segunda-feira, 10 de julho de 2006

Finalmente

Acabou o Campeonato do Mundo! Até que enfim. Para os que gostam de futebol nem imaginam o tormento que são estas alturas para aqueles que não ligam nada ao futebol. Para onde quer que nos viremos só se ouve falar de bola. E se o campeonato durou 1 mês inteiro, a “preparação” levou ainda mais. Há alguns 3 ou 4 meses que andamos a levar com esta xaropada interminável. E ainda devemos ter mais uns quinze dias a um mês de análises das “consequências” dos resultados.

Telejornais houve em que na primeira meia hora só se falava disso. Já imaginaram o que seria durante 4 meses levarem com notícias e debates sobre, por exemplo, caminhos-de-ferro e ferromodelismo com a mesma intensidade com que eu levei com isso sobre futebol? Seria espectecular, pelo menos para mim. Mas os que pertencem à maioria iriam dizer que era chato, não era? E que não tinham nada a ver com aquilo, certo? Pois foi isso que eu e muitos outros sofremos com o campeonato da bola.

E quando queríamos saber de novas do país e do mundo lá levávamos com a tal meia hora de bola pelos queixos que até andávamos de lado. Em dois dos dias em que Portugal jogou os combustíveis aumentaram e ninguém reparou nisso. O governo anuncia a intenção de acabar com os benefícios fiscais decorrentes de despesas da educação e ninguém reparou nisso. E isto é cíclico. Há 2 anos, em pleno Orgasmo 2004, o governo também governou à vontade enquanto durou aquela importantíssima competição que por cá se realizou. Aproveito para homenagear publicamente um senhor que não sei o nome e que na altura do Orgasmo 2004 viajou num mesmo autocarro da Carris em que eu ia, acompanhado de umas 3 ou 4 dezenas de parolos prestes a virem-se com a conversa que estavam a ter sobre a bola. Esse senhor estava bêbado, mas não muito, e chamou a atenção para todos os orgasmáticos que iam no autocarro que “enquanto vocês [eles, os outros] estão com essas merdas, a água [canalizada] aumentou 4%”. E não é que os outros parolos, que aparentemente iam sóbrios, em vez de terem ficado a pensar nisso ou de se terem revoltado contra isso mandaram calar a única voz que naquele autocarro disse alguma coisa de jeito.

Afinal quem é que ganha com os Campeonatos?

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Era uma vez o Beato

O Beato foi uma zona de Lisboa bonita até ao início da industrialização tardia de Portugal. Desde então a paisagem local alterou-se para pior, tanto pela construção de fábricas (quer em edíficios próprios, como pela adaptação de palácios e conventos existentes), armazéns e pela construção de baixa qualidade destinada à habitação das imensas massas de trabalhador necessárias a essas indústrias.

Com o passar dos anos muitas fábricas e armazéns foram fechando, tendo os seus edíficios ou ficado ao abandono ou sido adaptados para outros fins. Os bairros e vilas operárias anexas também sofreram com a passagem do tempo, tendo-se transformado em autênticos guetos de habitação degradada.

Com tudo isso o Beato é actualmente uma das freguesias mais feias de Lisboa. Mas poderia ser melhor se nos últimos 30 anos (tantos quantos tem o chamado “poder local”) a junta de freguesia tivesse sido “ocupada” por gente com vontade e competência.

A junta de freguesia do Beato nunca fez nada pela freguesia. Nas freguesias à volta houve um esforço para tornar a vida dos que lá moram ou trabalham mais agradável, quer ajardinando os espaços devolutos existentes, quer através de sinalética com indicação dos diversos equipamentos sociais, etc, etc, etc.

No Beato não! As únicas medidas tomadas nos últimos 15 anos foram ajudas à “Comissão de Melhoramentos da Faifa”, à Casa do Concelho de Castro Daire (onde, por “coincidência” fica a tal Faifa), ao Clube de Pesca Desportiva de Xabregas (um barracão que está sempre fechado) e pouco mais. Depois preocuparam-se sempre muito e apenas com a Quinta do Ourives e a Picheleira, curiosamente as zonas da freguesia com mais eleitores. Xabregas, o próprio Beato e o Vale de Chelas ficaram completamente abandonados.

