sábado, 14 de março de 2009

Assim não dá!

Hoje demorei de Xabregas ao Rossio, uma distância de cerca de 4,5 Kms, cerca de 50 minutos. Esta estonteante velocidade média de 5,4 Km/h não foi atingida deslocando-me a pé, mas sim no 759! Destes 50 minutos perto de 30 foram passados na paragem, à espera! Diz o horário que consta no site da Carris que àquela hora eu deveria ter ficado à espera 13/14 minutos! Mas estive 30. E como resultado disso acabei por não apanhar o comboio que tencionava apanhar, o qual saía 45 minutos depois da hora a que cheguei à paragem!
Mas isto não acaba aqui. Chegando à estação do Rossio, 5 minutos depois da partida do comboio que tencionava apanhar, deparo-me com o átrio principal desta fechado. Motivo: uma qualquer cerimónia, com direito a cadeirinhas, palanque e um "convite" aos plebeus para que estes fossem dar a volta, não digo ao bilhar grande, mas antes ao edifício, entrando no piso intermédio (ou pelo metro, como eu fiz)!
E não se esqueçam: a bem do ambiente, da sustentabilidade e de mais uma série de coisas, usem os transportes públicos! Dizem eles (ou será melhor escrever Eles, com 'E' maiúsculo?)!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Os meninos das bicicletas

A grande moda actual em termos de mobilidade é andar de bicicleta. Toda a gente vai ter que andar de bicicleta. E já se começaram a gastar os primeiros milhões em infraestruturas para se andar de bicicleta.
Agora apresento o reverso da medalha. Terão os bicicleto-mobilizados capacidade para se moverem dessa forma?
É que para estes meninos, que tanto se queixam da falta de condições, tudo é pista de ciclismo e código da estrada é coisa que não se aplica (a eles). Quantas vezes é que eles param num sinal de stop? E num de cedência de prioridade? E num semáforo que se encontre fechado? E as zonas pedonais e os passeios e passagens de peões? Serão para andar montados em bicicleta?
É que estes meninos podem ter azar quando fazem estas manobras e outras tropelias e dar de caras com um mal-humorado como eu que não tenha vontade de parar quando tem o sinal verde para ele ou de se desviar quando vai num passeio ou zona pedonal.
Posso ficar todo partido da cacetada que levar, mas dar-me-á muito gozo ouvir o ruído da queda que o outro dará!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Crise? Mas qual crise?

Por todo o lado sugem notícias alarmantes da gravíssima crise económica e financeira que se abateu sobre todo o Mundo. Os bancos deixaram de emprestar, os consumidores deixaram de consumir, os vendedores de vender e os produtores de produzir. Tudo entrou em colapso, segundo dizem.
Contudo, nas últimas semanas, aconteceram-me duas coisas que me fizeram duvidar de tudo isto.
A primeira teve origem num dos dois bancos de que sou cliente. Ligaram-me um dia para o telemóvel a perguntar se eu tinha recebido em casa uma carta a indicar que me tinham dado crédito pessoal pré-aprovado. Não a tinha recebido na altura, mas a carta apareceu-me em casa passados uns dias (por culpa dos CTT a fazer fé na data que lá constava). Perguntaram-me também se eu não estava interessado naquela oferta. Afinal de contas estavam-me a oferecer crédito pré-aprovado. Respondi-lhes que não estava interessado e que quando precisasse de dinheiro eu iria ter com o banco. Contra-responderam: mas não está mesmo? Olhe que já está pré-aprovado. Aí saltou-me a tampa e respondi-lhes de maus modos: não é por me darem um crédito pré-aprovado que eu vou a correr a gastar dinheiro estupidamente. Eu não preciso de nenhum crédito pessoal, perceberam? Quando precisar eu vou ter convosco, OK?
Fica aqui a prova de que a crise financeira não existe e que a história dos bancos não emprestarem dinheiro com tanta facilidade é treta.
A segunda história ainda não teve epílogo. Há duas semanas dirigi-me a uma carpintaria para encomendar uns módulos em contraplacado para a minha maquete. Disse-lhes o que queria, deixei-lhes o contacto e... Durante uma semana não aconteceu nada. Passada essa semana resolvi voltar lá. Tinham-se esquecido de me ligar a perguntar se podiam usar placas de 8 mm em vez das de 10 mm. Claro que podem usar. Não são menos 2 mm de espessura que vão dar fragilidade à coisa. Passado 2 ou 3 dias ligaram-me. Estavam com dúvidas numa coisa e precisavam de uns esclarecimentos. Lá lhes dei os esclarecimentos pedidos. Hoje, duas semanas depois, ainda estou à espera de dois módulos (ou das peças cortadas, mesmo que não estejam montadas) de 40x92x10 cm mais duas placas de 32x92 cms.
Assim cai o segundo mito desta crise, o de ninguém comprar nada e isso provocar uma reacção em cadeia em toda a economia. Comprar até quero, mas aparentemente ninguém quer vender!
Imaginem o que seria a minha vida se:
  1. Os bancos andassem a conceder créditos a torto e a direito;
  2. O consumo fosse tão desenfreado que os fornecedores não conseguissem dar resposta a tanta procura.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Bater na mesma tecla assim como quem chove no molhado

