terça-feira, 21 de abril de 2009

Obra a obra, Lisboa melhora - Parte III (Estação de Braço de Prata)

A viagem termina. Chegamos finalmente à Estação de Braço de Prata. Mas não pensem que a aventura acabou!

1. Entrada da Estação de Braço de Prata para quem vem da Rua Dr. Estevão Vasconcelos: linhas abandonadas, piso em terra batida ou lama

2. O caminho "oficial" que a Refer acha que as pessoas devem seguir para chegar às plataformas: lama, poças de água e ervas por todo o lado, já para não falar da distância percorrida ser grande pois implica contornar todo o edíficio da estação!

3. Caminho "alternativo" usado por quase toda a gente. Plataforma de antigo cais coberto (vulgarmente conhecido como armazém) e que ardeu há alguns anos atrás, libertando-se assim este espaço.

4. Escada "improvisada" pelo habitual desenrascanço lusitano (junto à palmeira que se vê na foto anterior). Mais uns segundos e acaba esta viagem.



Obra a obra, Lisboa melhora - Parte II (Marvila)

Entramos agora na freguesia de Marvila.

1. Passeio esburacado na Rua do Açúcar.
2. Rua do Açúcar sem um único candeeiro (excepto o que se vê no canto superior esquerdo da foto, no edíficio laranja)

3. Passeio abatido na Rua do Açúcar, fruto das obras aí efectuadas. Aqui ficou estacionada uma escavadora!

4. Passeio esburacado na Rua do Açúcar, junto ao Palácio da Mitra

5. Passeio destruído pelas árvores na Rua Fernando Palha ao Poço do Bispo

6. Vala por calcetar na Rua Fernando Palha

7. Passeio destruído por árvores na Rua Fernando Palha

8. Impressionante declive do passeio no cruzamento da Avenida Infante D. Henrique com as ruas Fernando Palha e Zófimo Pedroso

9. Passeio esburacado na Rua do Vale Formoso (e estamos quase na estação de Braço de Prata)

(to be continued...)

Obra a obra, Lisboa melhora - Parte I (Beato)

Aqui ficam as imagens do caminho que eu faço todos os dias entre Xabregas e a Estação de Braço de Prata. Para além da legenda, mais palavras para quê?

1. Passeio abatido na Cç. de D. Gastão - Xabregas
2. Passeio esburacado na Cç. de D. Gastão - Xabregas

3. Tampa no "vácuo" na Rua do Grilo, junto à Manutenção Militar
4. Passeio abatido em dois pontos com menos de 10 metros de distância na Rua do Grilo - Beato

5. Passeio abatido na Rua do Beato - Beato
6. Monte de entulho originado pela queda do estuque da fachada de um edifício decrépito na Rua do Beato

Saímos agora da Freguesia do Beato e entramos na de Marvila!

To be continued...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O mural


Mural feito este mês na saída da Estação do Rossio para a Calçada do Carmo/Calçada do Duque. Foi pintado a aerografo e espero que não seja vandalizado pelos "artistas urbanos" que, afirmando fazer arte, sujam tudo por onde passam.


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Já lá vão 20 anos

Parece que não, mas é verdade. Já passaram 20 anos desde que eu participei nas primeiras manifestações contra a Prova Geral de Acesso (PGA).
Esta "coisa" foi posta em prática pela primeira vez no ano lectivo 1988/89 e a ela tinham que se sujeitar todos os estudantes que pretendessem concorrer à universidade. Nasceu no contexto de uma reforma do sistema de ensino, reforma que se tinha iniciado cerca de 13 ou 14 anos antes, no período do pós-25 de Abril e que ainda não concluiu. O seu mentor foi o então ministro da educação, Roberto Carneiro, cujo nome levou a uma das maiores proezas da engenharia genética, mas muito pouco divulgada, ao ser transformado em boi durante essas manifs. Até hoje não vi acontecer isso a mais nenhum carneiro!
A PGA era uma coisa que, teoricamente, media o grau de maturidade dos estudantes do secundário que queriam seguir os estudos, sendo para isso "medida" a cultura geral dos mesmos. Se esses estudantes sabiam ou não matemática ou outras disciplinas isso era, aparentemente, secundário e facilmente ultrapassado pela maturidade dos mesmos.
Quando chegou a minha vez de fazer esta prova, no ano lectivo de 1989/90, ela ainda funcionava nos seus moldes originais com uma primeira parte composta por um texto e perguntas relacionadas com esse texto (curiosamente todas iguais umas às outras, mas escritas de maneira diferente). Seguia-se uma segunda parte que consistia numa redacção que tinha como tema um dos 4 ou 5 dados a escolher. Mais tarde este modelo foi alterado e quando a minha irmã fez esta coisa, já as perguntas eram de escolha múltipla e não escritas, o que para mim ainda me deixava mais dúvidas quanto à validade da "medição de maturidade" daquele teste.
Passados uns meses vieram as pautas com as notas, pautas essas que deviam ser um novo teste às nossas faculdades mentais ou talvez a tentativa de implementação de um novo paradigma na algoritmia de ordenação de listas, pois as mesmas eram ordenadas não pelo nome, nem pelo número de aluno, nem tão pouco pelo do bilhete de identidade, mas "simplesmente" pela nota obtida (ficando os melhores classificados colocados à cabeça da lista)!
A aberração da PGA ainda durou 4 anos lectivos, tendo terminado no ano lectivo de 1991/92, altura em que a contestação voltou a subir de tom devido a, senão me falha a memória, erros no próprio enunciado da prova. Desde então os candidatos à universidade deixaram de ser admitidos pela sua demonstrada maturidade e não consta que daí tenha vindo grande mal ao país.
O ministro que a implementou e os que se seguiram e defenderam esta prova não voltaram a ocupar cargos políticos (oh que pena!) e também não deixaram saudades, tal como todos os outros ministros da educação.
Para mim ficou apenas a memória daquele dia de prova, em que, como sempre, me despachei depressa e passei boa parte do tempo a olhar para a janela, vendo o avião de uma qualquer individualidade que por aqueles dias visitava o país e respectiva escolta de caças a sobrevoar a cidade, e também daquelas primeiras manifestações contra a PGA, no já longíquo ano de 1989, com o seu famoso slogan:
Carneiro é,
Carneiro foi,
Carneiro é,
Carneiro é
Um "granda" boi!

sábado, 11 de abril de 2009

Quem é que quer andar de transportes em Lisboa? E visitar Lisboa?