Para agravar há cerca de 7 anos houve um engraçadinho na CMLisboa que achou que a zona de Xabregas e do Vale de Chelas eram excelentes aterros sanitários para drogados e outra escumalha inútil que se encontravam espalhado por outras zonas da cidade. E assim, com a conivência da junta de freguesia do Beato (que politicamente era da mesma côr da CML), uma zona que estava livre de problemas de droga ficou completamente minada por isso. Uns anos mais tarde, já a CML tinha mudado para uma côr diferente, a junta já se opôs energicamente à vinda de mais uns quantos merdosos desses, mas nessa altura não só já era tarde, como também pouca diferença varia. Assim, o que preocupava mesmo esses senhores da junta eram as questiúnculas partidárias..

Para além do problema de segurança que esses merdas dos drogados provocam, há ainda a falta de higiene e limpeza. Inexplicavelmente Xabregas é das zonas que menos operações de limpeza devem ter. Diz a junta que a CML limpa as ruas de Xabregas semestralmente, tal como no resto da cidade. Estranho! Na maioria das vezes que passo, por exemplo, na Rua Morais Soares (freguesia de São João) à noite estão a lavá-la. Passarei eu nela à noite apenas e precisamente de 6 em 6 meses? Há uns 2 anos ocorreu uma chuvada forte em Maio (lembro-me porque foi 2 dias antes do meu aniversário) que levou até às ruas de Xabregas muitos detritos que ficaram por lá durante mais de um ano (lembro-me perfeitamente disso por ter celebrado 2 aniversários com os restos dessa lama junto aos passeios). Serão os semestres maiores em Xabregas e no Beato? Junto ao Convento do Beato, por exemplo, encontra-se uma carcaça de um gato já há tanto tempo, que neste momento já só resta praticamente a pele e os ossos (estes já se encontram à vista).

A CML tinha obrigação de fazer mais pela limpeza da zona, até porque grande parte do lixo é feita pelos merdas que a CML que passam os dias a sujar as ruas com o que vão despejando dos caixotes do lixo, já para não falar das “casas-de-banho” situadas em pleno passeio (e parte disso não é de origem canina, porque os cães não limpam o rabo a papel).

Como esta é uma zona sem peso eleitoral e ainda para agravar agora a junta do Beato está sem dinheiro, aparentemente “desviado” pelos anteriores “locatários”, estes problemas nunca serão resolvidos.

A história do dinheiro desviado também é curiosa. Os actuais detentores da junta acusam os anteriores de terem desviado os dinheiros e assim deixam-se andar sem fazer nada, a não ser continuar a apoiar as iniciativas das Faifas (afinal ainda há algum dinheiro), e esquecendo-se que por acaso os anteriores até estavam em coligação com os actuais!!!!!!!!

“Podem mudar de partido nas próximas eleições”, pensarão muitos de vocês. Até podemos, mas:

1. Há 7 anos, quando os drogados chegaram, a junta do Beato era (des)governada pela Coligação por Lisboa (CDU+PS), tal como a CML. Os elementos da junta eram maioritariamente CDU, de acordo com as últimas eleições em que CDU e PS haviam concorrido separadamente.

2. Em 2001 a junta manteve-se nas mesmas mãos, mas a CML passou a ser PSD. A CML tentou enviar mais “drogas” nessa época, mas aí já houve “oposição” da junta (o que faz a diferença de cores!)

3. Em 2005 a junta “mudou” para o PS e tudo fica na mesma.

4. Nas eleições desse ano os candidatos do BE à junta apresentaram uma proposta para a criação de áreas ajardinadas onde os drogados pudessem “passar o dia condignamente”!!!!!!!!!! Os camelos que lá moram e trabalham que se lixem.

E então, há alternativa? Da esquerda à direita todos acham que aquilo é uma fossa céptica para onde mandam a merda que a sociedade caga.

