domingo, 16 de setembro de 2007

É sempre a brincar

Neste país do faz-de-conta até as leis são alteradas para dar cobertura aos criminosos. E ainda há quem se orgulhe de ser de cá. Bem-haja a todos eles pela paciência demonstrada.

sábado, 4 de agosto de 2007

'bora ajudar o Carlos Cruz

O Carlos Cruz (o dos concursos e etcs) está na miséria por causa do caso Casa Pia. Vamos todos ajudar o homem que actualmente sobrevive apenas com o ordenado da esposa (que não sei de quanto será) e uma pensão(zinha) de 4000 euros/mês. Como consegue ele viver assim?

domingo, 29 de julho de 2007

Contra a Rede 7

Como está muito calor resolvi olhar para os horários da Carris, não vá ter que andar de autocarro. Olhei para aquilo e achei os horários de "Férias escolares", "Verão" e "Agosto" (3 horários diferentes, fora o de Inverno!) muito "vazios". Comparei-os com os que tinha do ano passado, antes da Rede 7, e de facto eles estão mesmo "vazios"! E com a agravante de que agora há menos carreiras!

Bardamerda para a CCFL.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

O drama de um gajo que não gosta de conduzir e não tem transportes de jeito

Não gosto de conduzir, faz-me mal aos nervos, complica-me com o sistema. Mas também não gosto do serviço que a Carris presta, nem consigo ver as minhas necessidades de transporte minimamente satisfeitas com esse serviço.

Por causa disso ando a pé e se no Inverno a coisa até se faz bem, no Verão não sei como será.

Basta vir uma temperatura mais amena e fico mais suado no caminho para o trabalho do que no trabalho em si. E fico sempre a pensar: como será no Verão?

É que se no Inverno, altura do ano em que os horários da Carris apresentam uma maior frequência, as coisas já são o que são, quando chegar o Verão e vierem os horários de "férias escolares", "verão", "Agosto", "Verão" e finalmente "férias escolares" as coisas serão ainda piores.

Já viram o drama que é um gajo não gostar de conduzir e não ter transportes de jeito?

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Viva Portugal!

Esta semana José Luís Zapatero, presidente do governo espanhol, anunciou que tenciona nacionalizar as águas termais e minerais. Depois disso o estado espanhol passaria a dar a exploração das mesmas a concessionários mediante o pagamento de uma taxa anual. E, acrescento eu, passaria a controlar aquilo a que já há quem chame de "ouro do futuro", já que a água potável irá ser ainda mais escassa do que é hoje.

Passa-se para o lado de cá da fronteira e... Oh que maravilha!

Depois de há uns anos algumas câmaras terem passado para as mãos de particulares os sistemas de água e de há algumas semanas se ter falado na privatização do INEM com o intuito de melhorar o sistema de emergência nacional, agora vêm dizer que a educação e a saúde não são funções nucleares do estado! Para além dessas áreas também os funcionários da Justiça que não sejam magistrados, os funcionários de consulados e embaixadas (excepto os diplomatas) são "contemplados" com esta proposta. Isto permitirá ao Estado deixar de ter um vínculo permanente com os funcionários desses sectores.

Dado que o actual governo entende que as "actividades nucleares do estado" são aqueles que competem exclusivamente ao estado, não podendo, por isso, ser desempenhadas por privados, porque não fazer o mesmo ao próprio executivo? Afinal de contas a actividade de gestão pode ser desempenhada por privados e, na maioria dos casos, de forma bem mais eficiente que o governo tem feito. E se a actividade do governo poderia ser feita por privados, por que não privatizar esse sector do estado? É que olhando para as privatizações feitas em Portugal, a probabilidade de mais cedo ou mais tarde o governo ir parar a mãos estrangeiras era realmente elevada.

Entretanto, aqui ao lado, o governo espanhol vai alargando o âmbito das "actividades nucleares" do estado, controlando as áreas que serão nevrálgicas no futuro. E curiosamente são eles quem se está a aproximar do resto da Europa, não somos nós.

Viva Portugal!

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Várias historietas da Bananeira à Beira-mar plantada

Historieta número 1

Num rua do concelho de Almada descobre-se uma rotura numa conduta que faz ligação a uma casa. É feita a chamada para os serviços municipalizados de água e saneamento (SMAS) que aparecem pouco depois. O veredicto é logo feito na hora: a rotura fica entre a torneira da rede geral e o contador da casa, logo é da competência do dono da casa a resolução do problema. O dono da casa arranja um canalizador que acaba por resolver o problema. Passadas 2 ou 3 semanas aparece uma carta nessa casa proveniente dos SMAS a informar que pretendem fazer uma inspecção à "obra" feita. No dia marcado aparecem apenas para informar o dono da casa que o canalizador devia ter feito um relatório a indicar o que havia sido feito!

Resumindo: há uma rotura num cano antes do contador, telefona-se para os SMAS, os SMAS dizem que por ser depois da torneira de segurança não é nada com eles, contrata-se um canalizador que resolve o problema, os SMAS informam que vão fazer uma inspecção e nessa "inspecção" informam que deveria ter sido enviado para os SMAS um documento a dizer o que foi feito.

Moral da historieta: em futuras roturas destas PQP os SMAS e tudo será feito sem conhecimento deles. E fica o aviso à navegação: na CMAlmada este tipo de situações é mais que recorrente, é mesmo o dia-a-dia.