Ontem fui com os meus pais à Baixa. Ainda ponderamos a ida de autocarro, mas como entretanto passou um 759 e o painel passou a indicar uns optimistas(*) 25 minutos até ao próximo optamos por ir de carro.
A viagem teve que ser feita via Alto de São João e Praça do Chile por causa da estupidez do Costa do Munícipio mais o seu "programa de combate ao trânsito de atravessamento da Baixa". O carro ficou estacionado no parque do Martim Moniz durante perto de 2 horas, as quais custaram a módica quantia de 2 (dois) euros.
Durante essas duas horas vi uma Baixa quase sem trânsito devido aos cortes existentes, mas com alguns carros em aflição por não conseguirem sair daquele emaranhado de becos sem saída em que a Baixa Pombalina se transformou, carros esses de matrícula espanhola ou de matrícula portuguesa, mas que pertenciam nitidamente a rent-a-cars e eram conduzidos por estrangeiros. Autocarros e eléctricos quase não se viam (assim como polícias e sinais a indicar as saídas ou alternativas).
Com isto tudo fiquei com as seguintes dúvidas:
  • Alguma vez uma família que não tenha passe andará de transportes ao fim-de-semana? É que fazendo as contas ao dinheiro que se gastou e ao tempo que se poupou, a opção automóvel é sem dúvida bem melhor que a dos transportes, mesmo com os cortes de trânsito todos! (**)
  • Aqueles turistas que desesperavam por encontrar uma saída naquela "Baixa Costina" terão vontade de cá voltar?
  • O que é que a cidade ganhará com o corte definitivo de trânsito naquela zona? Menos trânsito na Baixa, mas muito mais noutras zonas? Maior competitividade?
Viver em Lisboa está cada vez melhor!

(*)optimistas, porque da última vez que esperei ali por um 759 que dizia vir daí a 20 minutos o mesmo só apareceu passados 35!
(**) gastaram-se 2 euros em estacionamento, mais o combustível que eu não sei quantificar (terão sido 3€?). De autocarro, e para as três pessoas, teriam sido gastos 4,80€ (6 bilhetes pré-comprados a 0,80€ cada), fora o tempo que se passaria nas paragens, já que as carreiras existentes não têm capacidade de cumprir horários.

Minuto verde

Se há rúbrica televisiva que me complica com o sistema, ela é o Minuto Verde, 60 segundos de conselhos (?) oferecidos pela Cuercus (escrever isto com 'q' leva-me sempre a ler "Quer Cús"). Das poucas vezes que vi aquilo fiquei sempre aparvalhado com os conselhos (?) ali apresentados. O de ontem foi mais um desses casos.
Apareceu aquele senhor careca (o tal que há uns dias atrás convidava o pessoal a participar na hora da terra desligando tudo ou quase tudo o que tivessem em casa) a dizer para as pessoas andarem de eléctrico! Sem dúvida, é meritório! Dissecando o problema temos que vivendo eu numa cidade que tem uma rede que já serviu praticamente todos os cantos da urbe, mas que agora está confinada praticamente ao centro histórico e à marginal ocidental, convenhamos que ir andar de eléctrico não é, de forma alguma, uma coisa ao alcance de todos. Eu, por exemplo, moro numa zona que já não tem eléctricos (e os autocarros estão a ir pelo mesmo caminho), trabalho noutra que nunca teve eléctricos (tirando os da CP) e os vários caminhos alternativos entre um sítio e o outro não são servidos por carreiras de eléctricos. Assim, só por isto, lá se vai o pedido do tal senhor careca às malvas.
Sobra a parte lúdica. Andar de eléctrico até era bom, mas isso era antigamente, quando não havia filas de turistas na Pr. Figueira a chegarem à Rua da Prata, como vi ontem, ou quando as paragens do 28 na Rua da Conceição não ficavam com filas que enchiam um quarteirão inteiro. E nem sequer estou a pensar na forma de chegar a esses pontos, coisa que aos fins-de-semana e feriados pode ser extremamente díficil, se se optar pelos transportes públicos (sim, ainda não me esqueci dos 50 minutos que levei de Xabregas ao Rossio na última vez que caí na asneira de usar a Carris ao fim-de-semana).
Mas os conselhos do minuto verde não se ficam por aqui. Existe uma outra senhora que vive obcecada com as fraldas das criancinhas e que passa o tempo a defender o uso de fraldas "descartáveis reutilizáveis"! Parece antagónico, não parece?
Isto é tudo dito por uns senhores que já "moraram" no mesmo edifício onde eu trabalho, que tinham, na altura, uma carrinha Renault antiga que deixava sempre uma poça de óleo onde era estacionada e que sempre que deitavam coisas fora faziam-no de forma "não descriminatória", com papéis e tudo mais que pudesse ser reciclado a ir parar aos contentores de lixo normal.
Faz o que te digo, não faças o que eu faço!