E não pensem que esta frouxidão da junta do Beato é apenas nesta área da segurança. É em tudo: na saúde deixou que se fechasse a extensão do Centro de Saúde, única instalação de saúde existente naquela área, sem que tivesse feito nada, nem que fosse mobilizar a população contra isso, nos transportes a Carris vai acabando com os serviços e a junta fica “a ver”, e por aí fora.

E depois ainda querem que sejamos tolerantes e pacientes com os drogados. Se calhar também temos que o ser com estes políticozecos de bairro.

sexta-feira, 30 de junho de 2006

O Logro

Estava eu ontem a ver o Telejornal na RTP1 quando apareceu uma notícia cujo título (que surgiu em rodapé) era “Portugal já recebeu 8 milhões de euros do Mundial”.

Eu, na minha ingenuidade pacóvia, fiquei logo a fazer planos para investir os cerca de 80 cêntimos a que teria direito.

Afinal foi tudo uma ilusão. Quem recebeu os tais 8 milhões não foi Portugal, mas sim a Federação Portuguesa de Futebol.

Triste país este, que já se confunde com uma agremiação pseudo-desportiva.

Acho eu.

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Os Senhores Doutores Juízes

Li no Correio da Manhã ( http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=206659&idCanal=10) que no Tribunal da Boa-Hora (raio de nome para um tribunal) um julgamento de uma traficante de droga tinha acabado com a absolvição da criminosa (“arguida” ou “alegada autora do alegado crime” em politiquês-correctês).

A criminosa em questão foi apanhada na Portela quando chegava de Amesterdão com cinco (5) quilos de comprimidos de ecstasy (o que dá mais de 20 mil comprimidos dessa merda).

Ao chegar ao tribunal a criminosa contou uma história da carochinha aos (levantem-se todos) Senhores Doutores Juízes (podem-se sentar) segundo a qual tinha estado em Amesterdão a convite de um homem com quem tinha uma relação amorosa e que lhe tinha prometido arranjar em emprego. Como a criminosa receou que esse emprego fosse na área do entretenimento masculino (mais um termo do politiquês-correctês para a expressão “ia para puta”) resolveu fugir de lá, antecipando o regresso a Portugal. De acordo com a criminosa, o tal homem, aproveitando a vinda da sua protegida a Portugal, pediu-lhe para que ela trouxesse 3 prendas para alguém que ela não conhecia, mas que entraria em contacto com ela quando chegasse a Lisboa. E ela, que não sabia que prendas eram, fez-lhe o favor.

Tal como deve ter acontecido convosco, também os (levantem-se novamente) Senhores Doutores Juízes (podem-se sentar) acreditaram na veracidade desta história e deixaram a criminosa em liberdade.

O processo entretanto chegou ao Tribunal da Relação que deu razão ao Ministério Publico e, por isso, a criminosa vai voltar a ser julgada.

Depois desta história só me consigo lembrar da acusação que os (levantem-se por favor) Senhores Doutores Juízes (podem-se sentar) fizeram ao governo quando este tentou reduzir as férias judiciais para valores próximos (mas não muito) dos das férias do resto da ralé e acabar com outras mordomias: o governo está a denegrir a imagem dos magistrados perante o resto da sociedade. Oh Senhores Doutores Juízes, o governo já não precisa fazer nada nesse sentido! Os Senhores conseguem-no sozinhos!

Acho eu.

Já agora, como é que está o megrda processo “Casa Pia”?

NOTA DE RODAPÉ (15/Jun/2008): entretanto a notícia do CM deixou de estar disponível na Internet

terça-feira, 27 de junho de 2006

Era uma vez a Baixa

Por vezes lembro-me da Baixa de Lisboa de há 20, 30 anos. Da Baixa em que eu ia às compras com a minha mãe e, às vezes, com a minha avó e tia.

Era uma Baixa que, se a memória não me atraiçoa, tinha muito menos carros, mas mais autocarros e eléctricos que hoje.

Também tinha outra coisa que hoje em dia já só é uma lembrança vaga, que era a de se poder andar calmamente sem sermos importunados de 1 em 1 metro. Havia, como sempre houve e sempre haverá, pedintes, mas estes eram em menor número que hoje e não eram, pelo menos pela forma como os recordo, tão peçonhentos como os de hoje.

