quarta-feira, 22 de abril de 2009

"Piqueno" esclarecimento

Tenho recebido algumas reacções ao facto de tanto criticar a actual vereação da Câmara de Lisboa. A verdade é que o faço porque acho que a minha terra não merece o que lhe está a acontecer neste momento e porque para onde quer que eu olhe só vejo é uma cidade mal-tratada e "amordaçada".
São os buracos por todo o lado, as ruas cortadas ao trânsito de forma um pouco (demasiado) leviana, quer por obras, quer pelo que seja, as campanhas supostamente-amigas da mobilidade, dos peões e dos transportes públicos mas que na prática apenas se limitam a atravancar ainda mais o já mau funcionamento da cidade e mais um sem-número de coisas!
E tudo isto leva-me a dizer que o governo camarár
io Costa-Salgado-Fernandes não é bom para Lisboa.
Mas atenção que ao defender esta posição eu não estou dizer que se vá votar nesta coisa:

Marquetingue!

Uma das áreas do conhecimento (!?) humano que eu nunca entenderei é o marquetingue. Recebi uma notificação no Messenger a avisar-me que tinha um mail.
Fui ver.
Era um mail da Microsoft a avisar-me que as minhas definições do MSN ou Windows Live "
não permitem que a Microsoft lhe envie informações promocionais nem convites para inquéritos sobre o Windows Live e o MSN".
Pois é meus caros amigos da Miscrosoft, se calhar a ideia é mesmo essa!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Obra a obra, Lisboa melhora - Parte III (Estação de Braço de Prata)

A viagem termina. Chegamos finalmente à Estação de Braço de Prata. Mas não pensem que a aventura acabou!

1. Entrada da Estação de Braço de Prata para quem vem da Rua Dr. Estevão Vasconcelos: linhas abandonadas, piso em terra batida ou lama

2. O caminho "oficial" que a Refer acha que as pessoas devem seguir para chegar às plataformas: lama, poças de água e ervas por todo o lado, já para não falar da distância percorrida ser grande pois implica contornar todo o edíficio da estação!

3. Caminho "alternativo" usado por quase toda a gente. Plataforma de antigo cais coberto (vulgarmente conhecido como armazém) e que ardeu há alguns anos atrás, libertando-se assim este espaço.

4. Escada "improvisada" pelo habitual desenrascanço lusitano (junto à palmeira que se vê na foto anterior). Mais uns segundos e acaba esta viagem.



Obra a obra, Lisboa melhora - Parte II (Marvila)

Entramos agora na freguesia de Marvila.

1. Passeio esburacado na Rua do Açúcar.
2. Rua do Açúcar sem um único candeeiro (excepto o que se vê no canto superior esquerdo da foto, no edíficio laranja)

3. Passeio abatido na Rua do Açúcar, fruto das obras aí efectuadas. Aqui ficou estacionada uma escavadora!

4. Passeio esburacado na Rua do Açúcar, junto ao Palácio da Mitra

5. Passeio destruído pelas árvores na Rua Fernando Palha ao Poço do Bispo

6. Vala por calcetar na Rua Fernando Palha

7. Passeio destruído por árvores na Rua Fernando Palha

8. Impressionante declive do passeio no cruzamento da Avenida Infante D. Henrique com as ruas Fernando Palha e Zófimo Pedroso

9. Passeio esburacado na Rua do Vale Formoso (e estamos quase na estação de Braço de Prata)

(to be continued...)

Obra a obra, Lisboa melhora - Parte I (Beato)

Aqui ficam as imagens do caminho que eu faço todos os dias entre Xabregas e a Estação de Braço de Prata. Para além da legenda, mais palavras para quê?

