terça-feira, 1 de julho de 2008
O grande sucesso dos transportes públicos portugueses
Mas o problema do actual contexto surge quando se pergunta aos novos utentes dos transportes públicos o que os levou a mudar. A reposta é, invariavelmente, o custo dos combustíveis. Nenhum ou quase nenhum diz que o fez por o serviço prestado pelas empresas de transportes públicos ser bom ou, pelo menos, menos mau que o uso do automóvel.
As empresas de transportes parece que não viram ou não quiseram ver isto. Continuam a propagandear os excelentes resultados em termos de utilização como se isso se devesse a melhorias do serviço por eles prestado. A Carris continua a passar a ideia que a Rede 7 está a ser um sucesso, sendo essa a razão do ganho de clientes. O Metropolitano de Lisboa afirma que isso se deve à inauguração da ligação a Santa Apolónia, a CP diz que tal se deve à reabertura do Túnel e Estação do Rossio (em Lisboa) e aos investimentos feitos em material nos últimos anos (no Porto).
Mas se as pessoas afirmam que fizeram esta mudança apenas porque os combustíveis estão caros, o que acontecerá quando o preço (relativo ou absoluto) destes baixar? Ou quando os carros eléctricos ou movidos a pilha de hidrogénio (também são eléctricos, sendo o hidrogénio usado apenas para gerar a electricidade) se tornarem mais acessíveis e mais fiáveis? E estes cenários ainda se agravam mais pela atitude das várias administrações das diversas empresas, que insistem em passar a ideia que as políticas que têm seguido estão a ter bons resultados, escondendo assim a realidade dos transportes públicos em Portugal.
Esperemos para ver o que o futuro nos reserva.
sábado, 28 de junho de 2008
A Carris no seu melhor!
Mais uma volta, mais uma viagem. Decididamente eu devo ter muito azar, ou então sou eu próprio quem dá azar ao 759, carreira magnífica segundo a Carris.Desta vez o autocarro chegou aos Restauradores já atrasado, mas não muito, apenas o suficiente para sair de lá com 3 ou 4 minutos de atraso (excelente para aquilo a que me habituei nesta carreira), com a bandeira de destino "virada" para a Estação do Oriente. Apenas 50 metros depois, no Largo D. João da Câmara, começou a palhaçada.
O rádio dá sinal de chamada da central e o autocarro fica, a pedido desta, parado à entrada do Rossio 10 (dez) minutos, tempo durante o qual a bandeira foi "virada" para o ISEL (e pimba, lá se foi metade do percurso da carreira) e o autocarro, que ia com os tais 3 ou 4 recuperáveis minutos, passou a ter cerca de 15 minutos de atraso.
Felizmente para todos os que já iam dentro do autocarro (motorista incluido, pois só um santo é que aguenta tanta coisa com paciência) ninguém ia para além do ISEL (o que para mim só corrobora a ideia que tenho do 759 não ser muito "querido" pelo pessoal dos Olivais). Desta vez nem enviei reclamação para a Carris. Desta vez reclamei no site Livro Amarelo na Net, para além daqui - ok, aqui é mais um relato que uma reclamação - não para que a Carris me responda, mas apenas para que estas coisas comecem a ser públicas e não apenas uma mera questão entre o reclamante e a empresa.
Já me esquecia, desde Dezembro, quando abriu o metro até Santa Apolónia, que a Carris anda a monitorar a utilização desta carreira. Para bom entendedor...
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Pela liberdade de circulação
Na semana passada foi o ciclismo na Vasco da Gama e Pq Nações, na outra foi não sei o quê, na próxima será não sei que mais...
E isto já dura há meses!
terça-feira, 17 de junho de 2008
Quero ser surpreendido pela positiva
Um dos aspectos mais tenebrosos da questão é o da máscara que as pessoas que surpreendem negativamente geralmente usam. No meio de tudo isto, já percebi que os que mais criticam são os piores e, como se não chegasse, criticam os outros precisamente por aquilo que eles próprios fazem. E como tenho medo de vir a ficar como eles acabo por ficar com vontade de não criticar ninguém e engolir o que vejo e sinto.
Ainda por cima convencem-se que os outros são parvos, cegos, incapazes de abrirem os olhos nem que seja uma vez na vida, o que leva a que a máscara que usam seja descoberta por este ou por aquele motivo. São as contradições que acabam por aparecer, os deslizes que acabam por cometer, o simples esquecimento da existência de memória (que contradição, esquecerem-se da memória), recontando a história a quem a viveu mas de uma forma mais "liberal" ou, mais simplesmente, um outro esquecimento de que o Mundo é mesmo pequeno e que as relações interpessoais são uma rede e com conhecimentos comuns ao invés de uma fila elementos individuais ligados entre si.
Não haverá por aí quem me alegre um pouco surpreendendo-me positivamente?
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Ocorreu um milagre e eu estava a nadar e não vi!
Durante todo o dia de hoje só se ouvia falar de postos de combustível "secos", assisti a filas intermináveis noutros e muita gente aflita com medo de ficar sem gasóleo ou gasolina para o seu automóvel.
Vou para a natação e quando saio o que vejo: vários carros às voltinhas nos Restauradores, no Rossio, no Comércio cheios de bandeirinhas e bandeironas de Portugal (algumas não eram bem bandeiras nacionais, mas passa) a buzinarem e a "borrifarem-se" para a cor dos semáforos.
Como estava a nadar não vi nada, mas será que ocorreu durante os 40 minutos de aula de natação (mais 20 para o despe-e-veste) algum milagre e começou a chover combustível? Ou será que os automóveis de repente passaram a carburar apenas ar?
Assim funciona este país...sexta-feira, 30 de maio de 2008
Ai, Portugal, Portugal!
Ah, já me esquecia. Uma das grande apostas estratégicas dos nossos governantes é tornar os portos nacionais numa das portas de entrada da Europa. Acho melhor começarem a olear ou a substituir as dobradiças!
terça-feira, 27 de maio de 2008
Feira do Livro
ADENDA - 28/Maio: hoje voltei ao espaço Leya e perguntei na Caminho pela colecção de livros de bolso de ficção científica. Não os levaram à feira porque como o espaço é reduzido não poderam levar tudo! Grande Amaral. Fazendo votos sinceros de que este não seja o modelo a seguir pelos organizadores de futuras edições da Feira do Livro despeço-me com amizade.