Este post é mesmo isso: bater na mesma tecla, chover no molhado.
Cheguei à paragem do 759 nos Restauradores - paragem onde inicia a carreira - por volta das 20:00 e pouco (ainda não eram 20:05) e preparei-me para esperar ao frio pelas 20:09, hora a que sairia o próximo autocarro. Seriam umas 20:06 ou 20:07 quando o autocarro apareceu do lado do Rossio e estacionou do lado nascente da Praça dos Restauradores num local que, por ficar atrás do monumento, não era visível da paragem.
As 20:09 chegaram e passaram e do autocarro nem sinal. Às 20:10 lá apareceu por detrás do monumento, quando já passava um minuto da hora de partida que consta do horário.
E ainda tinha que ir à primeira transversal da Avenida de Liberdade para voltar para trás e dirigir-se à faixa lateral do lado poente, em frente ao Éden, para fazer o serviço, coisa que, devido aos semáforos demorou cerca de 3 ou 4 minutos.
Tendo sido o 3º ou 4º passageiro a entrar no autocarro senti logo um imenso cheiro a tabaco dentro do autocarro, cheiro esse que se tornava mais ténue à medida que me encaminhava para a retaguarda. Dado que, para além do motorista, não havia ninguém dentro do autocarro quando este chegou à paragem, presumo que tenha sido ele o prevaricador.
Às 20:17 o autocarro das 20:09 saiu, finalmente, da paragem. Seguiu-se uma viagem de solavancos, com arranques tão bruscos quanto o eram as travagens, talvez para compensar o atraso com que saímos do terminal. Mesmo assim o autocarro chegou a Xabregas ainda uns 4 ou 5 minutos depois da hora a que normalmente passa por lá!
Reclamar para a Carris?
Não creio que valha a pena. As respostas que a empresa envia para os clientes ou são vagas, ou completamente disparatadas ou, quando são casos destes, apenas demonstrando uma preocupação mórbida em fazer rolar cabeças perguntando:
- Mas quem ia a conduzir o autocarro?
Ao que só me apetece responder:
- Lembro-me perfeitamente de quem era! Era um tipo vestido de azul!
Certificações de Qualidade, ISOs não sei das quantas e mais não sei o quê, mas com que propósito? Não seria tudo mais simples como estava antigamente, sem nada disto, mas com tripulantes bastante mais educados e civilizados que estes?

As incongruências da pobreza

Numa notícia do Telejornal de ontem afirmava-se que devido à crise muitas pessoas da classe média estão a recorrer aos balneários públicos para que possam tomar um banho regularmente, já que muitas terão a água e/ou o gás cortado(s) por falta de pagamento. Durante a reportagem pergunta-se a alguém como é que se sabia que essas pessoas eram da classe média. A resposta foi: "Pelas roupas e por virem de carro"
São estas as grandes incongruências dos novos-pobres nacionais!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Assim vai ser rápido

Qual o motivo para que uma obra que implica o fecho ao trânsito automóvel de uma importante artéria da cidade não seja feita 24 sobre 24 horas, 7 dias por semana?
É que hoje passei pelo Terreiro do Paço por volta das 20:15 e não se via ninguém a fazer o que quer que fosse em todo aquele estaleiro!

segunda-feira, 2 de março de 2009

A enjeitada

Xabregas é uma zona pouco querida da cidade. É-o não só pela população em geral, mas, e principalmente, pelas autoridades quer da câmara, quer da freguesia do Beato. Vem isto a propósito de um artigo publicado hoje no DN sobre a nova ponte sobre o Tejo.
Neste artigo é novamente referido que uma das condições que a autarquia colocou para aprovar a nova ponte foi (e passo a citar o artigo) «
o rebaixamento do tabuleiro em sete metros, de forma a diminuir a "intrusão visual" que a primeira versão do estudo prévio deixava antever».
OK, os motivos para tal até são nobres, mas, pergunto eu, qual o impacto desse rebaixamento em termos ambientais junto à ponte? O barulho não será maior? Sei que são apenas 7 metros, mas nestas coisas qualquer metro a mais é sempre benvindo.
E mais uma vez para que outros possam ter uma vista desafogada, lá vai Xabregas ser prejudicada, isto a pedido da CMLisboa, que não tem nem nunca teve qualquer preocupação com aquela zona da cidade, e com a complacência da JFBeato, que não tem nem nunca teve qualquer vontade de defender a própria casa.