1. Passeio abatido na Cç. de D. Gastão - Xabregas
2. Passeio esburacado na Cç. de D. Gastão - Xabregas

3. Tampa no "vácuo" na Rua do Grilo, junto à Manutenção Militar
4. Passeio abatido em dois pontos com menos de 10 metros de distância na Rua do Grilo - Beato

5. Passeio abatido na Rua do Beato - Beato
6. Monte de entulho originado pela queda do estuque da fachada de um edifício decrépito na Rua do Beato

Saímos agora da Freguesia do Beato e entramos na de Marvila!

To be continued...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O mural


Mural feito este mês na saída da Estação do Rossio para a Calçada do Carmo/Calçada do Duque. Foi pintado a aerografo e espero que não seja vandalizado pelos "artistas urbanos" que, afirmando fazer arte, sujam tudo por onde passam.


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Já lá vão 20 anos

Parece que não, mas é verdade. Já passaram 20 anos desde que eu participei nas primeiras manifestações contra a Prova Geral de Acesso (PGA).
Esta "coisa" foi posta em prática pela primeira vez no ano lectivo 1988/89 e a ela tinham que se sujeitar todos os estudantes que pretendessem concorrer à universidade. Nasceu no contexto de uma reforma do sistema de ensino, reforma que se tinha iniciado cerca de 13 ou 14 anos antes, no período do pós-25 de Abril e que ainda não concluiu. O seu mentor foi o então ministro da educação, Roberto Carneiro, cujo nome levou a uma das maiores proezas da engenharia genética, mas muito pouco divulgada, ao ser transformado em boi durante essas manifs. Até hoje não vi acontecer isso a mais nenhum carneiro!
A PGA era uma coisa que, teoricamente, media o grau de maturidade dos estudantes do secundário que queriam seguir os estudos, sendo para isso "medida" a cultura geral dos mesmos. Se esses estudantes sabiam ou não matemática ou outras disciplinas isso era, aparentemente, secundário e facilmente ultrapassado pela maturidade dos mesmos.
Quando chegou a minha vez de fazer esta prova, no ano lectivo de 1989/90, ela ainda funcionava nos seus moldes originais com uma primeira parte composta por um texto e perguntas relacionadas com esse texto (curiosamente todas iguais umas às outras, mas escritas de maneira diferente). Seguia-se uma segunda parte que consistia numa redacção que tinha como tema um dos 4 ou 5 dados a escolher. Mais tarde este modelo foi alterado e quando a minha irmã fez esta coisa, já as perguntas eram de escolha múltipla e não escritas, o que para mim ainda me deixava mais dúvidas quanto à validade da "medição de maturidade" daquele teste.
Passados uns meses vieram as pautas com as notas, pautas essas que deviam ser um novo teste às nossas faculdades mentais ou talvez a tentativa de implementação de um novo paradigma na algoritmia de ordenação de listas, pois as mesmas eram ordenadas não pelo nome, nem pelo número de aluno, nem tão pouco pelo do bilhete de identidade, mas "simplesmente" pela nota obtida (ficando os melhores classificados colocados à cabeça da lista)!
A aberração da PGA ainda durou 4 anos lectivos, tendo terminado no ano lectivo de 1991/92, altura em que a contestação voltou a subir de tom devido a, senão me falha a memória, erros no próprio enunciado da prova. Desde então os candidatos à universidade deixaram de ser admitidos pela sua demonstrada maturidade e não consta que daí tenha vindo grande mal ao país.
O ministro que a implementou e os que se seguiram e defenderam esta prova não voltaram a ocupar cargos políticos (oh que pena!) e também não deixaram saudades, tal como todos os outros ministros da educação.
Para mim ficou apenas a memória daquele dia de prova, em que, como sempre, me despachei depressa e passei boa parte do tempo a olhar para a janela, vendo o avião de uma qualquer individualidade que por aqueles dias visitava o país e respectiva escolta de caças a sobrevoar a cidade, e também daquelas primeiras manifestações contra a PGA, no já longíquo ano de 1989, com o seu famoso slogan:
Carneiro é,
Carneiro foi,
Carneiro é,
Carneiro é
Um "granda" boi!