O tempo passou, eu cresci e a Baixa definhou.

Hoje já não há Grandellas nem Grandes Armazéns do Chiado, nem a Biagio Flora, em cuja montra eu me deliciava e sonhava a olhar para os comboios que lá se encontravam (a preços quase iguais aos de hoje, diga-se em abono da verdade).

O número de automóveis aumentou ao mesmo tempo que o de autocarros diminuiu e os eléctricos quase que se eclipsaram, em nome do “puguesso”.

Tal como já se dizia nessa altura, há quem diga que a Baixa está a morrer. Eu concordo.

Para além da mudança de hábitos e da falta de moradores, nos últimos anos a Baixa começou a apresentar algumas “células cancerígenas”. Dos mendigos e vendedores de pensos rápidos dessa época passou-se para uma miríade de pedintes, vendilhões, pseudo-inquiridores e outros elementos parasitários que em nada servem para a causa da Baixa.

Os pedintes, graças à enorme população de drogados (toxicodependentes no léxico político-correcto) e da porcaria dos romenos (Ceausescu volta que estás perdoado) aumentaram de forma incrível. Qualquer dia terão que fazer promoções e campanhas de marketing se quiserem receber alguma esmola.

Depois há os vendilhões: ciganos de 5 em 5 metros a vender óculos de sol, máquinas fotográficas (que eu não digo que são roubadas para que o SOS-Racismo não me caia em cima – já bastou a da “porcaria dos romenos”) e maconha.

E depois há o pior de tudo, a praga das pragas: os vendilhões mascarados de empresas de inquéritos. Começaram por habitar a Rua Augusta e, a pouco e pouco, foram-se espalhado pela Baixa.

Neste momento não há rua por onde se possa passar sem se ser importunado por essa gentalha inútil. Os comerciantes já se queixam, e com razão, das perdas que têm por causa desses empecilhos. Os clientes das lojas da Baixa queixam-se, e com razão, que não podem parar para ver uma montra sem levarem com um “Bom dia, está bem disposto?” ou um “Bom dia, trabalha dentro ou fora de Lisboa?”.

Quando se diz que “NÃO” por vezes tornam-se violentos e malcriados, como se nós tivessemos obrigação de os aturar.

As autoridades, como acontece em qualquer país como o nosso, que não passa de uma ópera-bufa de 20ª categoria, não fazem nada para acabar com isto, a não ser quando alguém se passa de vez e manda um gancho de direita directamente ao focinho de um desses execráveis. E vive-se assim: queremos ir à Baixa, nem que seja para passear e descontrair e saímos de lá, por vezes, ainda mais enervados do que quando chegamos. E tudo isto por causa de um bando de mafiosos com uns funcionários com trabalho de puta, parados às esquinas a abordar potenciais clientes, com a diferença que as putas abordam e se levam uma nega viram as costas e vão-se embora; estes levam a nega e não desgrudam.

Como solução para isto apresento duas hipóteses:

  1. Usar estes seres como escarradores. Dizemos-lhe “NÃO”, eles insistem e a gente limpa a garganta;
  2. Entrar no jogo deles, ir até ao escritório e ao se chegar lá partir-se aquela merda toda. Dúvido que eles chamassem a polícia.

E assim se vai matando de vez a Baixa. O golpe de misericórdia seria seguirem para a frente com aquele pseudo-projecto de retirar os ministérios da Praça do Comércio e transformá-los em hotéis “de charme” (com um nome destes parecem bordéis de luxo).

Como nota de rodapé, e em jeito de despedida: parabéns a quem teve a ideia de instalar uma esplanada nas arcadas do Teatro Nacional Dona Maria II. Não é que considere aquele local o indicado para uma esplanada, mas pelo menos “limpou-se” aquela área dos parasitas que passavam o tempo lá sentados ou deitados. Afinal de contas, aquilo é um edifício histórico e para nós, lisboetas, tem muito significado, ao contrário do que acontecia com os elementos de certas minorias étnicas que faziam daquilo sala de estar.