Historieta número 2

Depois de se terem criado redes de autocarros em Lisboa e no Porto que obrigam as pessoas a andar a fazer transbordos constantemente e que reduziram a oferta em várias zonas dessas cidades, aparece o governo, que autorizou essas redes, com a ideia peregrina de colocar portagens à entrada das cidades para incentivar o uso dos transportes públicos (que não existem).

Moral da historieta: na Bananeira à beira-mar plantada tudo serve para dar cabo da vida às pessoas-banana que lá habitam.

Historieta número 3

Depois de terem dado cabo do INEM as autoridades da Bananeira agora vêm dizer que a solução passa por "privatizar" esse serviço.

Moral da historieta: Na bananeira só não é privatizado o sector dos trens de cozinha.

Historieta número 4

Depois de mais de 60 anos de existência e sem qualquer meio de transporte pesado até lá, o aeroporto de Lisboa vai passar a ter metro. Não se "percebe" (eu até percebo) é o porquê desta obra na mesma altura em que se anuncia a transferência do aeroporto para a Ota.

Moral da historieta: se a avenida central da Alta de Lisboa fica paredes-meias com o aeroporto então é porque outros "voôs" mais altos se "alevantam".

Historieta número 5

Querem acabar com o Dª. Estefânia e integrá-lo num meg(d)a-hospital a construir na meg(d)a-zona de Chelas. A pediatria desse hospital teria menos camas que o Dª. Estefânia para assim se "reduzirem os internamentos desnecessários"!

Moral da historieta: é tão estúpido que nem encontro moral nenhuma.

Assim vai a Bananeira

domingo, 21 de janeiro de 2007

Algumas pérolas

Na semana que agora acabou (considero sempre para primeiro dia da semana o Domingo e o último o Sábado) tive(mos) o privilégio de ler/ver/assistir a mais algumas pérolas desta Bananeira à beira-mar plantada (deveriam ser bananas e não pérolas, mas que se lixe), cada uma delas mais deslumbrante que as outras, pelo que a ordem por que as vou apresentar é meramente aleatória.

A primeira pérola aqui relatada contemplada a "singela" história do presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião (concelho de Loulé), Horácio Piedade de seu nome. No dia 21 de Dezembro o referido autarca de bairro foi multado por ir a perto de 80 Km/h numa zona de 50 Km/h, dentro dos limites de Loulé. Para além da multa, este crime poderia acarretar a perda da licença para conduzir, em linguagem corrente, "ficar sem a carta". Por coincidência a C.M.Loulé "detectou", poucos dias depois, um "erro" na colocação das placas e estas acabram deslocadas cerca de 150 metros. Assim, Loulé perdeu 150 metros de território e, imaginem lá, o autarca de bairro, Horácio Piedade (mas deve ser só por ele) ficará ilibado da tal infracção, já que por lei e para estes casos o que impera é o mais favorável aos infractores. Quem não gostou nada da história foi a GNR que participou o caso ao Ministério Público e à Direcção Geral de Viação. Espero não perder o rasto a esta pérola, pois tenho imensa curiosidade em saber no que dará esta queixa da GNR.

A segunda pérola é quase que uma vitória para a Bananeira à beira-mar plantada e para os bananas (os habitantes da bananeira, entenda-se). Os sacrifícios económicos que estes últimos têm feito nos últimos 4, 5, 6, sei lá quantos anos estão a ter resultado e parece que a crise está a acabar. Pelo menos é o que dá a entender a notícia desta semana que dá conta que nas obras de "melhoria" do parLAMENTO, para além do ar condicionado (aquele pessoal sua muito, que o diga a Odete Santos) e do novo sistema de som (como se alguém ainda estivesse interessado em ouvir o que aqueles merdas dizem), também vão ser instalados computadores e telefones integrados nas bancadas dos dePUTAdos! Assim, para cada um deles (230, não esquecer) haverá um telefone e um PC integrado no lugar-cama que lhe foi atribuído. Dado que na maior parte do tempo os dePUTAdos estão a "trabalhar" integrados em Comissões ParLAMENTARES ou em visitas de trabalho, sendo relativamente pouco o tempo em que estão realmente no hemiciclo, presumo que estes PCs serão amplamente utilizados. Ou será que agora que podem jogar copas em rede passarão a estar mais tempo no hemíciclo parLAMENTAR?

A terceira pérola é bem mais conhecida e é mais uma grande homenagem a esse prestigiada e prestigiosa categoria de funcionários públicos que são os (levantem-se todos e façam uma vénia) juízes (podem acabar com a vénia e voltar a sentar-se). O caso é o do sargento do exército Luís Gomes e da sua esposa, Maria Adelina Lagarto, que, correctamente, não pretendem dar a filha adoptiva que por eles é tratada e amada há quase 5 anos a um pai biológico que só o sabe que o é por ter sido obrigado a efectuar os testes de paternidade, caso contrário nem saberia que tinha uma filha. Até a mãe biológica está do lado dos pais adoptivos. Está toda a gente. Toda não, a (levantem-se e façam a vénia) juíza (podem terminar a vénia e etc) acha que a criança estará melhor entregue ao pai biológico, o tal que nunca quis saber dela, o tal que ela não conhece, porque aparentemente a menina tem o direito a conhecer os pais biológicos. O facto de a menina ter vivido quase 5 anos com os pais adoptivos aparentemente não contam nem interessam para a (já sabem o que têm a fazer) juíza (idem) que de juízo não deve ter muito. A Justiça na Bananeira à beira-mar plantada é cega e, como se isso não bastasse, extremamente estúpida.