sábado, 4 de abril de 2009

Brincar ao faz de conta - Inquéritos

Há inquéritos que não servem realmente para nada. Um desses inquéritos é um que está neste momento a decorrer e ao qual se chega através do site da Carris.
Tem as perguntas da praxe sobre o serviço (fiabilidade, frequência e percursos adequados, facilidade de acesso ao autocarro...), atenção ao cliente (simpatia do pessoal, facilidade de resolver problemas ou reclamações - !?!?!? Não deveria ser a empresa a fazer isso?), conforto e mais algumas coisas. No final aparece uma mensagem de agradecimento e a promessa de que as minhas respostas serão usadas para melhorar o serviço.
Confesso que não entendo como é que irão as respostas levar a uma melhoria de serviço quando eu digo que os percursos das carreiras não são adequadas às minhas necessidades, mas depois não digo em lado nenhum quais as zonas por que passo ou quais as origens e destinos mais frequentes. O mesmo se passa na parte da atenção ao cliente: as minhas respostas sobre a simpatia do pessoal referem-se ao facto de estes dizerem ou não "Bom dia" aos passageiros ou ao facto de nos terminais os passageiros ficarem frequentemente ao frio e à chuva ou ao Sol enquanto o motorista se passeia pelo interior do autocarro enquanto fuma?
E para concluir a estória, já respondi 3 vezes ao inquérito. Será estatisticamente representativo?

Brincar ao faz de conta - Políticos

Em qualquer dicionário pode-se ler que ilícito é o mesmo que ilegal e que ilegal significa que é contrário à lei, o qual, e por sua vez, nos leva à palavra criminoso.
Ora, sendo ilícito o mesmo que ilegal, contrário à lei e criminoso, para quê andar-se a discutir uma lei que criminalize uma coisa que já é ilegal, como é o enriquecimento ilícito? Será que sou eu que não percebo nada disto?

sexta-feira, 3 de abril de 2009

PROCURO

Paciência para aturar filhos da puta e outros seres similares ou em alternativa qualquer coisa que me faça ver o Mundo de outro modo!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Dia das mentiras

Duração: 24 meses!
Comprimento: 12 Kms!
Médias: 6 Kms/ano ou 500 metros/mês ou 16,4 metros/dia
Que números são estes? São os da renovação da Linha do Tâmega. Vai durar 24 meses, a linha tem 12 Kms de comprimento e as médias foram calculadas por mim.
E, ao contrário do que acontece com as eternas obras da Linha do Norte, aqui nem sequer há a desculpa de que a linha está em serviço e que isso impede o bom desenrolar dos trabalhos.
Parece ser notícia do dia das mentiras, mas não é. Aliás, isto até foi apresentado ontem, dia 31 de Março, pela Secretária de Estado Vitorina.

terça-feira, 31 de março de 2009

A buracagem

Toda a gente diz que esta cidade está sempre em obras. E com razão! O exemplo mais mediático disto é, sem dúvida, o Terreiro do Paço, que depois de 10 anos com obras do metro levou agora com mais 4 meses (segundo as previsões) do mesmo.
Existem também as obras nada mediáticas, mas igualmente intrigantes pela sua coincidência espaço-temporal. Pertencem a esta categoria duas obras na Rua do Açúcar, em pleno coração da zona Oriental de Lisboa. Algures em Janeiro deste ano uma empresa qualquer (a EDP, a PT, ...?) abriu uma pequena vala junto ao edifício da Santa Casa da Misericórdia ali existente. Durante cerca de uma semana aquela vala ficou ali aberta para colocação de um cabo qualquer. Terminada essa semana a vala foi tapada e ficou perto de um mês (mas para cima) à espera que alguém calcetasse aquele pedaço de passeio. Esse trabalho foi finalmente feito já no final de Fevereiro (há um mês, assim a olhómetro). Ontem alguém resolveu abrir nova vala no mesmo local (a EDP, a PT, a mesma da outra vez, outra?), desta vez numa extensão maior que da primeira vez, mas aparentemente com o mesmo propósito: colocar cabos. Com isto, aquele pedaço de passeio durou cerca de um mês desde que foi refeito até ser desfeito.
E assim se vai gastando dinheiro de forma estúpida. E ficam sempre as eternas, como as obras, dúvidas:
  1. Porque ninguém faz, de uma vez por todas, a porcaria de umas calhas técnicas que permitam a colocação de cabos sem rebentar com uma rua inteira?
  2. Quando é que alguém diz, de uma vez por todas, que os passeios desta cidade passam a ser feitos como se faz em todo o lado, sem pedrinhas que demoram uma eternidade a serem recolocadas e que ao fim de pouco tempo já saíram todas, quer por nova obra, quer por má colocação?
E já agora, neste tipo de obra dá jeito criarem caminhos alternativos para os peões, principalmente numa rua que até tem largura para isso!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Maus vendedores