Acho eu.


sexta-feira, 23 de junho de 2006

Homenagem a um grande e-mail

Chegou-me às mãos o e-mail que transcrevo tal qual me chegou. Desconheço quem seja o seu autor ou autores, mas tiro-lhes o chapéu. Provavelmente já o terão visto, mas dado que o espírito que lhe está inerente é essencialmente o mesmo em que se baseia este site, não pude deixar de o publicar nestas páginas.

Assim, e com a devida vénia ao(s) seu(s) anónimo(s) autor(es), aqui vai:

*BANDEIRAS DE PORTUGAL NAS JANELAS*

Cá por mim, vou pôr uma Bandeira na janela, quando:

- Portugal deixar de ser o país da Europa com maior indice de abandono escolar, analfabetismo e corrupção.

- Em Portugal, ninguém que trabalhe ou queira trabalhar ou tenha trabalhado toda a vida, ou que não possa trabalhar; passe fome.

- Se construirem menos Centros Comerciais maiores da Europa do que Centros de Saúde, Hospitais, Escolas e Infantários.

- Nas escolas, ESBAL, os alunos não tenham que ir para as aulas com um balde, para apanhar a àgua que escorre dos tectos.

- Não se tiver que retirar os pianos de uma sala de uma Escola Superior de Música, porque o chão ameaça ruir.

- Os morangos com açúcar sejam exclusivamente uma sobremesa.

- Acabar a pouca vergonha do Estado (com o dinheiro dos cidadãos) gastar 3.500.000€ com transportes dos Deputados e milhares de cidadãos não terem dinheiro nem para comprar o passe.

- As crianças e os velhos forem tratados com dignidade, pelos pais, filhos, professores, educadores, instituições e políticos.

- Os papás ensinarem as crianças que os Professores devem ser respeitados.

- Todos os professores forem competentes.

- A polícia deixar de fingir que não vê as lutas de pit-bull nas diversas Trafarias do País, bem como as corridas a 250 Km/h em várias Pontes Vasco da Gama do País, às 6ªs feiras à noite.

- As televisões entenderem que, ao transformar os Incêndios em grandes espectáculos de variedades, estão a transformar os incendiários em realizadores e produtores de grandes programas de televisão, o que os enche de vaidade e é altamente motivador.

- Se investigar como é que aquele senhor arranjou dinheiro para comprar o Ferrari.

- A violência doméstica, a pedofilia, a violação e todos os crimes cometidos contra crianças, forem punidos com 50 anos de cadeia.

- Os novos submarinos forem trocados por equipamento para apetrechar condignamente todos os hospitais e escolas do país, e com o que sobra, se comprar tractores e traineiras.

- Os bébés das mães portuguesas, deixarem de ir nascer a Badajoz.

- A selvajaria anual de Barrancos, acabar por falta de espectadores.

- Os jornais, revistas, programas de rádio e de televisão, chamados de desportivos souberem que além do futebol, se praticam mais 347 outros desportos e que mesmo no futebol, há outros Clubes além do Sporting, do Benfica e do Porto.

- Não houver 19 causas nº 1 de morte em portugal, conforme o idiota que estiver na altura a ser entrevistado na televisão ou na rádio.

- O Joel Costa, que faz crónicas na Antena 2, for condecorado no Dia de Portugal, em vez do Mourinho.

- Não houver ninguém a afirmar que há 700.000 portugueses com reumatismo, 1 milhão com asma, 500.000 impotentes, 350.000 c/ osteoporose, 800.000 c/ transaminase pélvica, 430.000 c/ tuberculose, 685.000 c/ deficiência renal, 6.780.000 c/hipertensão, 2 milhões c/sinusite claustrofóbica, 843.000 c/ panaríceos isquémicos galopantes, 2.400.000 c/ problemas auditivos, 300.000com hérnias discais, 210.000 c/ béri-béri abdominal, 780.000 c/ diversos tipos de cancro e 600.000c/ hipersíase traqueovisceral crónica, para preocupar as pessoas com a prevençao e os médicos cobrarem 80 € por consulta.

- Não houver nenhum 1º Ministro que tenha a lata de de abandonar o País à má fila, em plena crise, para ir sôfregamente atrás de um qualquer tacho mais aliciante.

