segunda-feira, 27 de abril de 2009

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril


Para celebrar o 35º aniversário do 25 de Abril apeteceu-me contar uma história que a minha avó materna me contou uma vez, estavamos nós os dois na janela da sala dela, janela que dava para a Sé e para as traseiras do Aljube.
A história que ela me contou foi a da célebre fuga do Aljube levada a cabo por um grupo de presos políticos através de uma janela da cadeia de onde saltaram para os telhados dos prédios vizinhos passando de prédio em prédio até junto de um cúmplice, que vivia numa água furtada ou num dos últimos andares de um desses prédios, chegando assim, e finalmente, à rua.
Quando ela me contou
este episódio o 25 de Abril tinha sido há apenas 3 ou 4 anos e eu teria os meus 5 ou 6 anos. Para um miúdo daquela idade o facto de haver uma prisão (que por acaso já tinha sido encerrada há muito) ao pé da casa da avó e de haver presos a fugir de lá era simplesmente aterrador. Para mim, presos eram só os homens maus que roubavam e faziam outras maldades. E mesmo que soubesse que uns anos antes podia haver homens e mulheres presos por dizerem o que pensavam dificilmente compreenderia o que isso significava. Só anos mais tarde compreendi o que se tinha passado naquela noite de fuga e o que se passava naquela prisão.
E também só então compreendi a alegria incontida com que a minha avó me contou a história daquela fuga. E compreendi também porque fugiam aqueles homens e porque, do lado de fora, havia sempre quem os ajudasse e se regozijasse com a sua fuga, tal como o fizeram, pela calada, muitos dos moradores daqueles prédios quando, na manhã do dia seguinte, viram os indícios da fuga.
Fica aqui a minha homenagem a todos os que foram perseguidos, presos e torturados nessa idade das trevas.
Haverá melhor maneira de comemorar o 25 de Abril que esta?

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A insustentável capacidade de aturar pessoas

Sou, confesso e admito, um bicho do mato, um ser anti-social! Admito e igualmente confesso que raramente sinto empatia por pessoas e que essa capacidade está-se a esfumar à medida que os anos passam.
Ainda há pouco tocou o meu telefone. Olhei para o número que aparecia no visor e procurei-o no directório da empresa. Era de uma espécie de pote de veneno de duas pernas que quando passa por mim não é capaz de me falar, mas quando eu estou junto a "graduados" já me fala, muito a contra-gosto. Pois esse pote de veneno ligou-me e eu não o atendi, depois de ter visto quem era. Ligou para outro número aqui na sala e perguntou se aquele era mesmo o meu número. "É que foi feito um pedido e ele ainda não o fez". O pedido foi realmente feito, mas não para mim especificamente. Foi-o para toda a equipa que ultimamente tem andado num stress danado e que não teve ainda tempo de satisfazer o tal pedido.
Fiquei com uma vontade ainda maior de quando me cruzar com este pote de veneno e ele não me dirigir a palavra de o mandar para o «florezinhas» e lhe partir a tromba. Pode ser que assim o pote de veneno perceba que ali vai um tipo que não é criado nem vive afecto a 100% para satisfazer os caprichos de um projecto que na semana que hoje acaba já teve 9 alterações, algumas das quais implicaram uma ocupação temporal relativamente elevada!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

"Piqueno" esclarecimento

Tenho recebido algumas reacções ao facto de tanto criticar a actual vereação da Câmara de Lisboa. A verdade é que o faço porque acho que a minha terra não merece o que lhe está a acontecer neste momento e porque para onde quer que eu olhe só vejo é uma cidade mal-tratada e "amordaçada".
São os buracos por todo o lado, as ruas cortadas ao trânsito de forma um pouco (demasiado) leviana, quer por obras, quer pelo que seja, as campanhas supostamente-amigas da mobilidade, dos peões e dos transportes públicos mas que na prática apenas se limitam a atravancar ainda mais o já mau funcionamento da cidade e mais um sem-número de coisas!
E tudo isto leva-me a dizer que o governo camarár
io Costa-Salgado-Fernandes não é bom para Lisboa.
Mas atenção que ao defender esta posição eu não estou dizer que se vá votar nesta coisa:

Marquetingue!

Uma das áreas do conhecimento (!?) humano que eu nunca entenderei é o marquetingue. Recebi uma notificação no Messenger a avisar-me que tinha um mail.
Fui ver.
Era um mail da Microsoft a avisar-me que as minhas definições do MSN ou Windows Live "
não permitem que a Microsoft lhe envie informações promocionais nem convites para inquéritos sobre o Windows Live e o MSN".
Pois é meus caros amigos da Miscrosoft, se calhar a ideia é mesmo essa!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Obra a obra, Lisboa melhora - Parte III (Estação de Braço de Prata)

A viagem termina. Chegamos finalmente à Estação de Braço de Prata. Mas não pensem que a aventura acabou!

1. Entrada da Estação de Braço de Prata para quem vem da Rua Dr. Estevão Vasconcelos: linhas abandonadas, piso em terra batida ou lama

2. O caminho "oficial" que a Refer acha que as pessoas devem seguir para chegar às plataformas: lama, poças de água e ervas por todo o lado, já para não falar da distância percorrida ser grande pois implica contornar todo o edíficio da estação!

3. Caminho "alternativo" usado por quase toda a gente. Plataforma de antigo cais coberto (vulgarmente conhecido como armazém) e que ardeu há alguns anos atrás, libertando-se assim este espaço.

4. Escada "improvisada" pelo habitual desenrascanço lusitano (junto à palmeira que se vê na foto anterior). Mais uns segundos e acaba esta viagem.



Obra a obra, Lisboa melhora - Parte II (Marvila)

Entramos agora na freguesia de Marvila.

1. Passeio esburacado na Rua do Açúcar.
2. Rua do Açúcar sem um único candeeiro (excepto o que se vê no canto superior esquerdo da foto, no edíficio laranja)

3. Passeio abatido na Rua do Açúcar, fruto das obras aí efectuadas. Aqui ficou estacionada uma escavadora!

4. Passeio esburacado na Rua do Açúcar, junto ao Palácio da Mitra

5. Passeio destruído pelas árvores na Rua Fernando Palha ao Poço do Bispo

6. Vala por calcetar na Rua Fernando Palha

7. Passeio destruído por árvores na Rua Fernando Palha

8. Impressionante declive do passeio no cruzamento da Avenida Infante D. Henrique com as ruas Fernando Palha e Zófimo Pedroso

9. Passeio esburacado na Rua do Vale Formoso (e estamos quase na estação de Braço de Prata)

(to be continued...)