Aqui ficam alguns maus vendedores com quem tenho lidado:
  1. Quando quis comprar um leitor de DVD procurei primeiro por saber qual o modelo desejado e, depois de saber isso, procurei o melhor preço nalgumas lojas. Numa dessas lojas fui atendido por um homem que me pareceu ser o patrão. Quando lhe disse o modelo que pretendia a resposta foi estranha: "Para que quer você sucata? Isso é só sucata, mas se é o que você quer... Mas nós aqui não vendemos sucata". Só faltou dizer que eu era parvo. Para completar o cenário nunca me chegou a dizer porque era aquele modelo (e marca) sucata, mas em compensação ofereceu uma alternativa "aliciante": um outro modelo de uma outra marca (da qual eu não tinha boas referências) e que, segundo ele, já estava desbloqueado (creio ter sido esse o termo empregue) permitindo ver DVDs de outras zonas que não a nossa (para quê, perguntei-me eu)! Não comprei lá nada e nunca mais lá voltei.
  2. Certa vez precisei de materiais para as minhas maquetes (tintas, tapa-fendas e outras coisas para madeira) e dirigi-me a uma casa da especialidade. Ia ser atendido por uma funcionária quando um homem, que mais uma vez me pareceu ser o patrão, se intrometeu e me perguntou o que eu desejava. A velocidade a que tudo foi feito foi de tal forma elevada que eu, desconhecedor daquele tipo de produtos, mal tinha tempo para pensar e acabei por sair da loja pouco mais de 5 minutos depois com um saco com alguma tralha, parte da qual, acabei por descobrir mais tarde, não me servia para nada! Nunca mais lá voltei.
  3. Há uns anos comprei um CD numa discoteca. Chegado a casa o leitor nem sequer lhe pegava. Volto à loja para reclamar. Uma empregada mal-disposta atende-me e mete o CD num leitor que eu não conseguia ver. "Está a lê-lo". "Mas eu não oiço nada". "Isso é porque não posso tirar o CD que está actualmente em escuta na loja". Nunca cheguei a ouvir aquele CD, nem a ver aquele leitor a pegar nele. Mas ouvi a empregada a dizer-me que não podiam trocar porque era política da loja. Respondi-lhe que se essa era a política da loja então teriam que a rever pois não era legal. A coisa azedou e eu acabei por sair de lá com o CD na mão pois, pelo preço que tinha sido (pouco mais de 1000$00), achei que não valia a pena tanto escarcéu. Passado pouco tempo encontrei o mesmo CD numa grande superfície, muito mais barato e a funcionar. Nunca mais voltei à loja nem muitos dos meus colegas de trabalho da altura e amigos, alguns dos quais iam lá frequentemente.
  4. Há umas semanas fui, como já contei, a uma carpintaria encomendar madeiras para as minhas maquetes. Prometeram-me um orçamento logo para esse dia. Uma semana depois voltei lá a perguntar "então como é". Tudo isto foi na semana de Carnaval. Estamos, neste momento, a uma semana e 4 dias da Sexta-feira Santa! Nunca mais lá voltei nem nunca mais lá voltarei.
  5. Hoje ao almoço fui a um restaurante de centro comercial. O menú incluia prato do dia e uma bebida. O funcionário dá o prato à minha colega com um obrigado e vai-se embora, sendo substituído por outro. A minha colega já se estava a ir embora quando a recordei que tinhamos pago também uma bebida. Lá lhe foi dada a bebida. Ainda pensamos que o problema se tinha devido àquela "rendição", mas quando chegou a minha vez a coisa repetiu-se: o empregado (o segundo) dá-me o prato e agradece, preparando-se para se dirigir ao cliente seguinte. "E quero uma água natural"! Trouxe o prato, a água e a certeza de que não volto lá.

sábado, 28 de março de 2009

Dois maus exemplos

O primeiro exemplo é o actual estado do trânsito na Baixa de Lisboa. Apesar do Presidente da Câmara (e seus correligionários) estar satisfeito com as alterações feitas ao sistema viário dessa zona, querendo até prolonga-las ad aeterno, a verdade é que na prática e para o cidadão comum essas mesmas alterações são um verdadeiro pesadelo. Ontem só para descer a Rua do Ouro de autocarro (que até tem faixa própria) foram "apenas" 20 minutos. Trânsito melhorado com estas alterações? Só se for para quem ande de carro oficial!
O segundo exemplo é a tal parvoíce que andam para aí a papaguear e que consiste numa coisa chamada "Hora da Terra". O mote é nobre (protejer o ambiente e o habitual nestas coisas), mas os meios são imbecis ou até mesmo ignorantes. Algumas câmaras municipais vão desligar as iluminação dos monumentos. Daí não virá grande mal ao mundo, excepto em locais como a Rua da Madre de Deus onde apenas os holofotes que iluminam o convento do mesmo nome funcionam! O problema surge quando algumas "cabeças iluminadas" pretendem alargar esta iniciativa a tudo o mais. Só mesmo por ignorância é que se pode defender tal coisa. Qual o efeito de uma tal coisa numa rede eléctrica, dimensionada para um determinado consumo e que, subitamente, deixa de ter consumidores? E quando essa hora acabar? A rede que, caso não tenha dado o estoiro logo ao início, quando se desligou tudo, acabou por se reorganizar para o actual "consumo quase-zero" leva de repente com uma sobrecarga de "interruptores a ligar". O que acontecerá então à rede e às centrais eléctricas? E não pensem que estas "excelentes" medidas são só recebidas via e-mail ou sites na internet. Estas coisas são defendidas, como acabei de ver, na televisão por conhecidas figuras de topo de organizações ambientais!