- A gripe das aves não tiver direito a mais do que 1 minuto de tempo de antena, por mês, incluindo a informação de que morreram 1 indonésio e 2 chineses, quando nos 5 segundos que demorou a noticia, moreram mais de 700.000 pessoas com outras 250 doenças e 300.000 crianças morreram de fome, de malária e de cólera em África.

- Nenhum governante tiver o desplante de dizer que "abriu a época oficial de incêndios".

- O nº de óbitos motivados por incompetência ou negligência médica for zero

- A TVI encerrar por total falta de audiência.

- A maioria dos Jornalistas souber falar e escrever português, e deixar de fazer constantemente perguntas idiotas aos entrevistados.

- A população não eleger para Presidentes de Câmara indivíduos fugidos à justiça.

- Houver, no estrangeiro, tantas pessoas que conheçam o Eusébio, o Figo, o Cristiano Ronaldo e o Mourinho, como o Camões, o Prof. Agostinho da Silva, O Maestro Vitorino de Almeida, O Prof. Vitorino Nemésio, o Fernando Pessoa e muitos, muitos outros que nunca deram um pontapé numa bola.

- Houver tantos Portugueses que sabem quem são, a Maria João Pires e a Helena Vieira da Silva como os que sabem quem são o Pinto da Costa, o Valentim Loureiro, o Luis Filipe Vieira, o Manuel Goucha, a Cátia Vanessa, o Abrunhosa, a Júlia Pinheiro, a Quicas Vanzeler, e o Mantorras.

- As Helenas Vieira da Silva não tiverem que emigrar para fazer carreira em países civilizados.

- O peixe não chegar às mesas de quem o pode comprar 10 vezes mais caro do que foi vendido nas lotas, para que mais pessoas o possam comer e menos intermediários se possam encher.

- Os caçadores deixarem de, sistemáticamente, abandonar os cães, no fim da época da caça ou, forem presos se o fizerem.

- Os autores dos programas infantis de televisão, perceberem que uma criança não é um atrasado mental.

- Os pequenos e médios Empresários Portugueses não comprarem o 2º Mercedes e a casinha no Algarve, antes de pagarem os ordenados que devem aos Trabalhadores, as Facturas que devem aos Fornecedores, e as contribuições que devem à Segurança Social e ao Fisco.

- Os projectos Aeroporto da Ota e TGV, tiverem sido unicamente brincadeiras de mau gosto.

- O Estado e as Câmaras Municipais pagarem os milhões que devem aos Fornecedores e outras Entidades credoras.

- Os alunos dos diversos graus de ensino, passarem de ano por terem tido notas para isso e não porque os papás apresentaram recursos idiotas e os Professores e os membros dos Conselhos Directivos tenham medo de perder o Emprego.

- Nenhum ministro, nenhum professor, nenhum jornalista disser "tênhamos" ou "póssamos".

- Não for possível ouvir no noticiário de uma rádio uma "jornalista" dizer frases como esta: "A Câmara de Lisboa tem um projecto para a construção de um viaduto sobre o bairro da Graça, para facilitar o tráfico no local ", ou outros 500 dizerem que "Um batalhão da GNR vai para Timor, sobre o comando do Major Lopes da Silva" ou outros 1500 dizerem : "O Ministro Lopes da Silva foi um dos primeiros que chegou ao local do incêndio ".

- Houver mais pessoas a ouvir os Madredeus do que o Quim Barreiros.

- Não for possível assistir ao espectáculo deprimente, com direito a transmissão em directo pela televisão, de um 1º Ministro ir a Troia, com toda a comitiva, para a varanda de um apartamento alugado e pago com o dinheiro dos nossos impostos, carregar num detonador faz-de-conta (de cartão e esferovite), para teatralizar a implosão de um prédio abandonado, como se se tratasse do lançamento de uma nave para a lua, com 3 astronautas portugueses a bordo.

- As obras públicas, deixarem de custar sistemáticamente mais do dobro do que foi orçamentado e adjudicado e que a palavra "derrapagem" seja substituída pela palavra "roubo".

