o site da CP). O algoritmo está feito, caso contrário como é que as máquinas de venda a bordo dos autocarros da TST conseguiam calcular o preço dos bilhetes?
Durante este mês, a Carris colocou em funcionamento o seu novo site. Uma das novas ferramentas permite efectuar a pesquisa de carreiras indicando a origem e o destino (O/D) pretendidos. A coisa dá para o torto quando se escolhe um par O/D para o qual não há ligação directa. Nesses casos a resposta é, por exemplo:
Não existem carreiras que passem na Estação Campolide e na Xabregas
Curiosamente se eu fizer a mesma pesquisa no Google já obtenho resultados (são-me apresentadas viagens do 702 até aos Restauradores, seguindo-se outras do 759 até Xabregas). O engraçado é que os dados constantes na base de dados do Google são fornecidos pela ... Carris!
Afinal, o que é que impede estas coisas de funcionarem?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Esclarecimento

Uma amiga minha disse-me por e-mail que tinha achado demais o facto de eu ter comparado Salazar ao Cristo-Rei. Se ofendi alguém com esse post fica aqui o meu mais sincero pedido de desculpas.
Na realidade quando fiz esse post (que consistia apenas na colagem de uma foto de Salazar a outra do Cristo-Rei) não quis comparar Salazar com Jesus Cristo, mas tão-somente comparar a "cara" da estátua com a de Salazar.
Atendendo a que o Monumento ao Cristo-Rei foi erigido como forma de agradecimento pelo facto de Portugal não ter participado na II Grande Guerra Mundial e que Salazar era visto e considerado como o obreiro desse "milagre", não deixam de ser curiosas as semelhanças existentes entre a estátua e Salazar. Aquele nariz adunco e o queixo saliente tanto num como noutro são coincidências
deveras "estranhas".
E foi apenas isto que eu quis mostrar, nada mais.