O autocarro chega a Santa Apolónia. O passageiro amblíope vai sair e fá-lo pela porta da frente (sempre é mais fácil para eles do que sair pela porta de trás). Primeira fase da operação: dar com a porta da frente. A carinha laroca deixou-se ficar impávido e sereno sem abrir a boca, nem que fosse para avisar os passageiros que estavam na paragem para aguardar um pouco. O "boleias" deixou-se estar encostado com as mãos literalmente nos bolsos ("tocar em passageiros, ai que nojo"). O passageiro lá conseguiu descobrir o sítio certo da porta, mas só com a ajuda dos passageiros que entretanto tinham entrado.
E é assim a história.
Nos entretantos a Carris continua alegre e imbecilmente a afirmar que as coisas são uma maravilha e que em inquéritos de satisfação toda a gente está muito feliz, não só com o serviço, mas também com os tripulantes (provavelmente para justificar a "renovação" de pessoal). Quanto a mim...
Como complemento coloco parte da notícia do Correio da Manhã que me levou à piada do "com cheiro", não vá aquilo deixar de estar disponível no futuro. Reza assim:
A Carris vai investir cerca de cem mil euros numa campanha multi-sensorial, que se traduz por autocarros com cheiro a manjerico, limão e brisa do mar, música ambiente e uma textura resistente em todos os assentos.