- Nas greves, deixe de ser possível, sistemáticamente, o Governo ou as Administrações das Empresas dizerem que houve uma adesão de 15% e os Sindicatos dizerem que a adesão foi de 95% (um deles, ou os dois, estão a fazer de nós, palhaços).

- Os Polícias não tiverem medo dos Ladrões, os ladrões tiverem medo dos polícias e os cidadãos normais não tiverem medo dos polícias.

- Figuras ridículas do tipo s Castelo Branco, Cinhas e outros Jardins, Hermans Josés (pós 1995) Lilis Caneças e mais 5.000 figuras destas que aparecem na televisão e nas Revistas, bem como os Editores das mesmas, estiverem internadas em Unidades de Saúde Mental.

- O sr. Marques Mendes não tiver a lata de criticar o sr. Sócrates por ter aumentado o IVA de 19% para 21%, e de vender património, quando no Governo anterior, da cor dele, a primeira medida que foi tomada, foi aumentar o IVA de 17% para 19% e ao longo do mandato, só não se ter vendido a Torre de Belém, os Jerónimos e o Convento de Mafra porque não apareceu nenhum dos grandes Empresários da nossa praça, interessado, já que nenhum destes edificios dá para transformar em Centro Comercial.

- Os médicos , fizerem greve para obrigar os Governos a dar condições de assistência digna aos cidadãos, em vez de as fazerem exclusivamente por motivos de dinheiro.

- Os professores fizerem greve para obrigar os Governos a transformar o ensino numa actividade digna para eles e para os alunos e não só por motivos de dinheiro e outros interesses pessoais.

- Os Trabalhadores e os Médicos que validam baixas fraudulentas, forem presos.

- As Empresas deixarem de adulterar as Contas, para fugir ao Fisco.

- As áreas de serviço das auto-estradas deixarem de ter clientes, por as pessoas não gostarem de ser escandalosamente exploradas.

- Não houver mais telemóveis topo de gama do que cidadãos.

- Todos os comentadores da bola que debitam verdadeiros tratados de futebol na televisão e na rádio e escrevem nos pasquins, forem contratados para treinadores dos maiores clubes, pois só assim esses clubes podem ser todos campeões.

- Os médicos deixarem de se pavonear nos corredores e nos bares dos hospitais, com o estetoscópio pendurado ao pescoço, pelo mesmo motivo porque os informáticos não andam com o rato, as costureiras não andam com a fita métrica, os boxeurs não andam com as luvas de boxe, os jogadores de snooker não andam com os tacos e os bombeiros não andam com as mangueiras.

- Os milhentos dirigentes das milhentas Fundações, fizerem alguma coisa útil, além de receber o ordenado.

- Não for verdade que os Deputados faltaram em massa ao trabalho para irem passar um fim de semana prolongado, ao Algarve e isso ser a coisa mais natural da vida.

- Nenhum médico operar o pé esquerdo, são, de um doente que tinha um problema grave no pé direito e, no fim, justificar-se com: "até foi bom, porque assim, já não vai ter o problema no pé esquerdo" sem ser imediatamente expulso da Ordem dos Médicos.

- Só houver palhaços, nos circos.

- A Publicidade enganosa levar os anunciantes, à prisão.

- Os projectos de construção forem efectuados por Arquitectos e Engenheiros, e os construtores civis só tratarem da construção.

- Se souber o resultado de UM SÓ dos inquéritos que se diz terem sido levantados a diversas figuras públicas e Entidades oficiais, pela presunção de diversos crimes.

- Nas clínicas privadas a grande maioria dos partos deixar de ser feita por sesariana com data marcada, porque uma cesariana factura muito mais e dá muito mais honorários ao médico, do que um parto natural.

- As jóias, os Rolls, os Ferrari, os Maserati, os Porshe, os Veleiros, os Rolex ,os telemóveis topo de gama, as lagostas, o caviar, os visons, etc, forem taxados a 500% de IVA , os automóveis de 1000cc, a 5% e as batatas, o arroz, o azeite, o leite, o açúcar, a fruta, as couves, o pão, os ovos, os frangos, e os transportes públicos, a zero.

- Encontrar num restaurante ou num café em Portugal, mais empregados portugueses do que brasileiros.

- O futebol voltar a ser um desporto.

- Os nossos deficientes que vão aos Jogos Paralímpicos, não precisem de andar previamente a fazer peditórios públicos para arranjarem dinheiro para as despesas de deslocação aos mesmos e tenham direito a ser falados em caixa alta, nos jornais, nas rádios e nas televisões, quando estão a competir e quando regressam, carregados de medalhas (ou não).

- As ementas dos restaurantes no Algarve estiverem escritas em português.

- Entre os indivíduos que têm poder para instalar sinais de trânsito, não haja nenhum pateta.

- Ninguém for ao aeroporto, à chegada da selecção nacional, eliminada do campeonato do mundo, só para ofender selváticamente o seleccionador nacional.

- Nas escolas de condução se ensinar as pessoas a conduzir, em vez de ensinar a fazer inversão de marcha, a arrumar o carro e a não deixar o motor ir a baixo.

- Os Joões Pintos, os Sabrosas, os Decos, que proliferam no futebol português. apanharem 20 jogos de suspensão, cada vez que simulam um penalty, da mesma forma que quem rouba uma carteira vai preso.

- Os meus filhos e todos os outros Portugueses da sua geração, puderem planear a vida a mais de 3 meses e os meus netos e os dos outros Portugueses, tiverem alguma perspectiva de viver um futuro com dignidade.

- E por fim, quando conseguir uma consulta de Oftalmologia no Hospital Egas Moniz, que pedi há mais de um ano.

No dia em que tudo isto, ou quase tudo isto, acontecer, juro que ponho Bandeiras de Portugal bem grandes em todas as janelas da minha casa (se ainda tiver casa, se a casa ainda tiver janelas e se Portugal ainda existir).

Mesmo que a selecção NÃO SEJA apurada para o Mundial de Futebol !

Até lá, fico recolhido em casa com as janelas bem fechadas, cobertas com cortinados bem opacos, profundamente envergonhado.

Se alguém souber quem é o autor desta maravilha...

A RTP e as “minorias”

Em plena orgia futebolística a RTP resolveu mimosear a minoria de portugueses que gostam de assistir aos grandes prémios (GPs) de Fórmula (F1) com a não transmissão em directo dos GPs do Canadá e dos EUA, substituindo essas transmissões por resumos às 02:45 do dia 26 de Junho (GP do Canadá) e às 02:30 do dia 3 de Julho (GP dos EUA).

Isto pode-se até considerar normal numa TV como a RTP que, tendo comprado os direitos de transmissão dos GPs da F1, nunca tem um enviado junto do grande circo, limitando-se a ter 2 comentadores em estúdio (em Lisboa) a mandar uns bitates de vez em quando e a ler as classificações pela Internet. Por vezes, como aconteceu nos treinos de um dos últimos GP, o acesso à Internet fica lento ou empanca e ficam os ditos comentadores “à nora”. Para compensar, para o Mundial foram enviados pela RTP não sei bem quantos jornalistas e técnicos. O curioso é que a RTP nem sequer detém os direitos de transmissão dos jogos, ao contrário do que se passa com a F1.

Mas o desprezo que a RTP manifesta para com os espectadores dos GPs de F1 não fica por aqui. Em todas as transmissões de 15 em 15 minutos - confesso que não sei exactamente o intervalo de tempo, pelo que devem entender estes 15 minutos mais como expressão do que como valor real – há uma pequena interrupção para anúncios, onde, para além do bloco publicitário normal, ainda levamos com a interminável lista de patrocinadores. Ao fim de quase 5 minutos lá é retomada a transmissão do GP. Ora, em 5 minutos muita coisa pode acontecer numa corrida de F1, e muitas vezes ocorrem precisamente nesses tais 5 minutos de publicidade situações que marcam a corrida. No futebol, ou em qualquer outro “desporto de bola” essas interrupções nunca acontecem. Já imaginaram o que seria se fizessem o mesmo, por exemplo, num jogo de futebol da selecção? Caíria o Carmo e a Trindade

Acho eu.